perspectivas

Sexta-feira, 13 Junho 2008

Vamos ter que proibir os livros de Mia Couto


Inquirido sobre a sua raça, respondeu:

- A minha raça sou eu, João Passarinheiro. Convidado a explicar-se, acrescentou:
- Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.

(Extracto das declarações do vendedor de pássaros.)
Do Livro “Cada Homem é uma Raça”, de Mia Couto

Este raciocínio é perigoso e politicamente incorrecto. Se cada homem é uma raça, a família a que pertença esse homem passa a ser “a raça desse homem”, e o povo a que essa família pertence passa, por lógica deduzida, a ser uma “raça do povo” desse homem. Temos que pedir ao Louçã que proteste contra a publicação dos livros do Mia Couto. Livros do Mia Couto para a fogueira! Já! :smile:


Agora, a sério:


Há um crescente “discurso da raça” em Moçambique. O que aconteceu no Zimbabwe pode ser “um rastilho”. Enquanto membro da escassa minoria branca, o mais célebre nome da cultura moçambicana fala pela primeira vez no receio de vir a “ter que” abandonar o seu país.

Pois é. Cada homem é uma raça.


Relacionado com este post: Ainda sobre a “raça”

Sem comentários ainda »

Ainda sem comentários.

Feed RSS para comentários a este post. TrackBack URI

Publicar um comentário

Blog em WordPress.com.