perspectivas

Sexta-feira, 26 Setembro 2008

O “divórcio sem culpa”, segundo José Sócrates

Arquivado em: Sociedade — O. Braga @ 2:00 pm
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O “divórcio sem culpa”, na versão José Sócrates, é sinónimo de “casamento sem responsabilidade”. A nova lei vai permitir que uma das partes (que na prática se reduzirá maioritariamente ao homem) peça o divórcio ― que será concedido, salvo erro, num prazo máximo de 12 meses ― sem ter que dar satisfações a ninguém. Acabou-se a “culpa”, e com esta, acabou a responsabilidade de quem infringe os compromissos mais básicos para com o cônjuge e para com os filhos.

Quando a Esquerda pensou nesta lei do divórcio estaria a pensar concerteza no “casamento” gay, que por natureza, não dá filhos. Em nome da “igualdade” entre homem e mulher, José Sócrates institui a forma mais radical de machismo: a desresponsabilização total do homem perante a mulher e perantes as crianças. Vejam um exemplo:

Um gabirú casa-se e faz 2 ou 3 filhos à mulher. Quando a mulher passa os 30 anos, o gabirú chega à conclusão que nesta coisa de mulheres, há sempre um modelo mais recente; e vai daí, seduz uma rapariga de 18 anos. Acto contínuo, mete o “divórcio sem culpa”, à moda de José Sócrates.
Agora, para o nosso gabirú há um problema a resolver: fugir à pensão de alimentos decretada ou a decretar pelo tribunal. Num país onde existe tanta gente com carros de alta cilindrada, que declara ao Estado o ordenado mínimo ou coisa parecida, o problema resolve-se: o gabirú diz ao juiz que não pode pagar a soma que o tribunal entende que ele devia pagar para sustentar os filhos que ele fez à primeira mulher ― e apresenta a declaração de IRS ao tribunal. De nada vale à mulher dizer que ele é um vigarista, que anda a roubar o Estado, etc., porque ainda seria pior a emenda que o soneto.
Em resultado desta lei do divórcio, a mulher com filhos fica completamente na mão do nosso gabirú, e não tem outro remédio do que aceitar as esmolas que ele decida, por sua alta recreação, dar aos seus próprios filhos.
A seguir, o nosso gabirú faz mais dois filhos à “apertadinha” de 18 anos, provavelmente com vários abortos pelo meio, e a saga continua até que a “apertadinha” fique “largona”; depois, há sempre um modelo de mulher mais recente.

Esta lei do divórcio foi feita por José Sócrates já a pensar no panascal; ainda o vamos ver casar com um peruano: o sonho do panascal é ter filhos “peruanos”.

Actualização: resposta a esta posta, aqui.

2 Comentários »

  1. Esta história do gabirú retrata exactamente a minha situação. Parece que conhecem a minha história e a publicaram. Agora pergunto eu: O que vou fazer daqui para a frente? Neste momento não trabalho, tenho 290€ de sub. de desemprego e tenho a prestação da casa (quase 800€), para pagar sózinha, e tenho dois filhos menores (uma menina de 3 anos e um menino de um ano). Ele até já me disse que conhece “muito boa gente” que não dá um tostão para o sutento dos filhos e tem “direito” a estar com eles – Sim DIREITO. E onde ficam as OBRIGAÇÕES??? disso ninguém se lembra, pois não? Já se pode imaginar a ideia dele ao dizere isto… No meio disto tudo, ele continua a viver a vida à grande e á francesa, sem qualquer tipo de preocupações. Isto não é justo.

    Comentário por Ana Cristina — Quarta-feira, 1 Outubro 2008 @ 10:51 am

  2. [...] cultural, Partido Comunista, Partido Socialista, politicamente correcto Chamo a V/ atenção para este comentário que publico na íntegra: «Esta história do gabirú retrata exactamente a minha situação. [...]

    Pingback por Ainda sobre o divórcio socialista sem responsabilidade « perspectivas — Quarta-feira, 1 Outubro 2008 @ 3:54 pm


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