Para mim, o facto de um católico defender a pena-de-morte é equiparável a um vegetariano que come carne de porco. Não nos percamos em divagações e manobras de diversão. Não vamos estender a conversa para áreas que não estavam inicialmente em discussão; manobras ideológicas de tipo dilatório só servem para nos descentrar da questão principal a que me referi aqui.
Eu admito que um ateu defenda a pena-de-morte, porque para ele a vida não tem exactamente o mesmo significado que a ICAR apregoa. Das duas uma: ou o que a Igreja Católica defende é genuíno, ou não. Eu acredito que a ICAR não é hipócrita quando defende a vida humana; se alguns católicos põem em causa a genuinidade das convicções da ICAR, temos de facto um problema.
O resto não me interessa misturar com este tema; poderei abordar essas questões em postal separado, mas a mistura de temas não faz sentido. Quero-me concentrar apenas numa ideia: um católico não pode defender a pena-de-morte. É só uma questão de coerência.



«Daí a Pena de Morte, sempre que aplicada justamente, ser um acto perfeitamente compatível com o Cristianismo e não uma barbaridade como quis dar a entender.»
Fico também sem palavras…
Comentário por Henrique — Quinta-Feira, 14 Agosto 2008 @ 11:10 pm