Eu não pagava para ir ver uma tourada, mas quando transmitem uma tourada na TV com um bom elenco de cavaleiros, gosto de ver ― a tourada que gosto de ver é a portuguesa, com os cavalos e forcados; eu não perderia um só segundo a ver na TV uma tourada “à espanhola”, com o toureio apeado.
A criação de cavalos em Portugal ― entre eles a raça do cavalo lusitano ― depende bastante da tourada. As ganadarias que criam os touros para as lides são também elas responsáveis pelo apuro da raça lusitana e da criação de cavalos em geral. Para além da arte do toureio a cavalo e das esplêndidas exibições de equitação a que assistimos no toureio, esta é outra razão porque eu valorizo as touradas.
Para aqueles “meninos de leite” que fazem campanha política e cultural contra as touradas, dou um conselho: sejam coerentes e deixem de comer carne de animais mortos em matadouro; passem a comer alface e cenoura, como bons burros que são; deixem de ser hipócritas e assumam as vossas convicções até ao limite das suas consequências.














