perspectivas

Sexta-feira, 30 Outubro 2009

O “aquecimento global” é a religião politicamente correcta

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O novo inferno religioso

Este artigo é de leitura obrigatória porque denuncia (de uma forma tão simples que impressiona) o facto de a esquerda internacionalmente organizada estar a trabalhar activamente para a estupidificação do ser humano, com o compadrio e apoio financeiro de uma parte da maçonaria internacional e da plutocracia organizada em torno dos Bilderberg, CFR & Cia Lda.

A associação política entre uma esquerda marxista cultural ― esquerda fabiana ou a chamada “terceira via” ― e a plutocracia dirigida por gente como George Soros ou Rockefeller, parece contra-natura; mas não é. As partes comungam do mesmo objectivo, a nível global, de coerção da liberdade do indivíduo ― ambos os grupos são intrinsecamente contra a liberdade com excepção daquela que possa decorrer das suas próprias acções políticas decorrentes de uma condição de “elite”. Como dizia Estaline: “ não são os votos que contam, mas quem conta os votos”; e os votos podem ser contados de várias formas e segundo diversos critérios que dependem exclusivamente de quem manipula os votos.

A estratégia política ― aparentemente contra-natura ― que une a plutocracia internacional e a esquerda herdeira da queda estrondosa do muro de Berlim, aposta numa religião sem religiosidade, isto é, numa religião em que o juízo teleológico inerente à existência humana não só está ausente como é propositadamente suprimido; trata-se de um Ersatz da religião, uma cópia que é sempre de pior qualidade. Trata-se de uma ideologia compartilhada pelos senhores do mundo distribuídos à esquerda marxista e à direita neoliberal e plutocrata.

Mas, além da pobreza material que assola a humanidade, vivemos também uma época de pobreza espiritual. Não temos mais nossas antigas utopias. Não acreditamos mais na revolução socialista, mas o capitalismo tampouco nos parece uma via confiável. Não acreditamos mais em Deus, mas não conseguimos suprir nosso desamparo.

Não temos mais a esperança de juntos conseguirmos controlar a política ou a economia de nossos países; não controlamos nem sequer nossos filhos, nem sequer nossas próprias vidas. Sob tais condições, em que nos percebemos tão pequenos, tão insignificantes, a ideia de que nossas atitudes mais simples podem controlar o clima do planeta é recebida com grande entusiasmo. Com o simples acto de virar a chave do carro, sentimo-nos com o poder de destruir ou melhorar o clima do planeta! Ademais, seria um erro terrível pensar que, quando executamos algum “pecado” ambiental, sentimos simplesmente remorso por estarmos contribuindo para a destruição total.

Sentimos também prazer, sentimo-nos todo-poderosos ao percebermos que, mesmo tão pequeninos, mesmo tão esmigalhados pela sociedade em que estamos inseridos, ainda temos o poder de destruir essa mesma sociedade, de nos vingarmos dela, e o que é melhor, com atitudes igualmente pequeninas, que qualquer um pode executar todos os dias! A revolta que as pessoas sentem contra os cépticos do aquecimento global não é somente por estes serem, segundo suas visões, corrompidos pelo sistema e destruidores do meio ambiente; é também uma revolta contra o facto de eles serem destruidores de sua última esperança de ainda possuírem algum poder sobre o mundo em que se inserem.

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