perspectivas

Quinta-feira, 24 Março 2011

A mulher moderna e feminista, e a cultura da maternidade

Há alguns anos atrás, lemos nos jornais a narrativa politicamente correcta de uma gorila de seu nome Binti, que terá salvo uma criança de 3 anos que caiu na jaula dos gorilas, impedindo assim que os outros gorilas pudessem magoar ou mesmo matar a criança. Os me®dia encheram-se imediatamente de arautos dos direitos humanos extensíveis aos símios, como por exemplo Peter Singer: afinal, diziam eles, os símios tinham não só inteligência, mas também uma moral.

Porém, um escrutínio mais apurado sobre o comportamento da gorila Binti, veio a revelar que ela tinha sido treinada para resgatar uma boneca de dentro da jaula e trazê-la aos seus tutores humanos, sendo que esse treino fazia parte de um programa para colmatar a falta de instinto maternal da dita gorila. Este facto nunca foi cabalmente divulgado nos me®dia , o que corrobora a tese da “espiral do silêncio” em questões que possam colidir ideologicamente com o marxismo cultural.

Portanto, é certo que a gorila Binti não era possuidora de uma moral, e tinha sido treinada para regatar uma boneca e, por isso, agiu de uma forma mecanizada em relação à criança que caiu na jaula dos gorilas. Para que exista uma moral, tem que existir previamente o livre-arbítrio, o entendimento e o juízo — características que definem a excepcionalidade da condição humana.

Assim como a gorila Binti não tinha uma moral mas foi treinada para se comportar como se a tivesse, a mulher moderna, tendo obviamente as condições necessárias à moralidade, deixou paulatinamente de ser “treinada” para corresponder ao escrutínio moral. O homem, aqui, não está isento de responsabilidades.

Digamos que a mulher moderna e, por isso, sempre feminista, é uma “Binti ao contrário” : como ser humano, ela tem as condições da moralidade, mas a cultura politicamente correcta retirou-lhe o “treino” necessário à maternidade. Aquilo que os tratadores da Binti lhe ensinaram para incentivá-la ao exercício da maternidade, é o oposto do que os “tratadores” politicamente correctos e marxistas culturais “ensinam” à mulher moderna em relação à maternidade.

Num caso e noutro, os respectivos tratadores partem sempre do princípio paternalista de que lidam com animais irracionais, e de uma superioridade intelectual e moral em relação aos respectivos objectos de condicionamento pavloviano. Os tratadores politicamente correctos olham para a mulher moderna e feminista de uma forma idêntica à que os tratadores da Binti olham para esta. O que muda, num caso em relação ao outro, são as características específicas do “animal”.

Sendo que o ser humano tem aquilo a que Karl Popper chamou de Mundo III (o mundo das ideias, que os outros animais não têm), e tem também o entendimento e o juízo, o humano é um ser moral. Contudo, o ser humano também precisa de “treino”, tal como a Binti precisou; esse “treino”, aplicado ao ser humano, é a cultura (entendida aqui no sentido antropológico).

E como a mulher moderna e feminista começa a perder o “treino” que a torna necessária à continuação da sociedade, de nada lhe servirá o facto de ter as condições necessárias da moralidade: as diferenças entre a mulher moderna e feminista, por um lado, e a gorila Binti, por outro lado, deixam de ter repercussão na realidade concreta e tangível da garantia do futuro da sociedade, e por isso, a especificidade das diferenças entre a Binti e a mulher feminista deixam de ter relevância no concreto das nossas vidas.

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2 Comentários »

  1. Obrigado. Consegui ver em palavras o que infelizmente penso acerca de muitas mulheres hoje em dia.

    Comentário por Joao Diogo — Quinta-feira, 24 Março 2011 @ 2:15 pm | Responder

  2. maçónico apoia islão pedófilo:

    http://aeiou.expresso.pt/mario-soares-alerta-para-falsas-religioes-em-portugal=f553299

    Mário Soares considera “mau” e “de mau gosto” a colocação de minaretes em templos religiosos islâmicos, “como em Portugal parece que vai acontecer”, porque “é uma questão de bom senso”.

    Comentário por & — Quinta-feira, 24 Março 2011 @ 6:04 pm | Responder


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