Olavo de Carvalho desmonta aqui a velha noção marxista de que a religião e a propriedade privada são interdependentes.
Numa sociedade (como a Europeia) em que a propriedade privada atinge hoje um poder social só visto antes do fim do século 19, as religiões tradicionais definham, o que prova que a ideia maniqueísta marxista da ligação da propriedade privada às religiões civilizacionais não é de necessária causa-efeito. Contudo, Olavo de Carvalho parece esquecer-se do monismo naturalista pós-moderno, que se pretende assumir como uma religião substitutiva dos monoteísmos.


