perspectivas

Quarta-feira, 18 Junho 2008

SIDA : Existem “grupos de risco”?

Têm-se falado ultimamente na blogosfera sobre “grupos de risco” da SIDA.
Para existirem “grupos de risco” susceptíveis de contrair a SIDA, deve (logicamente) existir um “grupo sem risco”. Os “grupos de risco” são os seguintes:

  • pessoas que têm relações sexuais desprotegidas fora de um relacionamento monogâmico estável;
  • homossexuais masculinos;
  • bissexuais e parceiros (as);
  • utilizadores de drogas por via intravenosa;
  • pessoas que partilham agulhas ( drogas, tatuagens, piercings );
  • heterossexuais que têm mais do que um (a) parceiro (a) sexual;
  • pessoas que necessitam amiúde de transfusões de sangue;
  • imigrantes de regiões do globo com alta incidência de casos de HIV (África, por exemplo);
  • pessoas que têm relações sexuais com qualquer um dos grupos acima referidos;
  • pessoas que têm relações sexuais com alguém com SIDA ou infectado com o HIV;
  • crianças que nascem de mães com SIDA (neste caso, o grupo de risco é composto pelas mães nesta condição, e não as crianças que não têm culpa nenhuma).

Portanto, concluímos que existem, de facto, “grupos de risco”, e que do único “grupo sem risco” fazem parte as pessoas que não pertencem aos “grupos de risco” supracitados ― e essas pessoas “sem risco”, de facto, existem (embora, cada vez mais, social e culturalmente discriminadas).

1 Comentário »

  1. Pois é…Não ser de um grupo de risco não exclui você de contrair a doença. Vide o Glaucoma, onde pessoas negras e diabéticas são o grupo de risco, o que não significa que brancos não contraiam.

    Comentário por bebeto_maya — Sábado, 5 Julho 2008 @ 4:34 am


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