perspectivas

Quarta-feira, 28 Janeiro 2009

Edmundo Husserl

Num dos últimos postais fiz referência à fenomenologia de Husserl que foi utilizada pela Utopia Negativa, pelo Existencialismo contemporâneo e pelo desconstrucionismo esquerdista..
Em tom de brincadeira, digo que para se entender Husserl é aconselhável ― das duas, uma ― ter estudado psicologia, ou sofrer de esquizofrenia.

O conceito de “razão subjectiva” ― que posteriormente deu suporte ao desconstrucionismo subjectivista do esquerdalho existencialista e utópico-negativo (também chamado de “politicamente correcto”) ― veio de Husserl, mas a verdade é que Husserl não tem culpa. Se lermos alguma coisa de Derrida, temos uma ideia de como é possível elevar Husserl à potência máxima da especulação egológica.

Para simplificar conceitos, podemos equacionar:


Heidegger = Husserl – “evidência apodíctica” e transcendental do EU absoluto

Derrida = Husserl + Heidegger

Husserl = misticismo + naturalismo da filosofia de tradição judaica

Panteísmo = naturalismo da filosofia de tradição judaica + misticismo = Espinosa

Descartes + Espinosa = Husserl

Fenomenologia

A “fenomenologia” é por definição o “estudo (ciência) dos fenómenos” entendidos tanto como resultado da constatação e análise das “aparências ” da realidade, como no sentido apodíctico kantiano, e como no sentido hegeliano da palavra que pressupõe a dialéctica entre as “aparências” (realidade) e a “evolução da razão subjectiva” em direcção à “ideia absoluta” representada pela “razão universal”.

Simplificando: o “fenómeno” é o que existe exterior à consciência humana.

Enquanto que a psicologia é uma ciência natural e entende a consciência humana como um produto natural (epifenomenalismo), Husserl entendeu a fenomenologia como uma ciência que não estuda os factos ― como faz a psicologia ― mas antes uma ciência das essências da consciência, na medida em que a fenomenologia não estudava “coisas” reais (factos) como fazia a psicologia, mas “coisas” irreais que caracterizam a relação do EU consigo mesmo e com o mundo dos fenómenos. A psicologia moderna absorveu parte da fenomenologia de Husserl.

A minha opinião é a que Husserl não foi um “materialista” na acepção cientificista contemporânea, embora um filósofo influenciado pelo naturalismo característico da tradição filosófica judaica, que também podemos ver em Espinosa. Husserl era judeu. Contudo, esta minha opinião não é corroborada por 99,99% dos especialistas na matéria, que preferem atirar Husserl para o cientificismo.

Posto isto, vamos ver se a gente se entende da forma mais simples possível.


Epoché

Para se entender a fenomenologia de Husserl, tem que se entender o “Cogito” de Descartes e o dualismo cartesiano.

Descartes “separou” a alma, do corpo humano; Husserl substituiu a “alma” cartesiana pela “consciência” psicológica e separou-a da realidade (mundo dos fenómenos) que inclui o corpo humano.
A consciência passa a ter uma vida própria como se de uma entidade autónoma (em relação ao mundo dos fenómenos) se tratasse, embora a lógica da consciência não se baseie no real (factos) mas em essências irreais, e portanto, subjectivas.

Uma das incoerências de Husserl foi dizer (de forma implícita): a “alma” cartesiana, como substância essencial, não existe. O que existe é a consciência que tem as mesmas e exactas características da “alma” cartesiana. Seria o mesmo que se eu dissesse: o computador em que escrevo este texto, não existe; o que existe é uma imagem da “aparência” deste computador na minha consciência. Neste sentido, Husserl é o extremo oposto de Bergson; se para este a alma era a própria consciência humana ― o que não é verdade ―, para o primeiro a consciência substitui a alma.

Para que se possa proceder à análise das “essências da consciência”, é necessário que esta seja separada do mundo dos fenómenos, da mesma forma que quando analisamos uma cena de um filme que estamos a ver através de um aparelho de DVD, paramos o filme na parte da cena que queremos analisar, isto é, fazemos uma pausa no filme para podermos analisar os detalhes da cena.
A esta paragem do “filme” que permite que se observe a realidade detalhada da “cena” que envolve a relação entre a consciência e as “aparências” do mundo exterior ― em que o detentor da consciência passa a observar a relação entre a sua própria consciência e o “mundo dos fenómenos” ―, consiste o conceito de “Epoché” de Husserl.

O “filme” acerca da realidade do mundo que rodeia a consciência é colocado em modo de “pausa”, e o observador pode então fazer uma análise das relações da sua consciência consigo mesma e com a realidade. O Epoché de Husserl suspende a realidade, pára as imagens do “filme” que relaciona a consciência com o mundo dos fenómenos, e com essa suspensão do “filme” pode-se fazer uma análise coerente e consistente das essências da consciência e da sua relação com o mundo exterior das “aparências” ― a esta análise das relações entre a consciência e o objecto, Husserl chamou de “intencionalidade”.

É através do conceito de “intencionalidade” que Husserl diverge de Descartes, na medida em que Husserl diz que a consciência nunca teve conteúdo porque “a consciência é sempre consciência de alguma coisa”, enquanto que para Descartes a consciência tinha conteúdo ― a consciência de Descartes era uma “coisa pensante”.
Fica por explicar, por parte de Husserl, a realidade dos meninos-prodígio como Mozart, que aos três ou quatro anos de idade compôs a primeira partitura musical. Será que só a genética pode explicar o caso de Mozart? E mesmo assim, será que a consciência de Mozart, com três anos de idade, era já e apenas “a consciência de alguma coisa”? Como é que a consciência de uma criança de três anos pode ser, fundamentalmente, temporalidade e abertura ao passado? Que passado tem uma criança de três anos que possa justificar a “significação” (que segundo Husserl é a superação do dado simples)?

Husserl pressentiu o “buraco” argumentativo em que estava a cair, e por isso defendeu a ideia de que nem todas as experiências vividas têm um carácter “intencional” ― como por exemplo, a cor, o som, o contacto, a dor, o prazer, a sensualidade, etc. Mesmo assim, toda a teoria de Husserl não consegue explicar a consciência das crianças-prodígio; só a conjugação da fenomenologia com a filosofia quântica pode dar uma explicação cabal ― embora muito longe de ser completa ― para determinadas características da consciência.

Através do Epoché de Husserl, o EU passa a ser um espectador alheado da realidade exterior; o EU dissocia-se da realidade, age em relação a esta como se de um observador externo e independente dessa realidade se tratasse. Os artistas e os místicos fazem muitas vezes isto. No fundo, o Epoché de Husserl é um desdobramento da personalidade em pequena escala, em que o EU se separa emocionalmente do “mundo das coisas”, e age com uma vontade própria e independente desse “mundo das coisas”.

O “misticismo” de Husserl

Surpreendentemente ― e é aqui que está o “misticismo” que referi acima ―, Husserl defende a ideia de que através do Epoché se alcança o EU absoluto (para além do qual não é possível uma maior “redução” do Eu), e com o alcance do Eu absoluto, a consciência entra num estado de “evidência apodíctica”, isto é, a consciência deixa de agir a partir de dados empíricos mas através de “essências” ou “objectos ideais” que existem independentemente da experiência.

O conceito de “Eu absoluto apodíctico” espelha o “númeno” de Kant e a ideia de que existem conceitos “a priori” que não carecem de experimentação ― existem como sempre tivessem existido e como fizessem parte da essência do universo embora transcendam a realidade empírica; são como uma espécie de código genético das ideias, um ADN ideológico que faz parte do universo e que a consciência humana apreende e retrata, independentemente da experiência.

Por exemplo, para demonstrar que 2 e 2 são quatro, não precisamos de contar dois pares. Se tivermos uma mão cheia de fósforos, não podemos imaginar concretamente os quarenta fósforos contidos na mão embora nos sirvamos correntemente do número quarenta. Podemos conceber (na nossa consciência) um polígono de mil lados mas não o conseguimos representar.

Bertrand Russell ― este sim, um materialista empedernido ― foi um feroz crítico da concepção apodíctica do conhecimento através da sua “Filosofia da Análise Lógica” (lá iremos, um dia destes). Quer se queira, quer não, a essência apodíctica do Eu absoluto de Husserl (assim como o “númeno” de Kant) aponta para um limite do conhecimento empírico que só é ultrapassável através da transcendência do Eu. Através do Epoché, o mundo torna-se um fenómeno transcendental, “é apreendido como uma entidade correlativa das ocorrências, intenções, actos e faculdades subjectivas que nos permitem construir uma opinião sobre a sua unidade”. No fundamental, é isto que Hegel defende através do seu conceito de “fenomenologia” que referi acima, embora Hegel vá mais longe em direcção à “ideia absoluta” representada pela “razão universal”. Por isso é que não podemos considerar Husserl como sendo um empirista e materialista.

Convém dizer que a essência apodíctica do Eu absoluto de Husserl só ganha uma verdadeira coerência através da sua conjugação com a Filosofia Quântica. Se conjugarmos a essência do Eu absoluto de Husserl ― conseguido por Epoché ― com a noção de “ondulação quântica”, chegamos ao primado da consciência sobre a matéria, isto é, sobre o “mundo dos fenómenos”.

Objecto, noema e nòesis

Os objectos existem no “mundo dos fenómenos” (realidade), mas a percepção desses objectos é subjectiva (depende do “sujeito”). Seria como se vários pintores pintassem uma mesma paisagem: as pinturas seriam todas diferentes entre si, seja em textura, intensidade de cores ou na colocação das perspectivas ― as diferentes pinturas seriam sempre diferentes de uma fotografia a cores dessa paisagem (objecto). Podemos dizer que a fotografia representa a paisagem (objecto) como ela é na realidade, e as pinturas representam a forma como o objecto (a paisagem) é apreendida pela subjectividade (consciência) dos diversos pintores.

A cada uma das “pinturas” que reflectem a subjectividade do objecto, Husserl chamou de “noema”, e ao processo de apreensão do objecto por parte do sujeito (consciência), Husserl chamou de nòesis. O noema não é o objecto senão na forma como este é apreendido pela consciência, sendo que tanto o processo de apreensão do objecto (nòesis) como o noema, são subjectivos.

O desvio ideológico do Existencialismo e da Utopia Negativa

Husserl constatou uma evidência: a subjectividade existe, e a sua fenomenologia é puramente descritiva e não-dedutiva. Porém, a “subjectividade individual” vista por Husserl submetia-se a uma subjectividade universal, e mais uma vez vemos aqui o misticismo de Husserl, quando escreve (in “Crise):

“A psicologia é ciência das almas em geral (…) dedicando-se à subjectividade universal, que é una nas suas realidades e possibilidades”.

O que é a “subjectividade universal” senão a “consciência universal”? Se a “razão subjectiva” individual se pode unir ao Todo de uma “razão subjectiva” universal, não estamos perante a “razão universal” de Hegel?

Husserl (in “Ideias”) utilizou até a terminologia de Fichte, que como sabemos, foi um idealista e espiritualista:

“O Eu é-o nos confrontos consigo mesmo, e constitui-se em si mesmo e para si mesmo. Pode ainda enfrentar-se com outros, constituir um objecto para eles e ser por eles apreendido, experimentado, etc. Mas continuará do mesmo modo a existir para si mesmo e a ter um mundo ambiente que lhe é próprio e que será um não-eu, um conjunto de puros objectos que não são em si mesmos, como tais, constituídos do mesmo modo que o Eu”.

O que os existencialistas ― como Heidegger ― fizeram foi retirar a Husserl o carácter necessário e apodíctico do Eu (a prioridade ontológica do Eu que já existia em Descartes) e aproveitar somente a valorização da razão subjectiva que a fenomenologia apresentava. Neste sentido, Heidegger não foi só um fenomenólogo dissidente, mas aproveitou-se da parte menos importante da fenomenologia para imprimir um visão do mundo que impõe o valor da razão subjectiva sobre a razão objectiva. Mas não só Heidegger: Ortega y Gasset, Sartre, Foucault, Derrida e toda a tropa existencialista, desenvolveram apenas uma parte da filosofia de Husserl, deixando a mais importante de fora exactamente porque entrava em choque com uma visão existencialista puramente mecanicista e materialista do ser humano e da sua consciência. A Utopia Negativa da “Escola de Francoforte” fez exactamente o mesmo.

A prova de que Husserl é muitas vezes mal interpretado ― outras vezes propositadamente mal interpretado ― pelas elites políticas e intelectuais, é a ideia de Husserl da “alternativa fundamental da filosofia”: o Objectivismo, que contém o empirismo e as ciências, as verdades objectivas e o mundo, e o Transcendentalismo que encara o mundo partindo de uma perspectiva subjectiva, pré-científica e apodíctica (“a priori” de Kant).

“O espírito e só ele tem uma essência em si mesmo e por si mesmo; é autónomo e é apenas tendo em conta esta autonomia que pode ser tratado de uma forma verdadeiramente racional e de um modo radicalmente científico.” ― Husserl, in “Crise”

A fenomenologia de Husserl é um idealismo. Existe uma tensão interna ― quase contradição ― na fenomenologia que consiste na exigência de descrever o mundo que precede a consciência (descrição do mundo numénico ou apodíctico), em contraposição à exigência de mostrar que a consciência constitui todo o sentido. Se a consciência constitui todo o sentido, não haveria a necessidade de descrever o mundo que a precede. Mais uma vez, só a conexão da fenomenologia husserliana com a filosofia quântica poderia eliminar esta tensão interna.

O que Husserl pretendeu foi trazer o espírito ― no sentido literal de “alma” ― para a ciência, e é exactamente isso que a Filosofia quântica tenta fazer utilizando conceitos da Física quântica, e não já da Psicologia.

Fica demonstrado que Husserl não foi o precursor do existencialismo contemporâneo; foi o existencialismo (e a Utopia negativa) que deturpou Husserl, amputando a parte mais importante da sua filosofia.
Por outro lado, fica demonstrado que embora Husserl quisesse trazer a “alma” cartesiana para a ciência ― porque pensava que a subjectividade era completamente ignorada pelas ciências positivas ―, e exactamente por isso, ele não pode ser considerado um positivista, mas alguém que pretendeu fazer a ponte (através de uma “nova ciência”) entre o positivismo e o idealismo clássico.

12 Comentários »

  1. Bom dia!
    Sou do brasil e acompanho constantemente seus posts (claro que não entendo muito os que falam de coisas políticas mais internas a portugal, mas tudo bem), e esse seu post sobre Husserl vem bem a calhar pra esse momento em que estou me iniciando na filosofia. fui aconselhado a estudar algumas coisas, entre elas a metafísica, teoria do conhecimento, antropologia, e inseri nessa lista semiótica e fenomenologia, que bastante têm a ver com minha área profissional que é o design.
    Mas, como estou apenas iniciando minha jornada de estudos, fico a pensar quais seriam as melhores fontes a serem estudadas, já que existiram idéias e filosofis melhores que outros. E tenho essa dúvida quanto a husserl, principalmente por esse seu idealismo e suas contradições internas. Haveria algum outro filosofo que você recomendaria que tratou a fenomenologia de maneira realista, e não ideológia, e que assumiu seus pontos positivos na teoria de husserl, “consertanto” apenas suas contradições?

    Um abraço,
    Eduardo

    Comentário por Eduardo — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 4:58 pm

  2. Caro Eduardo:Vc pode frequentar o curso de filosofia do maior mestre que
    existe hoje na América latina, e um dos maiores do mundo, em

    http://www.seminariodefilosofia.org/

    Em filosofia, as coisas estão ligadas. Vc não compreende Husserl sem
    compreender Descartes; Vc não compreende Descartes sem compreender
    Aquino e Sto. Agostinho, Plotino, Platão, etc.

    Nicolau Hartmann tratou a fenomenologia de um modo realista. Mas só
    aconselho o estudo de Hartmann se Vc tiver vontade de rir.

    Comentário por O. Braga — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 5:10 pm

  3. Puxa! Eu pensava que Hartmann era alguém legal… Fiquei sabendo dele pelo livro de Bochensky “filosofia contemporânea”, mas lá ele falava bem do hartmann. Porque você diz vontade de rir? E a única coisa que eu sei dele é uma análise fenomenológica que fez do conhecimento, pelo livro do johannes hessen… Você acha que num presta? E quanto a Edith Stein, ela chegou a escrever algo sobre a fenomenologia?

    Comentário por eduardo — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 5:32 pm

  4. O problema de Hartmann é que parte dos argumentos para os factos, em vez
    de fazer o contrário. Hartmann fez uma construção ideológica muito
    complexa tendo como base os seus argumentos pré-concebidos, ao contrário
    de Husserl que se limitou a descrever a fenomenologia. Digamos que
    Hartmann “forçou” uma teoria. Uma boa teoria parte do complicado para o
    simples; Hartmann partiu do simples e complicou. E sendo um realista e
    materialista, Hartmann cria uma superestrutura metafísica que preside à
    razão subjectiva universal, isto é, cria uma espécie de Deus que
    coordena a realidade material. São estas contradições que fazem rir.

    Edith Stein não fez obra teórica que seja assinalável, embora fosse aluna de Husserl. Stein distinguiu-se por outras razões.

    Comentário por O. Braga — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 5:58 pm

  5. Caro Sr. Braga. Fico contente que outro brasileiro esteja se comunicando com o senhor. Andei fazendo propaganda por aqui do seu blog, assim como fiz propaganda dos brasileiros para o senhor. Realmente, acho-o um intelectual à altura de Olavo de Carvalho, da mesma têmpera. Leio todos os artigos de Olavo. Brevemente haverá nos EUA um curso sobre Voegelin, mas não tenho dinheiro para ir. Quanto aos cursos pela internet, não sei como pagar, não tenho conhecimento de como se mexe com dinheiro na internet e tenho medo dos hackers. Infelizmente, ainda não achei a solução para isso, já que sou uma senhora já mais antiga e sozinha.
    Foi a partir de uma análise de Olavo de Carvalho sobre Aristóteles, postado no cavaleirodotemplo.blogspot.com que pude perceber que nada há de novo sobre a terra em questão de idéias. A fenomenologia, por exemplo, situa-se entre o primeiro e segundo níveis de pensamento de Aristóteles. A dialética é o terceiro estágio, bem abaixo da metafísica. Gostaria de ver em que estágio se situa o ridículo Foucault hehe. Ou Marcuse, que nem da cabeça trata no seu Eros e Civilização. Pensar que a maioria dos intelectuais, por não ser capaz de se elevar até o nível metafísico fica enrolando o novelo da baixaria e querendo confundir nossas cabeças é demais.

    Comentário por Madame Bia C. — Quarta-feira, 28 Janeiro 2009 @ 11:51 pm

  6. Bochensky já dizia que todo bom filosofo em última análise era um fenomenólogo. E faz todo sentido.

    Comentário por Eduardo — Quinta-feira, 29 Janeiro 2009 @ 7:04 pm

  7. Cara Bia:

    Olavo de carvalho não é um intelectual; ele é um filósofo. Intelectual
    sou eu. A diferença entre intelectual e filósofo é aquela que Platão fez
    entre opinião e ciência: ambas são necessárias para o Conhecimento, mas
    são intrinsecamente diferentes.

    O existencialismo ― de que Foucault é uma degenerescência ―, também tem
    origem nos gregos, nomeadamente em Parménides e na Escola Megárica.
    Olavo tem razão: depois dos gregos, o que se fez foi desenvolver o que
    já existia.

    Comentário por O. Braga — Sexta-feira, 30 Janeiro 2009 @ 8:58 am

  8. Eduardo: depende do que Vc chama de “fenomenologia”. O existencialismo é
    supostamente baseado na fenomenologia, mas na minha opinião não faz
    parte da filosofia. Ver artigo que publico hoje sobre o existencialismo.

    Comentário por O. Braga — Sexta-feira, 30 Janeiro 2009 @ 9:01 am

  9. Bom, se a fenomenologia for um método que atenta para a evidência, para a conciência da realidade sobre a consciência humana, me parece que não é um erro. Os erros estão nos modos como se interpreta racionalmente essa evidência, não?

    Comentário por eduardo — Sexta-feira, 30 Janeiro 2009 @ 9:23 am

  10. Certo.

    Comentário por O. Braga — Sexta-feira, 30 Janeiro 2009 @ 9:37 am

  11. eu estava estudando sobre fenomenologia e lendo adorei o que vc escreveu achei enterressante e fiz meu trabalho em cima disso… ADOREI LER O QUE VC ESCREVEU ATÉ BREVE

    Comentário por alessandra bachega — Segunda-feira, 21 Setembro 2009 @ 10:28 pm

  12. Caro Orlando Braga. Parabéns pela iniciativa. Que mais intelectuais pudessem agir como você o faz.
    Gostaria de saber alguma obra ou trabalho ou simplesmente sua opinião ilustrada a respeito do “tempo” em Husserl.

    Abraços.

    Kheóps.

    Comentário por Kheóps — Quarta-feira, 23 Setembro 2009 @ 2:44 am


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