perspectivas

Terça-feira, 9 Dezembro 2008

Citação blogosférica

Arquivado em: Maçonaria — O. Braga @ 4:48 pm
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“Vivemos uma era de escrutínio e liberdade; o secretismo da Maçonaria é uma espécie de resistência última à incerteza da liberdade e à competição do mérito. Como veio, o domínio político quase-absoluto da Maçonaria sobre a política portuguesa vai. Não irá apenas na torrente da evolução tecnológica, que já é decisiva, mas pelo reerguer da vontade livre e clara dos portugueses.”

A influência da Maçonaria na III República portuguesa


Em relação a este postal, gostaria de dizer o seguinte:

A Maçonaria possui templos, altares, um código moral, rituais de adoração, vestimentas e apetrechos para os ritos, dias festivos, hierarquia, rituais de iniciação, rituais fúnebres, e promessas de eterna recompensa e/ou punição. Por isto tudo, a maçonaria é uma religião.

Naturalmente que o problema não está no facto de a maçonaria ser uma religião. O problema é que a maçonaria é uma religião secreta, por um lado, e que se transformou numa religião de Estado, por outro.

A ironia disto está no facto de Rousseau ― que seguiu Althus (ou Altúsio) na noção de “contrato social”, embora este defendesse a negação da liberdade religiosa ― se ter servido da maçonaria Illuminati para defender a separação da Igreja do Estado, para que agora os herdeiros da maçonaria se tenham apoderado do Estado utilizando os mesmos critérios de promiscuidade entre o Estado e a religião presentes na Idade Média.

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