O Bloco de Esquerda confunde “amor” com “casamento”. Se há pessoas que se casam por amor, a verdade é que não é proibido por lei casar sem amor; o amor entre duas pessoas não é sinónimo de casamento, nem ao Estado e à sociedade interessa saber do “amor” entre duas pessoas. O “amor” é coisa privada, e os vizinhos e a sociedade em geral, não têm que ter alguma coisa a ver com o amor entre as pessoas.
O casamento não está necessariamente ligado ao “amor”; um cidadão livre pode ― se assim o quiser ― casar sem amor, desde que cumprida a lei. Ninguém é obrigado a casar por “amor”, nem ninguém se pode sentir no direito de se divorciar incondicionalmente por “desamor”. O divórcio não é sinónimo de “desamor”; uma pessoa não pode divorciar-se de um dia para o outro, sem regras nem condições, só porque diz que não sente “amor”. A falta de “amor” numa relação não me interessa a mim, a ti, e nem à sociedade em geral; interessa à sociedade acautelar os interesses das crianças, quando estas existem, e os interesses legítimos dos cônjuges, de forma a que as partes mais fracas não saiam prejudicadas do divórcio.
As recentes declarações de Francisco Louçã sobre o veto do Presidente da República à proposta da lei do divórcio “simplex”, não podem ser desligadas do propósito do Bloco de Esquerda de alterar o código civil para legalizar o “casamento” gay, sob pretexto de que existe “amor” entre pessoas do mesmo sexo. O que se pretende é que se criem situações de ruptura sócio-culturais que catalizem o aumento da influência do Estado sobre as famílias, sobre as crianças e sobre a sociedade em geral. A fragilização social de uma das partes sujeita a processo de divórcio, faz parte de uma política social radical de “terra queimada” levada a cabo pelo Bloco de Esquerda com o apoio do homófilo José Sócrates.
Derrotar José Sócrates nas próximas eleições significará literalmente derrotar o Bloco de Esquerda.




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Ontem assisti uma notícia no Fantástico da Globo (BR) que dizia que a partir de 2010 os casais homossexuais farão parte do recenseamento do IBGE. Ora, para bom entendedor… Aí aparece um casal de dois cabeleireiros, ambos homens (só para ficar claro), com uma menina que eles adoptaram, contando as maravilhas de serem uma família, e dos planos de adoptarem mais uma menina. Aí a apresentadora da matéria fala com a expressão mais sorridente que Deus lhe deu, que essa é a nova cara da família brasileira. E mais…que daqui a 10 anos isso será tão comum quanto uma família comum (?) o é hoje. Bom, mas estamos e(IN)voluindo…tudo se pode esperar.
Quer casar? Casa. Agora se não fazemos questão de mostrar as diferenças entre Pai e Mãe para uma criança, é claro que daqui a 10 anos essas crianças também não o farão. Afinal, os pais devem ser modelos. Ou isso também mudou?
Comentário por Delfina — Segunda-feira, 25 Agosto 2008 @ 8:54 pm
O problema será o “reverso da medalha”, não daqui a 10 anos, mas a longo prazo. Quando o pêndulo de um relógio atinge o extremo de uma ponta, tende a balançar-se para a outra ponta para encontrar o equilíbrio. No meio disto tudo, haverá uma tragédia civilizacional como já aconteceu no passado. As pessoas não aprendem com a História…
Comentário por O. Braga — Segunda-feira, 25 Agosto 2008 @ 9:14 pm
[...] relação a este comentário, queria dizer o [...]
Pingback por Jesus não aprovaria o gayzismo « perspectivas — Segunda-feira, 1 Setembro 2008 @ 5:55 am