Este artigo do conhecido blogueiro gayzista Andrew Sullivan (via Portugal Contemporâneo) sobre a nova juíza do supremo americano, tem basicamente as seguintes características:
Estão aqui resumidos três dos grandes e principais traços ideológicos da Vulgata gayzista. Vamos à análise dos argumentos.
Primeiro argumento: “Se uma pessoa é judia e, ocupando um cargo público de grande relevância, assume publicamente que o é, sendo gay deveria assumir também que o é”.
- Este argumento transforma a condição homossexual em casta, porque enquanto a raça pode ser determinada por factores objectivos (cor da pele, características físicas congénitas determinadas pelo ADN, etc), a homossexualidade é por natureza subjectiva.
Esta “confusão” lógica entre raça e o comportamento sexual é propositada e muito perigosa. Por um lado, pretende reduzir o comportamento de uma pessoa — neste caso o comportamento gay — a uma categoria equiparável ao de uma raça. Ser gay seria a mesma coisa que ser português, israelita, branco ou preto. Por outro lado, pretende-se que o comportamento sexual de uma pessoa seja tão normal como ser alemão, inglês ou suíço. Pretende-se equiparar de uma forma igualitarista o comportamento de uma pessoa — que é sempre subjectivo — com a objectividade própria da raça.
- Enquanto que o racismo dos nazis e outros grupos é um racismo positivo — porque é afirmativo —, o gayzismo utiliza o argumento do racismo negativo, porque parte do argumento positivo do racismo para justificar o comportamento sexual subjectivo de uma pessoa. Trata-se de uma forma diferente e negativa de racismo.
Segundo argumento: “As relações entre gays tem a mesma índole e essência que as relações naturais entre homem/mulher, e por isso devem ter a mesma relevância social”.
- Este argumento parte do princípio de que as relações sexuais entre um homem e uma mulher são tão promíscuas na sua essência e natureza como as relações gay.
- Por outro lado, defende a ideia de que a natureza dos dois tipos de comportamentos sexuais são idênticos. A mensagem é subliminar e feita em nome da abstracção ou abstraimento do conceito de “amor”.
Se o amor passa a ser um conceito não passível de definição, e existe um esforço político consciente para não o definir, o amor passa a ser tudo aquilo que um homem quiser que seja. Por exemplo, um militante do Bloco de Esquerda escreveu um dia no seu blogue que “o aborto é um acto de amor” (naturalmente que ele se referia ao casal, e não à criança abortada). Por aqui vemos no que resulta a intenção maliciosa de abstrusão da noção de amor, mantendo o conceito vago e sem limites ideológicos definidos e fixos. Em nome do “amor” sem definição e dependendo da afirmação ideológica através de pura retórica, tudo passa a ser legítimo.
- A ideia gayzista é a de que tudo o que existe na vida humana é indefinido e relativo, e a aceitação lógica e ética de um conceito depende apenas da pura persuasão política: se alguém me convencer de que sou um cão, passo a andar de quatro patas, e não deixo, por isso, de ser normal.
- Por último, a questão da continuidade e da sobrevivência da sociedade através das crianças, é escamoteada através da construção da noção de “determinismo da condição gay” — noção que não existe como tal. A ideia determinística segundo a qual o comportamento humano não pode ser de outra forma senão aquela que o indivíduo adopta por alegadas condições biológicas a priori (que não são passiveis de demonstração científica), é semelhante àquela do assassino que diz em tribunal ao juiz que “a culpa do acto homicida é dos meus genes, e não poderia, por isso, ter-me comportado de outra forma”.
A noção determinística em relação ao comportamento do ser humano é essencial e imprescindível para a agenda política gayzista. Sem ela, toda a estrutura ideológica gayzista desaba. A partir desta noção de determinismo do comportamento do ser humano, o gayzismo separa o comportamento humano da cultura da sociedade, o que é de extrema importância para a afirmação niilista da sua doutrina. A partir do momento em que o comportamento humano e a cultura da sociedade estão devidamente separadas nas cabeças das pessoas em geral, cria-se a ideia generalizada de que “o comportamento dos outros não me afecta”.
A partir do momento em que, através de uma prestidigitação retórica, política e ideológica, se deduz erroneamente que os actos dos indivíduos nada têm a ver com a cultura da sociedade como um Todo — e portanto, os comportamentos não são passíveis, de modo nenhum, de contágio e de mimetismo culturais — e que esses actos são determinados, à partida, por uma simples e difusa noção de “determinismo comportamental”, então a questão das crianças e da sobrevivência da sociedade deixa de ter relevância na discussão, porque se parte do princípio de que a conservação da sociedade também segue regras e leis determinísticas.
Terceiro argumento: “O comportamento sexual é imprescindível para a definição da identidade do ser humano”.
- Se imaginarmos um homem normal e heterossexual que fizesse do seu desejo e comportamento sexual a sua própria identidade, teríamos um tarado sexual a precisar de ser urgentemente internado num hospital psiquiátrico, porque através da exteriorização contínua, obstinada e obsessiva dos seus apetites sexuais, passaria a fazer depender exclusivamente a sua identidade da exteriorização compulsiva do seu desejo sexual.
Porém, se este comportamento sexual obsessivo — que faz depender a identidade do exemplo do heterossexual referido da sua expressão do desejo sexual — é própria de um maluco, tratando-se de um gay já é considerado absolutamente normal e pacífico entre a psiquiatria cientificista (e não científica; ciência é outra coisa).
- Para um ser humano normal, o desejo sexual é apenas uma das muitas componentes da sua identidade; para um gay, o desejo sexual subjectivo é a sua própria identidade, sem o qual ele deixa de existir como ser humano — e por isso é que a afirmação constante e obsessiva do desejo sexual gay é uma questão de vida ou de morte. Trata-se de um desvio ou de uma parafilia.














