perspectivas

Domingo, 31 Agosto 2008

Jesus não aprovaria o gayzismo


«(…) o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.»

Evangelho segundo S. Mateus (19 – 5)

O partido socialista de José Sócrates é uma organização extremamente perigosa porque vive à custa da mentira, da decepção, do populismo e da demagogia; estas qualidades são as que alimentam o PS de José Sócrates. Leio aqui a seguinte notícia:

“O líder da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, vai participar no I Encontro Ibérico de Grupos Homossexuais Cristãos, a 27 e 28 de Setembro, em Évora, com o objectivo de “quebrar preconceitos”.
Duarte Cordeiro foi convidado a participar no encontro por um grupo denominado Rumos Novos, formado por homossexuais católicos portugueses, e que se move em função das máximas ‘Jesus discriminaria?’”

Vou me cingir às palavras de Jesus e vou ignorar agora o Antigo Testamento e as epístolas dos apóstolos. Podemos dizer que, no mínimo, Jesus não aprovaria um comportamento sexual desviante. Para além da citação supracitada, vejamos o relato do encontro de Jesus com a samaritana:

A mulher suplicou:
“Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!” Disse-lhe Jesus:
“Vai, chama teu marido e volta cá”. A mulher respondeu:
“Não tenho marido”. Disse Jesus:
“Tens razão em dizer que não tens marido. Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.”

S. João, 4 ― 15

Nesta passagem, Jesus critica veladamente a samaritana pelo seu comportamento, embora lhe dê o benefício por ter dito a verdade. Podemos concluir que Jesus, se vivesse hoje, não aprovaria nem os relacionamentos homossexuais nem tão pouco o “casamento” gay. É esta a mensagem, baseada nas próprias palavras de Jesus, que os cristãos têm obrigação de disseminar.

Perante esta ofensiva radical (e outras) demagógica do PS, a razão porque não adiro ao PNR é só uma: sou profundamente contra o racismo. Não fosse o PNR um partido com características racistas, ter-me ia nas suas fileiras. Já me cansa este sistema que nos conduz à decadência civilizacional e cultural.


Adenda:

Em relação a este comentário, queria dizer o seguinte:

  1. Não podemos escamotear o facto de o partido socialista estar a tentar manipular a própria filosofia cristã no sentido de impor uma moral anti-cristã. Fazer de conta que isso não acontece, como está implícito no comentário, faz também parte de uma agenda radical que pretende a ruptura com a cultura e civilização, isto é, com a História que nos trouxe até aqui. Quem disser que Jesus aprovaria o gayzismo como comportamento sexual e cultural, mente; isto é totalmente irrefutável, como o demonstrei acima pelas Suas próprias palavras. É o que está em causa, em primeiro lugar, neste postal.
  2. Todos os países que adoptaram o “casamento” gay e a consequente adopção de crianças por duplas de gays ― mas todos sem excepção ― tem uma taxa de natalidade incipiente que não repõe a população, um definhamento populacional preocupante que coloca em causa o futuro da sociedade, uma taxa de aborto que demonstra a vulgarização do aborto como método contraceptivo, e são sociedades de bastardos em que os filhos não conhecem os pais biológicos. Se isto não é uma decadência civilizacional, sinceramente não sei o que seja.
    Um exemplo é a vizinha Espanha com uma taxa de natalidade que se aproxima de 1 filho por mulher, o que significa que não existe reposição populacional e a Espanha é obrigada a importar “carne para canhão” do terceiro mundo para poder aspirar a um futuro como sociedade.
  3. Do ponto 2 podemos inferir, com toda a lógica possível, que os valores que presidem ao “casamento” gay são anti-sociais, decadentes sob o ponto de vista civilizacional, e portanto, anti-culturais.
  4. Todo o ser humano tem direito à escolha (livre arbítrio), o que não significa que todas as escolhas tenham igual valor ético. Contudo, o casamento não é um direito, mas antes um privilégio que a sociedade concede aos cidadãos que reúnem as condições para o casamento. Se alteram o Código Civil por causa dos gays, retirem também a proibição de casamento entre irmãos e primos direitos, pais com filhas e filhos com mães — para além da permissão do casamento polígamo e poliândrico: ou há moralidade, ou comem todos.
  5. O problema não é pessoal, mas de valores que queremos para a nossa sociedade.
  6. O “amor” entre pessoas não interessa ao Estado e à sociedade como entidade colectiva (link).

11 Comentários »

  1. Porquê decadência civilizacional e cultural? Porquê tamanho empenho em retirar a liberdade de escolha de seres inteligentes (como é o caso do ser humano) se essa mesma liberdade não interfere com a dos outros?! Porquê tamanha obsessão com o homossexual? Sou da opinião, contrariando ou não Jesus e os seus ensinamentos, de que todo o ser individual tem direito à escolha, mesmo que esta se depare com maioria e infeliz desaprovação social, pois não é de direito impor seja o que for a outrem muito menos sentimento. Sou heterossexual, mas tanto o casamento gay como as suas relações não interferem com a minha liberdade, continuo vivo se um homem gostar de outro ou uma mulher de outra. Para evitar ambiguidades é certo que também continuarei vivo se a criança em África morrer de fome, mas as questões que se colocam são distintas pois uma é de cariz humanitário e de consciência social e pessoal, não é do meu agrado assistir aí sim a essa decadência humana que poderá dever-se à social e cultural. A vida é demasiado curta para nos preocuparmos em ferir sentimentos infundados, se alguém não vê com bons olhos esse tipo de relações tem bom remédio não olhe. Tenho o máximo de respeito pelo seu blog porque considero, como já tive oportunidade de lhe transmitir, um verdadeiro crítico assertivo, mas penso que agora cometeu uma falha gravíssima, pois ao colocar a escolha pessoal em causa só para gáudio dos “pudicos” será, na minha opinião erróneo. É possível gostar do homem, ou personagem, que foi Jesus e ainda assim escolher para si a forma que lhe apraz mais passar a curta existência.

    Com os melhores cumprimentos.

    Comentário por David Sousa — Segunda-feira, 1 Setembro 2008 @ 1:22 am

  2. O que o Sr. O. Braga acredita é que ao não permitirem-se casamentos gays a taxa de natalidade aumenta pois os gays (que afinal não o são) vão começar a ter mais sexo com mulheres e assim aumentar o numero de crianças. Pois ao não poderem casar passam automaticamente a ter sexo com mulheres. Relembro-lhe que a taxa de natalidade em Portugal não anda famosa e que tenha conhecimento as pessoas que gostam de pessoas do mesmo género não estão autorizadas a casar. Já pensou colocar na equação o facto de as mulheres só terem um filho devido a outros factores (carreira, ideologia de vida que não tem por base o casamento ou a procriação, etc.) que não o facto de não haver homens porque estes se dedicam a outros?! Que ligação tem o casamento gay com as mulheres terem mais filhos? Já a alteração do Código Civil para irmãos e irmãs, filhos com pais, etc. poderem usufruir do mesmo direito caso assim desejassem, contem sarcasmo infundado, pois este tipo de casamento, e a sua consequente reprodução, levaria, como já provado pela ciência (ou levantada a hipótese mais assertiva, já que a ciência nada prova) que de tal união resultaria descendência mal formada (a nível genético) ou ate mesmo inviável, este sim devia ser o principal factor de afastamento de genes idênticos e não pseudo-éticas que maximiza o sofrimento e repudiam o bem-estar individual, que se repercute no colectivo. A moral de que fala tem por base o livro dos cristãos, essa sim condena o hedonismo, e só o sofrimento pode ser fruto de redenção e perdão. Pois fica mostrado que de facto é pessoal, já que a sociedade que idealiza é a sua sociedade, quando coloca a palavra “nossa” na frase “O problema não é pessoal, mas de valores que queremos para a nossa sociedade.” não se trata de uma sociedade livre, tolerante, construída no bem e na boa-vontade, essa e a “nossa sociedade” que eu apoio. Se me permite uma pergunta gostaria de lhe perguntar o que prefere o que acha que seria mais assertivo: diz no seu link de outro post, que o casamento ou o divórcio não necessitam de “amor” (concordo inteiramente), agora, é benéfico continuar uma relação deteriorada, que coloca o bem-estar dos filhos (caso haja) em causa ou um divórcio que termine com o que já não se quer? São precisos dois para dançar o tango, com ou sem “amor”.

    Tenho opinião contrária à sua, o que não limita minimamente o respeito que tenho pela sua, até porque já dizia Sócrates (o da Grécia, não o tuga) “o contrário só existe do seu contrário”.

    Com os melhores cumprimentos.

    Comentário por David Sousa — Segunda-feira, 1 Setembro 2008 @ 11:19 pm

  3. 1. Estamos a falar de “cultura”; se Vc não compreende o facto irrefutável de que existe um nexo de causa-efeito cultural no facto de as sociedades com “casamento” gay adoptarem o aborto livre (libertarismo) e baixarem a população, não sei o que lhe diga mais. Só fazendo um desenho. Eu não acredito; eu constato, através das estatísticas!

    2. A taxa portuguesa anda nos 1,5 crianças por mulher e não existem os incentivos financeiros que existem em Espanha. Além disso, temos um Bloco de esquerda com muito mais poder na comunicação social (cultura, mais uma vez) do que aquele expresso nas urnas. Se reduzirmos o Bloco de Esquerda à sua verdadeira dimensão dos mídia, os valores culturais alteram-se.

    3. Então o casamento serve para a reprodução ou não? É que se diz por aí que o casamento não tem nada a ver com a reprodução…! Já não entendo nada…! Se o casamento serve para a reprodução, os irmãos e irmãs não se podem casar, e os gays tb não — e tem razão a Manuela Ferreira leite. Se não serve para a reprodução, pois que se casem todos.

    4. Existe uma lei de união-de-facto (lei 7/2001) que acautela os direitos dos gays. Não peçam mais.

    5. Tolerância não é o mesmo que permissividade.

    6. Façam um referendo sobre a matéria e verão se “o assunto é pessoal”. Façam um referendo! Têm medo de quem? Do povo?

    7. A actual lei prevê o divórcio; quem “ouvir falar” o comentarista anterior até pensa que não existe divórcio em Portugal. O divórcio deve seguir os trâmites e o tempo necessários que permitam a salvaguarda dos interesses dos mais fracos e permitam uma eventual reconciliação. Só da cabeça de uma pessoa doente se imagina um divórcio em 24 horas.

    Há muita gente que tem opinião contrária à minha, só que a minha coincide com a da maioria, e a sua coincide com uma minoria de malucos que militam no Bloco de Esquerda.

    Comentário por O. Braga — Segunda-feira, 1 Setembro 2008 @ 11:35 pm

  4. pergunto-me por que razão criou Deus homossexuais se tanto os condena…
    (bem, também criou os pobres de espírito, mas esses têm pouco quem os defenda)

    Comentário por tangas — Terça-feira, 2 Setembro 2008 @ 12:11 am

  5. Deus também criou os animais irracionais, insensíveis aos argumentos racionais. Não O podemos condenar por isso; servem-nos de exemplo. A ética junta-se sempre à estética: como saberíamos do belo sem o horrível?

    Comentário por O. Braga — Terça-feira, 2 Setembro 2008 @ 12:13 am

  6. É lamentável este “nacional porreirismo da tolerância”.
    Estou inteiramente de acordo com o artigo.

    Comentário por Margarida — Terça-feira, 2 Setembro 2008 @ 4:57 pm

  7. Referendo? Tem memória curta o Sr. O. Braga! Ainda se lembra do despenalização do aborto?! O que antes não era é agora… A consciência do mundo muda, e já que gosta das maiorias, para melhor foi a mudança!

    Comentário por David Sousa — Terça-feira, 2 Setembro 2008 @ 6:19 pm

  8. “Há muita gente que tem opinião contrária à minha, só que a minha coincide com a da maioria, e a sua coincide com uma minoria de malucos que militam no Bloco de Esquerda.” – Não sei se AINDA é uma maioria, mas sei que a “minoria” de que fala não se pode resumir a “malucos” que militam no bloco de esquerda!

    Comentário por Marta — Terça-feira, 2 Setembro 2008 @ 8:46 pm

  9. Se a maluqueira grassa, sempre existiram golpes de Estado. “Quando o Homem vai contra a Natureza, daí nasce a guerra” — Alberico Gentile, jusnaturalista.

    Comentário por O. Braga — Quarta-feira, 3 Setembro 2008 @ 2:14 pm

  10. @David Sousa — Houve uma maioria no referendo do aborto? Eu pensei que houvesse uma maioria silenciosa…

    Comentário por O. Braga — Quarta-feira, 3 Setembro 2008 @ 2:16 pm

  11. A homossexualidade sempre existiu, demonstra-o a história. Também o demonstra a história que a mesma foi característica de minorias sociais. A esmagadora maioria da espécie humana é impulsionada por orientação heterossexual, comum à ordem natural própria do género animal.
    É essa orientação heterossexual maioritária que tem permitido a sobrevivência das espécies animais e também das sociedades humanas, haja ou não casamento.
    Aliás o casamento não passa de uma construção social adoptada, desde há muitos séculos, para dar resposta a questões de direito do homem e da mulher e dos descendentes se os houver.
    No entanto, as sociedades ao longo dos séculos têm vindo a evoluir desde a repressão à homossexualidade (por se considerar desviante da ordem natural e principalmente por ser lesiva da sociedade, uma vez que não permite a reprodução natural e portanto a continuidade da espécie), até à tolerância e mais recentemente em alguns países com os «casamentos gay».
    Não sou fundamentalista da heterossexualidade, aceito e compreendo, que duas pessoas do mesmo sexo possam nutrir, ser impulsionadas e atrairem-se por determinados sentimentos (amor, amizade, ou qualquer outro) e que, num contexto de sociedades tolerantes e não descriminatórias, se garantam os direitos dessas pessoas.
    Já não sou a favor da promoção da homossexualidade porque, quer queiramos quer não, só a heterossexualidade maioritária pode garantir a reprodução natural e a continuidade da espécie, de acordo com a ordem natural herdada de há milhões de anos.
    Promover a homossexualidade significa promover o aumento da minoria social que adopta este comportamento desviante e quanto mais ela aumentar menos minoria será e a partir de certa altura, pôr verdadeiramente em causa a continuidade da espécie humana, de forma equilibrada, nas sociedades actuais, que já se debatem com sérios problemas de renovação das gerações, por via da queda da taxa de natalidade, não tanto pelo aumento da homossexualidade, mas muito mais pela alteração dos padrões sociais e culturais das socieades pós-modernas.
    Por isso, é bom não brincarmos com coisas sérias e por esse facto, não deixa de ser estranha, a preocupação obstinada e quase doentia do líder da juventude socialista ( futuro dirigente do Partido Socialista e deste país) ao propor a qualquer preço o «casamento entre homossexuais». Será por mera modernice? Ou por qualquer outra razão?
    Coloquei entre «aspas» o termo casamento, de propósito.
    Porque é uma questão importante e é necessário analisá-la.
    Em primeiro lugar é preciso chamar os nomes devidos às coisas.
    Desde há séculos que se convenciomou chamar «casamento» à união contratual e jurídica em duas pessoas de sexo diferente, tenham ou não descendentes.
    Por isso a união de duas pessoas de sexo diferente «não casadas» porque é diferente de um casamento, se convencionou chamar «união de facto».
    A união entre duas pessoas do mesmo sexo, por maioria de razão, não pode denominar-se casamento, a ser permitida tem de ter outra denominação, por exemplo «união homossexual» «união gay» ou qualquer outra.
    É que os termos usados envolvem conceitos diferentes e finalidades diferentes dessas uniões e por isso cada união adoptada, tem de reger-se por ordenamentos jurídicos diferentes, porque de facto são coisas diferentes e o interesse da sociedade no seu conjunto tem de ser protegido.
    Para isso é que existem Governos, para governar e proteger as sociedades. De contrário, meter tudo no mesmo saco, seria o caos.
    A questão de fundo é a protecção das sociedades e a garantia da sua continuidade de forma equilibrada, o que só a relação heterossexual permite (com casamento ou não), incentivando-se e criando-se condições para a reprodução, criação e educação dos nossos descendentes, num ambiente natural, e por isso este tipo de relação tem de ser protegida de uma forma especial e diferente de todas as outras.
    A minoritária sociedade «gay» que me desculpe, mas tem de entender e compreender isto!
    António Bernardo

    Comentário por António Bernardo — Sábado, 6 Setembro 2008 @ 10:59 pm


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