perspectivas

Segunda-feira, 2 Junho 2008

Os nossos jornalistas imparciais

Arquivar em: Portugal, politicamente correcto — O. Braga @ 9:50 am
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Quando Mccain tem o apoio da maioria branca das classes baixas, trata-se de “racismo”; quando Obama tem o apoio total e incondicional dos negros, é “progressismo”. Este “jornalismo” começa a meter nojo aos cães.

9 Comentários »

  1. Concordo, mas isto é apenas o reflexo das ideologias multiculturalistas, que visam erradicar dos americanos e europeus, qualquer vestígio de consciência racial, enquanto tal é encorajado ao MÁXIMO por todos os outros…

    Agora chamem-nos racistas…

    Orlando, nem o carácter objectivo da sua afirmação surte efeito algum, porque pode ser relativizada com a maior facilidade pela ideologia. Basta que alguém lhe responda que é apenas normal, visto que os negros sempre estiveram e estão em desvantagem pela luta dos seus direitos (estão apenas a nivelar as desigualadades), logo é legítimo a sua preferência pelo candidato “negro” (uma mãe americana branca + um negro africano =negro…)
    Enquanto que os brancos que votam em Mccain não possuem razão nenhuma para o fazer, porque já ocupam uma posição “previlegiada” e apenas estão votar “emocionalmente” no candidato da sua cor.

    Esta é a lógica apresentada, mas irónicamente é a mais racista e a que mais expõe o carácter suicidário dos americanos de ascendência europeia, então se apenas negros podem representar negros justamente, então “nivelar” as desigualdades não passa de mandar os brancos à vida nos seuis próprios países.

    Mas é a ideologia que está a vencer, e irá continuar a vencer durante muito tempo…

    Comentário por Fenéco — Segunda-feira, 2 Junho 2008 @ 3:20 pm

  2. @Feneco:

    Os brancos que votam McCain são da classe baixa (operários e camponeses). Os brancos que votam em Obama são da elite. O que se passa é que existe uma reacção de contra-poder, uma vez que esses brancos de classe baixa vêem que existe um cerrar de fileiras dos negros em volta de Obama. Há racismo? Aceito que sim. Não digam é que o racismo é só para um dos lados.

    Comentário por Orlando — Segunda-feira, 2 Junho 2008 @ 5:00 pm

  3. O simples facto de se considerar Obama “negro” é uma tolice (considerar que basta ter sangue negro, por pouco que seja, para ser negro é bastante racista, a meu ver). Obama não é negro nem branco, é mestiço.

    Comentário por MCA — Terça-feira, 3 Junho 2008 @ 1:11 pm

  4. “Não digam é que o racismo é só para um dos lados.”

    Compreendo Orlando, mas é EXACTAMENTE isso que acontece, se Obama fosse considerado “branco” nunca teria sobrevivido ao escândalo com o seu reverendo, nunca lhe teriam dado hipótese. Obama safou-se “na boa”. A ideologia suprema é a de que nada que os negros façam é culpa sua, porque são vitimas de um sistema racista que os leva ao desespero. Não dá para vencer esta lógica, tão fácil de assimilar pelo povo, a única maneira de os provar errados é continuar a desviar a balança demográfica até os brancos serem uma minoria como na África do Sul e se demonstrar que as coisas não melhoram dessa maneira, claro que nessa altura já é tarde demais.

    “Obama não é negro nem branco, é mestiço.”

    MCA, eu concordo consigo, mas a ideologia diz que a sociedade e o sistema racista branco o classificam como negro, logo que é legítimo que ele se indentifique exclusivamente como negro. Não há como vencer esta lógica, a não ser que os brancos acordassem do coma de auto-flagelação racial proveniente de uma perversão da penitência cristã, e batessem o pé à constante culpabilização de que são alvos.

    Não vai acontecer.

    Comentário por Fenéco — Terça-feira, 3 Junho 2008 @ 2:04 pm

  5. @Feneco:

    A “penitência cristã” não tem nada a ver com isso. O marxismo cultural militante e activo, e passividade da opinião pública, sim.

    Comentário por Orlando — Terça-feira, 3 Junho 2008 @ 6:03 pm

  6. Existe marxismo cultural, não duvido, mas a razão porque o multiculturalismo é devastador nos países ocidentais/cristãos é porque em grande parte, predou e evoluiu a partir desta capacidade de auto-crítica e arrependimento que me parece proceder em parte da doutrina cristã. Os ocidentais parecem encarar o sentimento de culpa como o caminho para a salvação moral e usam isto uns contra os outros e permitem que se use contra si próprios. Não vai encontrar isto fora dos países “cristãos”. Acha que na China permitem isto?

    Já agora, eu não disse que a penitência cristã era a culpada, por isso acalme-se só um bocadinho :lol: Eu disse que era uma forma pervertida, algo insanamente ampliado e retorcido.

    Comentário por Fenéco — Quarta-feira, 4 Junho 2008 @ 12:36 am

  7. Feneco: qualquer convido-te a escreveres neste blogue :smile:

    Na China, o Confucionismo alimentou milhares de anos de conformismo, que permitiu a tirania milenar das dinastias dos mandarins, incluindo a dinastia Ming, e permitiu o aparecimento de Mao Tse Tung com grande facilidade. O cristianismo, pelo contrário, permitiu uma evolução europeia que culminou com a Revolução Francesa. O cristianismo é uma filosofia não conformista; o que pode acontecer é a sua manipulação por algum tempo, mas não durante tanto tempo como aconteceu na China; o conformismo não está na essência do cristianismo — basta ler o que Jesus disse dos ricos e poderosos. Ao contrário de Jesus, Confúcio insistia na obrigação do povo obedecer, sem reclamar nem os colocar em causa, aos ricos e poderosos — e por isso o confucionismo foi adoptado como doutrina oficial do sistema feudal chinês, e de tal forma se acomodou à sociedade chinesa, que não permitiu um Renascimento nem uma revolução industrial.

    O marxismo cultural, que foi o que ficou da falência do marxismo económico, esse sim, tira partido da existência de uma característica humana — seja aqui, seja na China ou no Perú: a consciência humana. Utilizam a consciência para fazer prevalecer os seus valores de uma agenda política totalitária. Neste sentido, estou de acordo contigo: assassinam a ética, manipulando a ética; tratam a doença do cão, com o pêlo do próprio cão; é isso que temos que fazer (também) em relação a eles (refiro-me ao “pêlo do cão”).

    Para que se veja a magnitude do problema:

    “En 1977, plusieurs intellectuels signent une pétition en faveur d’inculpés maintenus en détention provisoire pendant trois années dans une affaire de pédophilie. Les signataires s’appellent Louis Aragon, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Roland Barthes, Francis Ponge, André Glucksmann, Bernard Kouchner, François Chatelet, Patrice Chéreau, Philippe Sollers, Félix Guattari, Jack Lang… Si le journal Le Monde qui a publié cette pétition, fait aujourd’hui son autocritique, Libé joue sur les deux tableaux : Serge July avoue que son journal a “légitimé des pratiques parfois criminelles”.”

    Quando o creme de la creme da intelectualidade europeia defende a legalização da pedofilia, assistimos à interpretação de Engels sobre a “família original”; está lá tudo. O problema não é o cristianismo; é o seu contrário.

    Comentário por Orlando — Quarta-feira, 4 Junho 2008 @ 12:41 am

  8. Sou peso pluma nestas discussões, agradeço o esclarecimento em relação à evolução social da China, mas eu mencionei a China como exemplo de um sitio onde houve uma revolução cultural, baseada (ou pelo menos justificada) em parte no marxismo, na luta de classes (por muito pouco liberadora das classes e claramente totalitária que tenha sido). Os chineses não desenvolveram no entanto esta tendência de auto-flagelação étnica e cultural pela qual os ocidentais enveredaram. Até hoje os chineses têm bem claro como se posicionam em relação à presença de outras culturas e de estrangeiros no território da sua nação.

    Foi no Ocidente, Europa, Canadá, Estados-Unidos, Austrália, Nova-zelândia, etc… E não nos países islâmicos, sub-saharianos ou do extremo Oriente incluindo as potências Indonésia e Japão, que esta ideologia de marxismo cultural se entrincheirou de tal forma que não me parece que isto melhore sem antes piorar bastante.

    Porquê o relacionar com o cristianismo? Porque se foi o cristianismo o percursor dos direitos humanos, como não sucedeu noutros lugares, também foi a partir deste e das suas versões seculares que estas doutrinas pós-modernas puderam evoluir. Não digo que ainda seja cristianismo, não o é.

    O inconformismo de que fala no cristianismo está patente de interpretação, é discutivel, ou pelo menos pode ter a certeza de que há pessoas dispostas negar isso mesmo. Agora são coisas derivadas de “ajudar o próximo” ou “dar a outra face” que são manipuladas em contextos para domar a população em relação a estas questões. Até dentro da Igreja se nota esta corrosão, assim de cabeça lembro-me de casos como em Inglaterra o do bispo de apoia a construção de mesquitas. As formas pervertidas de “ajudar os outros” e “quem nunca pecou que atire a primeira pedra” fazem parte da ideologia marxista cultural, e são-lhe bastante uteis para vencer as mentes dos restantes cristãos, e pós-cristãos que embora não se digam religiosos, retém bastantes dos traços culturais dos mesmos.

    Isto é o que em que acredito, é apenas a minha percepção do mundo, não é que tenha decidido acreditar nisto desta maneira e não admita futuras alterações, mas preciso de razões bastantes persuasivas para o fazer.

    “Feneco: qualquer (dia) convido-te a escreveres neste blogue :lol:

    :lol: Prefiro dar só umas opiniões de vez em quando, algo mais à altura de de alguém como eu!

    Comentário por Fenéco — Quarta-feira, 4 Junho 2008 @ 2:33 pm

  9. Os chineses não desenvolveram no entanto esta tendência de auto-flagelação étnica e cultural pela qual os ocidentais enveredaram.

    Repito: o confucionismo marcou o conformismo típico da mentalidade chinesa que facilitou a tomada de poder de Mao. Desde a dinastia Ming (principio do 1º milénio) que os chineses se isolaram do resto do mundo, e a muralha da China foi construída nessa altura. A xenofobia chinesa já tem, pelo menos, dois mil anos, uma xenofobia imposta pelos mandarins confucionistas.

    (Arte renascentista italiana)

    esta ideologia de marxismo cultural se entrincheirou de tal forma que

    A ideologia entrincheirou-se no Ocidente porque o cristianismo sempre foi mais aberto do que as outras religiões. Por exemplo, a Igreja Católica participou intensamente — e contribuiu financeiramente — no esforço do Renascimento italiano; basta ler a História para verificar isso. Naturalmente que, logo a seguir, Carlos V de Espanha invadiu Milão e introduziu a Inquisição para meter os católicos na ordem. Mas passados 50 anos, o renascimento já estava espalhado pela Europa toda, e o luteranismo enraizado.

    Só o cristianismo poderia produzir uma Maquiavel que criticava o cristianismo; se fosse na China de Confúcio ou num pais islâmico, Maquiavel teria sido decapitado.

    Existiram massacres na Idade Média, como o massacre dos gnósticos chamados de “cátaros” ou “albigenses”, no século 13 (1200) que produziram cerca de 20 mil mortos; em Espanha, a Inquisição mandou queimar pelo menos 2.000 pessoas. Em Portugal, terão sido mortas 135.

    http://www.msnbc.msn.com/id/5218373/

    Mao Tse Tung sacrificou 30 milhões de pessoas que morreram à fome durante a revolução “Um Passo Adiante” que se iniciou em 1958/59 até 63/64.

    http://www.austhink.org/monk/mao.htm

    Muitas vezes, quando se critica o cristianismo, esquecemo-nos do resto.

    Porém, Mao só poderia ter feito o que fez ao seu próprio povo tirando partido do conformismo idiossincrático que o confucionismo instalou na cultura chinesa durante mais de dois mil anos. Hitler mandou executar cerca de 5 milhões judeus (e outros) — que ele não considerava como sendo do seu povo; Mao sacrificou 30 milhões dos seus compatriotas.

    O cristianismo sempre foi uma religião estética, ao contrário das outras religiões que sacrificaram a estética em nome da moral. Sendo uma religião estética, sempre foi mais aberta às artes em geral, e por isso, mais aberta a novas ideias que surgem com as artes, apesar de alguns exageros. E foi essa abertura que abriu a porta aos que agora combatem o cristianismo.

    O inconformismo de que fala no cristianismo está patente de interpretação, é discutivel, ou pelo menos pode ter a certeza de que há pessoas dispostas negar isso mesmo.

    Quando negamos, temos que documentar. Não podemos dizer: “Não é assim, porque não!” Isso é dogmatismo. Há que documentar o que se afirma. A minha documentação são os próprios evangelhos de Jesus Cristo.

    O “dar a outra face” é resistência passiva. Gandhi conseguiu derrotar o Império britânico utilizando uma técnica de Jesus Cristo: a resistência passiva. A maior parte das pessoas lê e não sabe interpretar o que lê.

    Dar a outra face = Resistência passiva, o que é diferente de “conformismo”. Conformismo é “meter o rabo entre as pernas” e “dar às de vila diogo”.

    Até dentro da Igreja se nota esta corrosão, assim de cabeça lembro-me de casos como em Inglaterra o do bispo de apoia a construção de mesquitas.

    Este “fait-diver” é politica do bispo contra a politica anti-cristã do governo trabalhista; é “ironia” politica, e os britânicos destrinçaram a mensagem do bispo, e souberam bem que aquilo que o bispo queria dizer não era aquilo que o bispo queria dizer.

    As formas pervertidas de “ajudar os outros” e “quem nunca pecou que atire a primeira pedra” fazem parte da ideologia marxista cultural,

    Foi o que eu já afirmei: o Louçã utiliza a ética cristã para destruir a ética cristã. Chegado a um ponto de não-retorno no assalto ao poder, o Louçã logo mandaria a ética cristã às favas e imporia a brutalidade totalitária. O Marxismo Cultural, ou Utopia Negativa, é isso mesmo: criar o Homem Novo, nem que seja, como aconteceu na China, matando milhões de pessoas. E para quê tanto sacrifício em vidas humanas? Para nada, porque a China é hoje mais capitalista que outros países.

    O facto de existir uma ética, não significa a existência de um conformismo de tipo confucionista nas Europa. E foi esse não-conformismo do cristianismo que inculcou na mentalidade europeia a abertura às artes, à ciência e ao ecumenismo com outras regiões do mundo.

    Comentário por Orlando — Quarta-feira, 4 Junho 2008 @ 3:52 pm


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