perspectivas

Quinta-feira, 10 Julho 2008

Marinho Pinto, o “herético”

Arquivado em: Sociedade — O. Braga @ 11:03 pm
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O homem exagera de propósito, cria hipérboles que escandalizam, é o herético de que se fala. Marinho Pinto é um homem comprometido com uma esquerda ideológica moderada mas herdeira de um marxismo mitigado e conservador (PS mais conservador); quem pensa que o Bastonário da Ordem dos Advogados é libertário, engana-se. Libertários são muitos dos senhores donos de escritórios de advogados a quem interessa o “laisser faire, laissez passer” aplicado à Justiça.

Sob o ponto de vista da orientação política, não concordo com ele; mas o homem não deixa de ter razão em muitas coisas. Desde logo, a necessidade do acesso à justiça para todos, e não só para alguns; não é possível que um cristão democrata não subscreva as intenções do direito de todos os cidadãos a terem acesso a uma justiça qualificada. Depois, a questão dos juízes; todos nós sabemos o que se passa nesta área, embora Marinho Pinto generalize — mas a generalização faz parte da campanha herética.
Há licenciados em direito a mais em Portugal? Há sim senhor! Não há que esconder a realidade: damos um pontapé numa pedra da calçada e sai um advogado.

Com todos os defeitos que tem, Portugal precisa de mais gente como ele a “agitar as águas”. É preciso abanar as estruturas caducas para permitir as reformas necessárias, porque se assim não for, um dia destes a casa vai abaixo de vez.

3 Comentários »

  1. Marinho Pinto tem um estilo à Louçã! Sabe utilizar o sarcasmo e a ironia, atirando pedradas bem pesadas sobre os poderes instalados nesta Justiça de meia tijela. Fazia falta alguém assim que chamasse os bois pelos nomes. Por alguma razão os juízes e procuradores o detestam. É sinal de que vai dizendo umas verdades…

    Comentário por Peixoto — Sexta-feira, 11 Julho 2008 @ 12:02 am

  2. Marinho Pinto é a unica palavra contra a verdadeira corrupção e intersses instalados neste país.
    Uma voz muito incómoda, mas sem duvída necessária para ajudar a abanar as instituíções e a criar uma nova mentalidade que acabe de vez com esta existência podre com que todos convivemos na maior das naturalidades.
    Uma voz pertinente e corajosa.
    Bem haja Marinho Pinto e que nunca a voz lhe doa.

    Antonio Santos

    Comentário por Antonio Santos — Sexta-feira, 11 Julho 2008 @ 3:47 pm

  3. Venham mais, muitos mais, como ele, deitar os podres cá para fora,parabens pela sua coragem, homem assim não é mentiroso, de maneira alguma…

    Comentário por Gilberto Aguiar — Sexta-feira, 11 Julho 2008 @ 11:52 pm


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