A Hungria, que depois de ter aderido ao espaço de livre circulação de bens e serviços da União Europeia, tinha indexado a sua moeda (o Forint) ao Euro em uma banda de oscilação de 3%, está na bancarrota.

Budapeste
Em Outubro de 2008 (portanto, há menos de dois anos), o governo socialista da Hungria pediu um empréstimo internacional de 20 mil milhões de Euros garantido pelo FMI, pela União Europeia e pelo Banco Mundial, para salvar o país da falência. Em menos de dois anos, o governo socialista húngaro “derreteu” os 20 mil milhões de Euros e o país ficou na mesma: na bancarrota. Os socialistas são especialistas em gastar o dinheiro dos outros e em levar à bancarrota tudo em que tocam.
A abertura da Hungria às importações oriundas dos países do directório europeu (eixo franco-alemão) acabou com a incipiente indústria húngara. Em poucos anos, a economia húngara foi desmantelada. A Hungria já pouco produz: compra praticamente tudo feito aos países do eixo franco-alemão. As exportações húngaras baixaram drasticamente, passou a importar também o desemprego do estrangeiro e a dívida externa do país disparou. Para resolver o problema do défice — e em vez de cerrar fileiras e fechar fronteiras —, os socialistas martelaram as contas públicas.
O problema que se coloca agora é que começam a aparecer incêndios em todo o lado, e não há bombeiros suficientes nem logística que valha a tanta tragédia. A União Europeia e o Euro deram nisto. Querendo resgatar a Europa de leste das garras do urso russo, a União Europeia meteu-se por caminhos que conduzirão ao fim do Euro, e provavelmente à desagregação do próprio mercado comum.
Não me admirava nada que a Hungria sofresse, a breve trecho, um golpe-de-estado militar, com a instauração de um governo de salvação nacional. Tudo parece indicar que vai voltar a abrir a época das ditaduras na Europa.














