
Quando me dou conta do que é Cavaco Silva como presidente da república, consigo ter saudades de Ramalho Eanes. Na inauguração da Expo em Saragoça, Cavaco desfilou ao lado dos presidentes das autonomias espanholas, prestando vassalagem ao rei espanhol. Não critico os espanhóis: critico o parolo de Boliqueime. Américo Tomás era o “corta-fitas”, mas não foi eleito pelo povo.
Hoje, Cavaco veio defender a tese de que não devem existir consultas referendárias de Tratados que coloquem em causa a soberania do País. De resto, Cavaco quase nunca comenta nada: ou porque está fora do País, ou porque está dentro; a única coisa que Cavaco comenta é aquilo que faz, porque o que se passa no País não é, geralmente, passível de comentários.
Entretanto, com o País escavacado, a república nunca mais acaba.



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