perspectivas

Segunda-feira, 30 Junho 2008

O perigo da radicalização

«Em toda a revolução, há sempre três elementos causais: (1) a imoralidade e corrupção dos governos ― e a ideia de se fazer uma revolução em vez de uma reforma quer dizer que a nação se tornou incompetente para resolver os seus problemas de governo sãmente; (2) a divisão de ideias principalmente religiosas, no país; (3) a desnacionalização. » ― Fernando Pessoa (O Preconceito Revolucionário)

A imoralidade e corrupção dos governos em Portugal está em processo contínuo evolutivo, por via da interferência da União Europeia na gestão nacional. Sentindo-se protegidos pelo leviatão do Directório das potências militares europeias, os políticos nacionais ganham a confiança e o respaldo necessários para fazer da ética política tábua-rasa, para criarem condições para um sistema de privilégios de casta que se alimenta na permuta que se estabelece entre a subserviência canina aos desígnios do leviatão, e a corrupção e o tráfico de influências em roda-livre. O Tratado de Lisboa dá a esta classe de políticos as garantias de segurança que um qualquer Mugabe almejaria: em caso de revolta popular organizada com apoio das forças armadas nacionais, as forças armadas estrangeiras ― por exemplo, as espanholas ou/e francesas ― podem ser chamadas a repôr a ordem imoral e letárgica que agrilhoaria a nação portuguesa.

A divisão de ideias principalmente religiosas, no país, está em curso, faz parte da ideologia do leviatão.

A desnacionalização é evidente.

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