Às vezes espanta-se a pobreza dos argumentos a favor do “Aborto Ortogáfico”:
Em 1911, o país soberano brasileiro não acatou a nossa soberana reforma da nossa ortografia. Chegou a vez de sacrificarmos a nossa soberania em favor da soberania brasileira. Contudo, o facto irrefutável é que o “c” de “facto” é pronunciado, e alguém nos diz que “facto” passa a ser “fato”. Passaremos a escrever de uma maneira e a falar de outra. Merda de argumentação!




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Desculpe-me. A mensagem que eu enviei em http://espectivas.wordpress.com/2008/07/12/peritos-arrasam-acordo-ortografico/ na verdade eu pretendia postar como comentário a esta postagem acima.
“Na minha humilde opinião, acho que esse “acordo”(?) ortográfico é uma grande besteirada. Confesso que, antes de haver internet, eu sentia alguma dificuldade em ler textos escritos em português de Portugal, por pura falta de costume. Depois que a internet nos facilitou o contato (ou contacto…) entre as diversas culturas do planeta, acabei me familiarizando, e não sinto nenhum incômodo em ler o português dos portugueses.
Portanto, o tal desacordo ortográfico que querem enfiar pela goela dos falantes de todo o(s) Português(es) me parece apenas mais uma grande e desnecessária palhaçada burocrática e lingüística. E “enfiar pela goela” é, no caso, força de expressão mesmo. Pois as FALAS continuarão a ser como são, e, no meu entender, esta permanece sendo a diferenciação mais gritante entre os falantes daqui e dacolá. E não há acordo que dê “conserto” nisso, e nem tem que dar.
A esses desocupados promotores da reforma ortográfica, aconselho que deixe-nos continuar escrevendo e falando nossa(s) língua(s) do jeito que naturalmente tem que ser e que vão caçar algo mais relevante e útil para fazer, que não seja nos torrar a paciência criando desacordos onde nos entendemos bem.
Abraços a todos.
Ronaldo G. M. Rosa, Brasil.”
Comentário por Ronaldo Rosa — Segunda-feira, 14 Julho 2008 @ 1:36 am