perspectivas

Quinta-feira, 25 Novembro 2010

Para mim, o dia da Violência Doméstica Contra A Mulher, simplesmente não existe

Quando lemos as notícias nos me®dia sobre a violência doméstica, a única coisa que transparece é a violência do homem em relação à mulher. Em nenhum dos jornais que consultei hoje, aparece uma menção, pequena que seja, da violência da mulher em relação ao homem.

Em Portugal não existem estatísticas exactas, em parte porque muitas mulheres e homens — e não só as mulheres, mas principalmente os homens calam a violência que sofrem — não participam os casos de violência e, portanto, não são divulgados pelas estatísticas. Por isso, vou recorrer às estatísticas dos Estados Unidos.



Portanto, enquanto não houver também o dia da violência doméstica contra o homem, para mim não existe o dia da violência doméstica contra a mulher; simplesmente não faz sentido, o enviesamento da realidade.

Adenda: a ler: Violência doméstica sobre homens revelada em estudo

“Numa amostra que inclui Espanha, Suécia, Bélgica, Grécia, Hungria, Alemanha e Reino Unido, os estereótipos habitualmente associados às relações heterossexuais são estilhaçados pela evidência surpreendente de uma vitimização masculina mais elevada (por vezes mais do dobro) em vários países e em categorias como coacção sexual e agressão física grave e que resulta em lesões”.

About these ads

10 Comentários »

  1. As mulheres molham menos a sopa, porque são fisicamente mais fracas. E quando há agressões mútuas, a mulher pode sempre apelar à sua fraqueza.

    Como neste video: http://www.youtube.com/watch?v=6XjZPNkjC5Q

    a tipa tem confiança para dar uma chapada com as costas da mão ao polícia banana, mas quando um resto de homem aparece e ele responde, a tipa chora como uma criancinha.

    Bater em mulheres é uma cobardia, mas a cobardia é defeito humano, e não masculino. Se a natureza tivesse dotado as mulheres com mais força física, seriam os homens quem apanhariam mais.

    Comentário por Jairo Entrecosto — Quinta-feira, 25 Novembro 2010 @ 9:21 pm | Responder

  2. O problema do polícia é o problema do homem bem formado: considera que é uma cobardia bater em mulheres. E ele depois apanha, ou é enxovalhado em público, porque a mulher sabe instintivamente quando tem pela frente “um homem bem formado” e sabe, por isso, que pode avançar sem limite de velocidade.

    O problema da violência doméstica é complexo demais para ser exclusivamente atribuído o estatuto de vítima à mulher.

    Comentário por O. Braga — Sexta-feira, 26 Novembro 2010 @ 5:38 am | Responder

  3. Fica aqui o vídeo para ilustrar o que se quis dizer:

    Comentário por O. Braga — Sexta-feira, 26 Novembro 2010 @ 7:38 am | Responder

  4. Perfeito Braga,

    Tomando nota que pelo menos no Brasil é comum, por motivos psicológicos inerentes ao gênero feminino, que as mulheres retornem aos seus agressores. A maior dificuldade de combate a violência contra a mulher nunca foi punir os homens por que isto sempre existiu de uma forma ou de outra. mas a dificuldade sempre foi evitar que a mulher passado alguns dias retorne ao agressor.

    Essa realidade é tamanha que feministas radicais propõem aqui no Brasil a possibilidade de punir o homem sem que a vitima apresente queixa. Isso é, basta um terceiro observador denunciar para que o homem seja punido, mas que a “vitima” não queira, a tal proposta enfrenta várias barreiras por motivos lógicos, uma vez que ela dá margem a policiamento ideológico.

    Comentário por shâmtia ayômide — Domingo, 28 Novembro 2010 @ 2:33 am | Responder

  5. corrigindo: *mesmo que a vitima não queira.

    Comentário por shâmtia ayômide — Domingo, 28 Novembro 2010 @ 2:33 am | Responder

  6. A primeira mulher inglesa que criou abrigos para mulheres vitimas de violência, viúvas e mulheres abandonadas em geral foi a britânica Erin Pizzey.

    Erin Pizzey nunca foi feminista, o trabalho dela é anterior ao feminismo. Contudo, quando surgiu o movimento feminista, ela foi convidada para algumas reuniões.

    Chegando lá, deram a ela panfletos maoístas/comunistas, como Erin Pizzey era filha de diplomatas, ela já tinha alguma noção do que era a realidade do comunismo na China e na Rússia, e tratou de se afastar das feministas.

    Anos depois Erin Pizzey lançou o livro Prone to Violence onde relata suas experiências nos abrigos para mulheres, cerca de 50 anos atrás ela constatou o mesmo problema que hoje é constatado aqui no Brasil, a tendência da mulher a retornar aos braços de seus agressores.

    As feministas/comunistas pressionara Pizzey para que ela transfomasse o livro num panfleto libertário/comunista de pregação de ódio a masculinidade, mas Pizzey recusou a fazer isso. Desde então passou a ser perseguida pelas feministas e o livro acabou por se tornar raríssimo devido a censura feminista.

    Comentário por shâmtia ayômide — Domingo, 28 Novembro 2010 @ 2:40 am | Responder

  7. Graças ao grande Walter Schneider do Fathers for life(que considero o site pró-familia mais organizado da Web), o livro dela ficou disponível online aqui.

    Orgulhosamente traduzi um texto de Walter Schneider aqui.

    Comentário por shâmtia ayômide — Domingo, 28 Novembro 2010 @ 2:47 am | Responder

  8. Erin Pizzey: Why I, as an ardent anti-feminist, feel sorry for women

    Today, millions of men look back at the devastation this movement created in their lives. Publicly derided as useless, feckless idle wasters, men have retreated into their holes to lick their wounds. A generation of young men in their early twenties is now adrift in a sea of misandry. They are regularly exposed as less able than their sisters and pilloried as academic failures by the press. No wonder they turn to mental illness, suicide and drugs. Their feminist mothers, in many cases with multiple sexual partners, have abandoned their role as care givers. Children come home to empty rooms, empty fridges and no warmth. These are the children of the ‘nobody home’ generation. The feminist movement decreed that all women must enter the work force and hand their young children over to the care of the ‘mother’ state. As the divorce rates soar, men refuse to make any commitment that ties them to women who, when they are bored with the relationship, will boot the men out and keep the money and the children.

    Comentário por shâmtia ayômide — Domingo, 28 Novembro 2010 @ 2:55 am | Responder

  9. @ Shamtia :

    No princípio do século XX, a esmagadora maioria das mulheres e homens eram analfabetos. Ao lado de uma mulher analfabeta está, normalmente, um homem analfabeto. Hoje, a violência doméstica é um pouco diferente da que existia no princípio do século XX: estou a falar de professores universitários, doutores em leis, empresários, literatos, etc. Mas não me refiro só a eles, mas a elas também.

    Por isso, hoje o estatuto de vítima é difuso, como demonstram as estatísticas. Não podemos dizer, pelo menos hoje, que a mulher é a vítima e o homem o agressor. E temos a tendência para automática e inconscientemente colocar estes rótulos nos dois sexos (a mulher é sempre vítima, o homem é sempre o agressor).

    A mulher que regressa ao agressor é, muitas vezes, aquela que sabe que teve a sua quota parte de culpa na agressão que sofreu do companheiro. Na maior parte das vezes, ela sabe que colaborou consciente e activamente para criar o conflito que descambou na agressão — através não só da violência psicológica e emocional, mas muitas vezes até foi ela a primeira a agredir fisicamente. Por isso é que ela volta, embora muitas vezes também saiba que a relação corre o risco de estar definitivamente inquinada.

    Comentário por O. Braga — Domingo, 28 Novembro 2010 @ 9:27 am | Responder

  10. [...] da mulher… os malvados dos homens transformam-nas em vítimas! Share this:EmailGostar disto:GostoBe the first to like this post. Deixe um [...]

    Pingback por A mulher, coitada, é sempre a vítima de violência… ! « perspectivas — Sábado, 26 Novembro 2011 @ 12:16 am | Responder


RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

AVISO: os comentários escritos segundo o AO serão corrigidos para português.

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Theme: Rubric. Get a free blog at WordPress.com

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 520 outros seguidores