
O que está em causa no apoio da blogosfera a Barack Hussein Obama é a ideia de que o próprio coloca em causa os Estados Unidos. Normalmente, toda a gente ― nesta Europa dominada pelo chauvinismo francês ― critica os Estados Unidos; ora se um candidato presidencial americano também critica o seu próprio país, este facto é motivo de apoio generalizado; não sei como Fidel Castro ainda não saiu a terreiro para apoiar o “anti-americano” Obama. As declarações do pastor Wright sobre Obama são eloquentes acerca de um anti-americanismo mitigado do candidato. A própria história da família de Obama (link) fala por si.
Depois, temos o aspecto étnico politicamente correcto. Obama poderia ser um analfabeto e dizer as piores bacoradas (os chamados “obismos“) que seria sempre bem visto pela intelectualidade portuguesa e europeísta politicamente correcta. O facto de ser mulato isenta-o de pecados, purifica-o. O único e grande argumento político de Obama é a sua herança rácica.
Com Obama na presidência, o mundo vai voltar a uma guerra-fria; os russos já actuam em conformidade com a previsão da vitória de Obama. Contudo, será uma guerra-fria com um terceiro bloco: a União Europeia; não é por acaso que os políticos europeus ― alinhados com a França chauvinista ― apoiam Obama abertamente. O raciocínio é linearmente chauvinista e marxista cultural: o mal da América é sempre o bem da Europa.
Nos Estados Unidos do “melting pot” racial tradicional, Obama preconiza o multiculturalismo. Obama inventou um “novo” conceito: “coabitação rácica”, que significa “um só país, mas cada um no seu canto”. Se existe alguém racista na política americana, é o próprio Obama.
Neste sentido, Obama segue a política multiculturalista europeia. Recentemente, uma proposta do parlamento europeu prevê o reconhecimento oficial da “nacionalidade cigana”, com passaporte e tudo, embora não exista um país de ciganos. Os ciganos teriam uma “nacionalidade” e viveriam em qualquer país da Europa ao abrigo das leis da sua nacionalidade sem território, e portanto não seriam obrigados a seguir totalmente as leis do país de acolhimento. O mesmo se aplicaria a uma “nacionalidade islâmica”, em que as leis da Sharia seriam aplicáveis na Europa ao abrigo de uma nacionalidade virtual. É por aqui que alinha a visão política de Barack Hussein Obama.
Se eu fosse americano, votaria McCain.
Adenda: Nem de propósito: ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS (link)


