- A Suíça é um dos países com níveis de vida mais alto do mundo e não tem TGV, embora tenha uma das mais eficazes redes ferroviárias da Europa.
- A Irlanda tem um dos maiores PIB per capita do mundo, e não tem TGV.
- O Luxemburgo é número 1 em toda a Europa e no mundo no que respeita ao PIB per capita, e não tem TGV.
- Na Áustria vive-se bem e não há TGV.
- Na Holanda não há TGV e não consta que sejam miseráveis.
- A Noruega e a Finlândia, “países pobrezinhos”, não têm TGV.
- Praticamente todos os países de leste apresentam índices de desenvolvimento económico superiores a Portugal e não têm TGV.
- A Itália não tem TGV.
- A Grécia não tem TGV e desenvolve-se a um ritmo superior a Portugal.
- Até Malta, que é uma ilha pequena, não tem TGV e apresenta um PIB per capita superior ao português.
Será que os socialistas portugueses não vêem isto?
Há dias, o presidente da região autónoma espanhola da Extremadura pressionou o governo português para a construção da linha Lisboa / Madrid. Desta vez, é o presidente da região autónoma da Galiza a pressionar a política portuguesa para a construção da linha Porto / Vigo.
Não é normal que, num espaço de um mês, dois políticos espanhóis venham a terreiro exercer pressão sobre a política interna portuguesa. “Em política, o que parece, é” ― dizia o António ―, e o que parece é que os políticos espanhóis se sentem perfeitamente à vontade para pressionarem a política e a opinião pública portuguesas a seu bel-prazer.
Por outro lado, o que está em causa é a repartição dos prejuízos da operação das linhas do TGV; para os espanhóis, é sempre reconfortante saber que existe todo um povo vizinho que se vai endividar ainda mais do que já está para pagar os prejuízos da operação de ligação das extremidades provinciais espanholas à capital Madrid. Mais uma vez, os espanhóis ganham e os portugueses perdem. E isto para não falar do lobby das empresas espanholas que não só fabricam já partes do TGV em seu território, como se aliam a duas ou três empresas portuguesas de construção civil para ficarem com a parte de leão nas obras de construção.
Com a “operação TGV”, os espanhóis ganham em três carrinhos:
- Garantem a repartição dos custos e prejuízos da união ― através do TGV ― das periferias espanholas a Madrid;
- Através do aumento do endividamento dos portugueses com a construção e manutenção dos prejuízos do TGV, os espanhóis garantem uma competitividade da nossa economia ainda mais fraca do que a que existe, o que aumentará ainda mais a capacidade de penetração económica das empresas espanholas em Portugal, transformando o nosso país num deserto económico e financeiro.
- Corolário: colocar Portugal de joelhos através do controlo da nossa economia.
Perante isto, um político que defenda hoje em público — dada a condição da economia portuguesa — a construção do TGV deveria ser imediatamente preso e levado a tribunal; isto, se Portugal fosse um país digno desse nome.
Nota: José Sócrates ficará na história de Portugal pelas piores razões. A sua efígie será apresentada ao lado do Conde de Andeiro.




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