perspectivas

Sábado, 24 Janeiro 2009

O silêncio dos inocentes e o enviesamento dos me®dia (ou a aliança “Marx – Maomé”)

Arquivado em: politicamente correcto — O. Braga @ 1:14 pm
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Este texto (PDF) é demolidor, e vai “direitinho” para José Saramago. Aconselho a sua leitura aos amigos de Israel e aos que não gostam dos israelitas.

As estimativas dizem que as guerras israelo-árabes causaram, desde o seu início, (grosso modo) 60 mil mortos do lado árabe. Contudo, há que ter em consideração que Israel luta pela sua sobrevivência como país, cercado por países árabes.

Só Saddam Hussein foi responsável por 2 milhões de iraquianos mortos, nomeadamente com a guerra contra o Irão. A Turquia já matou mais de 20 mil curdos. A guerra civil libanesa entre 1975 e 1990, matou mais de 130 mil libaneses. De vez em quando, chegam (excepcionalmente) algumas notícias nos me®dia sobre o Darfur, onde já morreram 2 milhões de seres humanos. E a longa lista continua, mas os me®dia concentram-se praticamente na guerra de sobrevivência de Israel.

O genocídio que Israel não está a cometer, aquele que é um libelo fraudulento, esconde o verdadeiro genocídio, o genocídio silenciado que árabes e muçulmanos estão a cometer contra si próprios. A fraude tem de acabar para que se possa olhar a realidade. Para o bem dos árabes e muçulmanos. Israel paga em imagem. Eles pagam em sangue. Se restar no mundo alguma moralidade, isto deveria ser do interesse de quem ainda tem dela alguma gota. A acontecer, seria uma pequena notícia para Israel, mas um imensa boa nova para os árabes e muçulmanos.

Uma das razões para a focalização dos me®dia em Israel, esquecendo o que se passa no resto do mundo muçulmano, é a de que “a moral do cidadão ocidental tornou-se a moral das câmaras de televisão” ― e aqui voltamos à questão da narrativa jornalística que é maioritariamente composta por militantes da Esquerda. Em vez de factos, os me®dia apresentam-nos sistematicamente a narrativa da Esquerda neomarxista.

E não só: ainda ontem o bispo britânico Williams, um católico excomungado pela Santa Sé, foi notícia por recentemente ter afirmado (em território alemão) de que não existiram câmaras-de-gás nos campos de concentração nazis, o que é extraordinário, tendo em conta a realidade dos factos constatados e documentados logo a seguir à libertação dos campos. O negacionismo do holocausto por parte da chamada “extrema-direita” é também responsável pelo enviesamento dos me®dia esquerdistas, que dele tiram partido ― temos, pois, em termos práticos, a extrema-direita a trabalhar para a esquerda neomarxista. Sobre a chamada “extrema-direita” e as suas ligações ao socialismo, p.f. ler este artigo de Olavo de Carvalho.

Mas existe outra razão: a má reputação generalizada por entre a opinião pública daquilo a que Fernando Pessoa chamava de “baixo-judaísmo” que comanda a Banca internacional, e a judaico-maçonaria. Contudo, não devemos confundir esse “baixo-judaísmo” com o “alto-judaísmo” ― que Fernando Pessoa enalteceu ― da religião judaica, e sobretudo não devemos negar o direito de uma nação a ter um território em nome de um ressentimento em relação a uma pequeníssima minoria desse povo, e que até nem vive no território de Israel.

Uma palavra final: em apenas 15 minutos do ataque às torres gémeas de NY, morreram quase 3.000 pessoas; em duas semanas de contra-ataque de Israel à faixa de Gaza, morreram 1.300 pessoas, a maioria das quais militares dos Hamás.

Todas estas mortes são de lamentar, mas nunca ocorreria a José Saramago chamar os árabes de “genocidas”.

3 Comentários »

  1. Irrita-me que peça emprestadas as palavras de Fernando Pessoa para mostrar o seu ponto de vista confuso e algo tortuoso.

    Pessoa defendeu publicamente a Maçonaria e é bem conhecida a sua fascinação pela Cabala e pela Tradição Secreta judaica. Talvez queira esse ser o “alto judaismo” religioso, contrastante com um “baixo judaismo” financeiro que teceu longas conspiraçoes com bolcheviques e neoliberais e tudo o mais.
    Pessoa claramente nunca soube nada delas,ou não teria defendido tanto o “alto judaismo” como a maçonaria, agora judaica.

    Ora,parece-me que Pessoa era um ignorante nestes assuntos. E ninguém quer pedir palavras emprestadas a um ignorante.

    Comentário por António Simões — Sábado, 24 Janeiro 2009 @ 6:00 pm

  2. A foto que aqui se divulga em http://espectivas.wordpress.com/2009/01/16/hamas-e-israel-a-diferenca-que-os-merdia-nao-querem-ver/
    é muito elucidativa.

    Comentário por Henrique — Domingo, 25 Janeiro 2009 @ 12:21 pm

  3. Eu deixei passar o comentário do António Simões para que se veja que
    aquilo de que ele me acusa, é exactamente o seu (dele) desígnio: comenta
    tortuosamente.

    1. Pessoa referiu-se várias vezes ao baixo-judaísmo e ao alto-judaísmo.
    Não vejo o que existe de “tortuoso” em referir factos.

    2. O comentador ficou incomodado porque referi Pessoa num contexto que
    não lhe agrada. Fernando Pessoa, para o comentador, é património de uma
    determinada coerência ideológica. Referir Pessoa fora dessa coerência
    ideológica é sacrilégio dogmático e heresia. A heresia própria da
    maçonaria só se aplica quando se atacam as religiões; quando a maçonaria
    se sente vítima de heresia, “aqui d’El rei que se falou em Pessoa”…

    Comentário por O. Braga — Segunda-feira, 26 Janeiro 2009 @ 4:09 pm


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