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	<title>Comentários em: A estética, segundo Kant, Kierkegaard e Adorno (3)</title>
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	<description>Não tenho verdades, apenas convicções.</description>
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		<title>Por: O. Braga</title>
		<link>http://espectivas.wordpress.com/2008/08/15/a-estetica-segundo-kant-kierkegaard-e-adorno-3/#comment-3758</link>
		<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 16:35:42 +0000</pubDate>
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		<description>Em relação ao comentário do R. Cássio:



&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;«O autor deste texto parece ignorar que Adorno fundamenta a sua teoria crítica (que, de fato, é política) em uma teoria estética, para a qual a discussão formal das obras de arte é de suma importância.»&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;



O problema é saber o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Será que Adorno se baseou na política para se debruçar sobre a estética, ou se baseou na estética para se debruçar sobre a política? 

Quando Adorno fundou a Escola de Frankfurt, não pensou em estética, mas em política pura e dura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em relação ao comentário do R. Cássio:</p>
<blockquote><p><em>«O autor deste texto parece ignorar que Adorno fundamenta a sua teoria crítica (que, de fato, é política) em uma teoria estética, para a qual a discussão formal das obras de arte é de suma importância.»</em></p></blockquote>
<p>O problema é saber o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Será que Adorno se baseou na política para se debruçar sobre a estética, ou se baseou na estética para se debruçar sobre a política? </p>
<p>Quando Adorno fundou a Escola de Frankfurt, não pensou em estética, mas em política pura e dura.</p>
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		<title>Por: Rodrigo Cássio</title>
		<link>http://espectivas.wordpress.com/2008/08/15/a-estetica-segundo-kant-kierkegaard-e-adorno-3/#comment-3752</link>
		<dc:creator>Rodrigo Cássio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:43:28 +0000</pubDate>
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		<description>Interpretação frágil, com problemas. O autor deste texto parece ignorar que Adorno fundamenta a sua teoria crítica (que, de fato, é política) em uma teoria estética, para a qual a discussão formal das obras de arte é de suma importância. Não existe uma omissão de Adorno em face dos problemas da estética. Muito ao contrário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interpretação frágil, com problemas. O autor deste texto parece ignorar que Adorno fundamenta a sua teoria crítica (que, de fato, é política) em uma teoria estética, para a qual a discussão formal das obras de arte é de suma importância. Não existe uma omissão de Adorno em face dos problemas da estética. Muito ao contrário.</p>
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		<title>Por: O. Braga</title>
		<link>http://espectivas.wordpress.com/2008/08/15/a-estetica-segundo-kant-kierkegaard-e-adorno-3/#comment-2065</link>
		<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 17:52:36 +0000</pubDate>
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		<description>Delfina: &quot;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Culture_industry&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Indústria cultural&lt;/a&gt;&quot; é, de facto, um termo inventado pela Escola de Frankfurt. Herbert Marcuse, um colega de Adorno, ficou nos EUA, gostou e morreu lá. Foi Marcuse que inventou a frase &quot;make love, not war&quot;. Portanto, Marcuse aderiu à &quot;indústria cultural&quot; -- só podemos transformar uma cultura se a integrarmos, de alguma maneira; não é desertando culturalmente que transformamos uma cultura. 

Apesar de eu não concordar com ele, Marcuse tinha valor e se afirmou nos EUA; Adorno voltou porque não tinha o valor de Marcuse para se afirmar numa sociedade como os EUA.

Adorno transportou para a cultura a luta de classes marxista. Esta visão totalitária era incompatível com os Estados Unidos da primeira metade do século 20.

Note-se que este post é sobre o conceito de &quot;estética&quot; de Adorno, e não sobre &quot;marxismo cultural&quot;. O essencial sobre o juízo estético de Adorno está aqui; se quiserem que eu desmantele o pensamento de Adorno sobre a cultura em geral, também posso fazer. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Delfina: &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Culture_industry" rel="nofollow">Indústria cultural</a>&#8221; é, de facto, um termo inventado pela Escola de Frankfurt. Herbert Marcuse, um colega de Adorno, ficou nos EUA, gostou e morreu lá. Foi Marcuse que inventou a frase &#8220;make love, not war&#8221;. Portanto, Marcuse aderiu à &#8220;indústria cultural&#8221; &#8212; só podemos transformar uma cultura se a integrarmos, de alguma maneira; não é desertando culturalmente que transformamos uma cultura. </p>
<p>Apesar de eu não concordar com ele, Marcuse tinha valor e se afirmou nos EUA; Adorno voltou porque não tinha o valor de Marcuse para se afirmar numa sociedade como os EUA.</p>
<p>Adorno transportou para a cultura a luta de classes marxista. Esta visão totalitária era incompatível com os Estados Unidos da primeira metade do século 20.</p>
<p>Note-se que este post é sobre o conceito de &#8220;estética&#8221; de Adorno, e não sobre &#8220;marxismo cultural&#8221;. O essencial sobre o juízo estético de Adorno está aqui; se quiserem que eu desmantele o pensamento de Adorno sobre a cultura em geral, também posso fazer.</p>
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		<title>Por: Delfina</title>
		<link>http://espectivas.wordpress.com/2008/08/15/a-estetica-segundo-kant-kierkegaard-e-adorno-3/#comment-2064</link>
		<dc:creator>Delfina</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 17:22:03 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, ele voltou, acredito até porque não conseguiu aceitar que lá, na América não ocorria uma cisão entre a produção e o lazer. Tudo era a mesma coisa. Dessa forma, &quot;qualquer coisa que causasse reflexão, uma inquietação mais profunda, era imediatamente expelida pela industria cultural como indigesta ou impertinente&quot;.A sua experiência na América mostrou-lhe uma mídia  que se voltava não apenas para o entretenimento e informação mas fazia parte do que ele chamou de industria cultural.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, ele voltou, acredito até porque não conseguiu aceitar que lá, na América não ocorria uma cisão entre a produção e o lazer. Tudo era a mesma coisa. Dessa forma, &#8220;qualquer coisa que causasse reflexão, uma inquietação mais profunda, era imediatamente expelida pela industria cultural como indigesta ou impertinente&#8221;.A sua experiência na América mostrou-lhe uma mídia  que se voltava não apenas para o entretenimento e informação mas fazia parte do que ele chamou de industria cultural.</p>
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		<title>Por: O. Braga</title>
		<link>http://espectivas.wordpress.com/2008/08/15/a-estetica-segundo-kant-kierkegaard-e-adorno-3/#comment-2062</link>
		<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 15:47:44 +0000</pubDate>
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		<description>Nem por isso.A formação política de Adorno fez-se na Europa, e ao contrário de Marcuse, &lt;b&gt;ele voltou para a Europa depois do nazismo -- morreu na Suíça em 1969.&lt;/b&gt; Adorno via mundo como os burros: com duas palas (antolhos) metidos na cabeça.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem por isso.A formação política de Adorno fez-se na Europa, e ao contrário de Marcuse, <b>ele voltou para a Europa depois do nazismo &#8212; morreu na Suíça em 1969.</b> Adorno via mundo como os burros: com duas palas (antolhos) metidos na cabeça.</p>
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		<title>Por: Delfina</title>
		<link>http://espectivas.wordpress.com/2008/08/15/a-estetica-segundo-kant-kierkegaard-e-adorno-3/#comment-2061</link>
		<dc:creator>Delfina</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 15:35:07 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que o choque de culturas que Adorno percebeu ao conhecer New York foi a origem da sua filosofia estética. Afinal ele vinha de um mundo refinado e, em função da sua condição judia precisou deixar o seu país e, por sorte (?) foi chamado para fazer parte do distinto grupo de pensadores europeus que rumou para os Estados Unidos. New York surgiu para ele como uma selva de pedra, estranha à sua formação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que o choque de culturas que Adorno percebeu ao conhecer New York foi a origem da sua filosofia estética. Afinal ele vinha de um mundo refinado e, em função da sua condição judia precisou deixar o seu país e, por sorte (?) foi chamado para fazer parte do distinto grupo de pensadores europeus que rumou para os Estados Unidos. New York surgiu para ele como uma selva de pedra, estranha à sua formação.</p>
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