Se olharem para os comentários deste postal, verificam que as pessoas fazem naturalmente a distinção entre o “agradável” e o “belo”. Quando dizemos que “os gostos não se discutem”, não nos referimos ao “belo” mas ao “agradável”. Aquilo que nos agrada é subjectivo, e nesse sentido, o artista que nos presenteou com esta obra procurou publicitar aquilo que ele considerava como sendo do seu agrado. Porém, o “belo” é outra coisa.
Naturalmente que não podemos definir o bom gosto. Contudo, o juízo do gosto é racional, não pode ser arbitrário e subjectivo. Segundo Hegel, o juízo do gosto provem da compreensão do sentido espiritual presente na forma de obra de arte. Por isso, o gosto necessita de ser formado, não pela acumulação de conhecimentos sobre a arte, mas pelo convívio com a arte e com a frequência das obras.




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