perspectivas

Domingo, 22 Junho 2008

Mini “fisking”

Arquivar em: ética — O. Braga @ 4:52 pm
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«A vontade humana rege-se pelo dever obrigado a ser cumprido através do poder ajuizado em crenças racionais e sociais normativas, instituídas pelos construtores dos autoritários e utilitaristas poderes, numa forma tão coerciva quanto adversa à natural existência de se ser.»

Como será a “natural existência do ser”? Como a podemos definir se “a vontade humana se rege pelo poder obrigado a ser cumprido”?

Há 2,6 milhões de anos surgiu o primeiro ser humano (o “homo habilis”) e os seus primeiros artefactos fabricados. A existência de artefactos evidenciava já “a existência da vontade” que já então se regia pelo “dever obrigado a ser cumprido através do poder ajuizado em crenças racionais”.

Com o paleolítico inferior, que terá começado há 1,8 milhões de anos, surgiu o “homo erectus” e a utilização do fogo; aqui, os arqueólogos e antropólogos passam a ter ainda mais certezas sobre o facto de a vontade humana se reger pelo dever obrigado a coincidir com a natural existência do ser humano.

Com a caça aos grandes mamíferos ― que coincidiu com uma transição progressiva para o “Homo Sapiens” ― de que há registos há cerca de 500 mil anos, os seres humanos passaram a organizar-se colectivamente, porque de outra forma não seriam capazes de abater presas tão grandes como o mamute. A organização colectiva pressupõe disciplina e “dever obrigado a ser cumprido”, isto é, a existência de uma ética do dever que se materializava e se espelhava em toda a actividade social.

Há cerca de 150 mil anos existem registos da presença do “homo sapiens” tal qual conhecemos hoje; contudo, as anteriores subespécies humanas continham já, na sua génese, a vontade que se rege pelo dever obrigado a ser cumprido.

A conclusão que se pode tirar é que a vontade humana se rege pelo dever obrigado a ser cumprido, e é esta a forma natural do ser humano existir, e não constitui uma forma adversa, perversa e/ou anti-natura da existência humana. O ser humano não pode existir de outra forma na natureza.

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1 Comentário »

  1. [...] O essencial do meu comentário que foi apagado por “má consciência”, pode ser lido aqui. [...]

    Pingback por A má consciência « perspectivas — Quarta-feira, 25 Junho 2008 @ 8:56 pm


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