perspectivas

Domingo, 6 Julho 2008

Semântica politicamente correcta

A palavra “natalidade” queima a língua do governo socialista. Vejam a declaração do representante da Segurança Social no programa da RTP1, “Barriga de Amor”:

A função do governo não é promover a natalidade, mas é antes a de criar as condições para que a maternidade seja facilitada, nomeadamente através da criação de estruturas sociais adequadas como creches e infantários, de apoios financeiros e da revisão da lei laboral que apoie as mulheres grávidas, etc.”

Em suma: a função do governo de Sócrates não é promover a natalidade, é antes a de promover a natalidade. Uma coisa é promover a natalidade, e outra coisa é promover a natalidade.

Promovendo a natalidade, o governo de Sócrates estaria a interferir com o conceito de família e com a necessidade implícita de proteger a união entre um homem e uma mulher (ofendendo a Opus Gay e a ILGA Portugal), enquanto que, pelo contrário, promovendo a natalidade o governo limita-se a apoiá-la sem preconceitos sobre a reprodução associada à união entre um homem e uma mulher. Segundo o representante deste governo, uma coisa não tem nada a ver com outra.

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