Há quem diga, paradoxalmente sem qualquer pudor, sentir-se “completamente nua” quando por acidente se esquece do aparelho em casa; isto numa versão condizentemente feminina, está bom de ver, porque nos homens a sensação mais comummente confessada, quando outro tanto sucede com eles, é a de sentirem que lhes “falta alguma coisa”. »
O telemóvel não é um simples meio de comunicação: passou a ser um produto de primeira necessidade. Escrevi, há dias:
Se há alguém que gosta das “novas tecnologias” de comunicação sou eu; mas quando estas passam a ser uma obsessão, um apêndice inalienável do nosso carácter e uma extensão da nossa personalidade, alguma coisa de profundamente errada está a acontecer connosco.


