Para quem aprecia literatura de tipo “existencialista” ― Camus, Sartre ― temos um escritor português que viveu o princípio do século 20 e que escreveu num estilo “existencialista” muito antes da literatura do “existencialismo” aparecer nos escaparates nos anos 50 e 60.
Contudo, Raul Brandão explora o conceito de “absurdo” pela via de uma escrita elaborada, e não por uma via concentrada numa concepção estritamente filosófica. Diria que Brandão tenta seguir o estilo e forma (não o tipo de conteúdo romanesco) de Dostoievski no que de niilista e existencialista o escritor russo teve.





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Comentário por oalentodamusa — Sábado, 26 Julho 2008 @ 9:17 pm