
Ao contrário do que está implícito aqui, Fernando Pessoa não era propriamente um iberista. Escreveu Pessoa:
“Para uma união ibérica de qualquer espécie, seja essa espécie qual for, três coisas são essenciais, e sem elas nada se poderá fazer, e antes de elas se fazerem é inútil pensar sem receio nosso em qualquer aproximação. Essas três coisas são: primeira, a abolição da monarquia em Espanha. Segunda, a separação final da península nas três nacionalidades essenciais – a Catalunha, Castela e as províncias que conseguiu submergir na sua personalidade, e (terceira) a criação do estado galaico-português.”
Paradoxalmente, o iberismo é visto hoje em Espanha como uma tábua de salvação para os eternos conflitos das nacionalidades. Contudo, eu continuo a dizer que Mário Lino é um traidor.



Orlando, en España el iberismo es una ensoñación de cuatro profesores ociosos. Nadie da dos euros por él, menos como tabla de salvación de nada. Los catalanes amagan de vez en cuando con él, pero como una estrategia para destruir España.
Comentário por AMDG — Domingo, 5 Outubro 2008 @ 4:58 pm