perspectivas

Terça-feira, 25 Janeiro 2011

Sobre o corte do financiamento do Estado ao transporte de doentes

Hoje sai uma notícia de assinalar: os cortes no financiamento do Estado ao ambulatório de doentes (transporte de doentes). Entretanto, avançam-se números sobre o valor que o Estado pretende poupar com o corte no financiamento ao transporte de doentes. Na TSF, ouvi falar que Estado pretende poupar 200 milhões de Euros com este corte.

E quanto custa, ao Estado, o aborto gratuito nos hospitais públicos e a pedido da mulher ?

Já ouvi falar em vários números do custo do aborto gratuito e isento de taxa moderadora, mas o valor real que o Estado paga aos hospitais públicos não é divulgado pelos me®dia , e permanece nos segredo das elites políticas e culturais (a classe governante: intelectuais, me®dia , políticos, e poder económico e financeiro).

Porém, podemos dizer com toda a segurança que o Estado paga a cada hospital público, no mínimo, cerca de 1000 Euros por cada aborto cirúrgico. Ora isto equivale a uma despesa anual do Estado em cerca de 20 milhões de Euros (valor por baixo).

Ou seja, bastaria que o aborto fosse pago por quem aborta para que o apoio ao transporte de doentes pudesse ser menos penalizado em pelo menos 20 milhões de Euros.

Como contribuinte, não me importo de financiar as consequências da actividade sexual dos outros, desde que essa actividade sexual dê frutos e contribua positivamente para a sociedade através das crianças. O que não estou disposto a financiar com os meus impostos é o coito interrompido dos outros. Quem quiser abortar, que assuma as suas responsabilidades e pague!.

Porém, é espantoso como os me®dia não falam desta injustiça gritante, que consiste em o Estado cortar no apoio ao transporte dos doentes, ao mesmo tempo que continua a pagar abortos.

Adenda : Hoje (cerca das 09:25 horas) vinha no carro e ouvi o Júlio Machado Vaz a falar na Antena 1 da discriminação das mulheres grávidas no mundo do trabalho. Os seus argumentos merecem ser tomados em consideração, nomeadamente quando ele se referiu à crise demográfica que Portugal (e a Europa em geral) atravessa; só que ele não se referiu ao aborto em Portugal — e por uma razão muito simples: falar do aborto é tabu, segundo a religião política do Júlio Machado Vaz.

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