perspectivas

Sexta-feira, 17 Outubro 2008

A ideia (errada) de que a “anti-cultura” não tem uma estratégia integral

Arquivado em: aborto, politicamente correcto — O. Braga @ 5:53 pm
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O termo “condenar à vida” é equivalente àquela utilizada pelos defensores do aborto que tentam justificar o aborto livre utilizando o termo “abortar por amor”. “Abortar por amor” é um contra-senso, é uma estupidez, assim como é uma estupidez dizer-se que “se condena alguém à vida”. A vida é um direito, e não algo a que eu possa condenar alguém — nem podem tirar a vida a alguém em meu nome, porque a partir do momento em que a eutanásia é legalizada, cometem-se assassínios em nome da sociedade em geral.

O problema da eutanásia é uma questão de princípio. Eu escrevi aqui:

O número de pessoas eutanasiadas na Holanda ascendeu a 1.923 em 2006, e em 2007 subiu para 2.120 casos, dos quais, cerca de 900 pessoas não deram o seu consentimento expresso para serem mortas. Aquilo que foi uma lei aplicável a casos de extrema gravidade terminal e “força maior”, e tendo em consideração a vontade expressa do doente terminal, passou a ser um assassínio legalizado para poupar dinheiro ao Estado holandês em cuidados paliativos.

O autor do blogue foi buscar uma fotografia (não sei se é uma montagem muito conveniente) para tentar justificar moralmente a eutanásia. A institucionalização da eutanásia levará a monstruosidades, assim como a legalização do aborto já levou a abortos em Espanha fora de tempo. A estratégia da “heresia” é concatenada: o tal partido holandês também defende a eutanásia livre.

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