perspectivas

Segunda-feira, 13 Setembro 2010

O discurso platónico-republicano da esquerda

Feministas e lésbicas devem ser tratadas como machos ou, não sendo possível, pelo menos como mulas.

« Para que diabo serve (também) a escola se não para ajudar na formação do carácter? » escreve a senhora.

Porém, a senhora não define “formação de carácter”; nem interessa definir, porque mantendo o conceito sem uma noção, a esquerda pode sempre transformar o carácter das nossas crianças naquilo que lhe aprouver.

« Que legalidade tem esta posição proibicionistas de alguns encarregados de educação que, para além do mais, viola os interesses dos jovens à informação? » — verbera a referida senhora.

Reparem bem: os pais violam os interesses dos filhos. Isto significa que os pais não olham pelos interesses dos filhos. Os pais que olham pelos interesses dos filhos não são aqueles que os abandonam aos interesses do Estado que é hoje manipulado pela esquerda.

Por outro lado, os pais são proibicionistas. Os pais não “dão a corda toda” aos filhos, no que respeita às coisas do sexo; os pais são uma espécie de fascistas. É preciso separar os filhos dos pais fascistas.

E por último, a ventriloquia da esquerda, que Edgar Morin (também ele de esquerda, mas lúcido) tão bem denunciou: a esquerda fala pelas crianças, na sua “luta pelos interesses” (de classe ?) das crianças contra os “pais opressores”, tal qual os apparatchiks comunistas usavam a ventriloquia para representarem os “interesses do povo”, ao mesmo tempo que oprimiam o povo — que eles próprios diziam representar — ainda mais do que a opressão nos países capitalistas. Temos, portanto, a D. Ana Ventríloqua.

Mas o que me aborrece realmente é que vou deixar de seguir o blogue 31 da Armada. Chateiam-me as falinhas mansas, as condolências submissas e politicamente correctas. Chateia-me gente que lida com feministas e lésbicas como se lidassem com mulheres normais. Feministas e lésbicas devem ser tratadas como machos ou, não sendo possível, pelo menos como mulas.


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5 Comentários »

  1. Aquilo que as escolas querem “ensinar” não é “educação” sexual mas “facilitação sexual”.

    Comentário por Mats — Segunda-feira, 13 Setembro 2010 @ 6:29 pm | Responder

  2. “Chateiam-me as falinhas mansas, as condolências submissas e politicamente correctas”

    É um fenómeno incrível, Orlando Braga.

    Qualquer dia dizem que lhes vão enfiar um braço em determinado oríficio natural, e os potenciais empalados tornarão a coisa discutível, expondo excelentes argumentos sobre o dever do empalador não usar um relógio muito grande…

    Uma doida varrida acha que tem o direito de mandar na formação do carácter dos filhos dos outros,zangando-se e insultando quem não concorde com ela; e ainda lhe respondem como se o assunto se tratasse de mera divergência de opinião.

    É só ler o diálogo que tive há tempos com essa “doutora” a propósito do assunto, para vermos como esta gente é mentirosa, desonesta e foge perante os factos. Quando lhe disse:

    “Não reconheço a nenhum professor o direito de perguntar a um aluno seu quais as partes do corpo que lhe dão prazer sexual quando tocadas ou aquilo que o excita sexualmente. Muito menos a crianças à luz de um “currículo pedagógico” obrigatório.”;

    a “doutora” apelou ao meu bom senso e achou que eu tinha fantasmas na cabeça.
    Quando lhe disponibilizei as provas de que é isso mesmo que se vai passar nas escolas portuguesas; a “doutora” calou-se.

    http://jugular.blogs.sapo.pt/1975695.html

    Acham que brincar com pilas de esferovite é essencial na educação das crianças; e ficam todos danados por haver pais que não permitem que os filhos frequentem “aulas” onde são questionados sobre o que os excita sexualmente e respectivos hábitos masturbatórios. São mesmo gente doida e perigosa.

    http://paiocomervilhas.blogspot.com/2010/06/vergonha-nacional.html

    Comentário por Jairo Entrecosto — Segunda-feira, 13 Setembro 2010 @ 8:05 pm | Responder

    • Não podia estar mais de acordo consigo, Jairo; totalmente de acordo!

      Em 13-09-2010 20:05,

      Comentário por O. Braga — Segunda-feira, 13 Setembro 2010 @ 10:11 pm | Responder

  3. Qualquer dia dizem que lhes vão enfiar um braço em determinado oríficio natural, e os potenciais empalados tornarão a coisa discutível, expondo excelentes argumentos sobre o dever do empalador não usar um relógio muito grande…
    .
    Na Dinamarca o mesmo tipo de retórica já legalizou a zoofilia, os donos de animais podem comercializar o sexo deles, desde que o “usuário” use preservativos e de quebra garanta o prazer da vaca. Ah e é claro o proprietário deve levar o boi(ou vaca) para o veterinário periodicamente para que seja verificado a saúde sexual do bicho.

    Comentário por shâmtia ayômide — Terça-feira, 14 Setembro 2010 @ 12:05 am | Responder

  4. Shantia

    Na Dinamarca o mesmo tipo de retórica já legalizou a zoofilia, os donos de animais podem comercializar o sexo deles</blockquote

    Exacto. – (Darwinismo)

    Comentário por Mats — Terça-feira, 14 Setembro 2010 @ 1:56 pm | Responder


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