
Sobre o caso Maddie, escrevi o que escrevi, e só retiro agora alguma terminologia — que poderia ter evitado — que utilizei em relação à nossa polícia. Reitero:
- É óbvio que a criança foi abandonada pelos pais (sedada ou não) e que as “visitas de 5 em 5 minutos” ao apartamento é “treta”!
- É óbvio que os McCann não podem vir agora reconhecer o crime de abandono, mas toda a gente vê que eles estão comprometidos com “alguma coisa”, e essa “alguma coisa” foi o facto de terem, efectivamente, abandonado os três filhos, o que constitui um crime;
- É óbvio que “abandono de menor” não significa “homicídio por negligência” e “ocultação de cadáver”; a confusão que se pretende criar faz parte da estratégia do jogo baixo da PJ e do MP, para não terem que reconhecer publicamente a forma incompetente e sofrível como trataram este assunto desde o início — como aconteceu, também, com o caso do Rui Pedro.
- É óbvio que existem muitos casais portugueses que já fizeram o mesmo que os McCann (abandono temporário de menor), felizmente sem consequências graves; alguém que atire a primeira pedra;
- É óbvio que alguém que já tinha “marcado” a criança, introduziu-se no apartamento, imobilizou-a, muito provavelmente amordaçou-a, e transportou-a para um veículo nas imediações que saiu do local rapidamente;
- É óbvio que a Polícia Judiciária tem feito um jogo sabujo que envergonha o País, e que já levou à demissão do seu Director Nacional;
- É óbvio que o Ministério Público está atolado até ao pescoço neste processo;
- É óbvio que os me(r)dia adoram folhetins, e tal como aconteceu com o caso do “Sargento Gomes”, alimentam a saga e sanha contra os McCann, respaldados pelas “fugas” de pistas falsas lançadas pela própria PJ e pelo MP;
- É óbvio que tudo isto é uma vergonha!



Caro Orlando:
O “óbvio” muitas vezes tem que ser dito e afirmado, como o “ovo” de Colombo.
É que, enquanto não se diz, muitos equívocos são defendidos por muita gente.
Espero – e estou sinceramente convicto de que é essa a sua posição – que defenda o desfeitiar e o esclarecimento desta “novela”, para bem dos princípios elementares de Justiça e combate ao crime abjecto: o rapto de menores (sabe-se lá se feito ou não dentro duma estratégia dos Bilderberg para chegarem ao “chip” subcutâneo para controlo dos “escravos” que não pertencem ao seu “inner circle”).
Pelo menos é isso que eu próprio procuro fazer, para bem de todas as “Maddies” do mundo e de pais injustiçados.
Para os curiosos, deixo este link:
http://vickbest.blogspot.com/2008/05/estaro-o-casal-mc-cann-e-amigos-mentir.html
Um abraço
Victor Rosa de Freitas
Comentário por Victor Rosa de Freitas — Quinta-Feira, 29 Maio 2008 @ 11:02 pm
Sobre a tese de homicídio por negligência e ocultação de cadáver, uma dúvida me assalta: como é que um casal de escoceses que nunca tinha estado no Algarve, que estavam em Portugal há uma semana, conseguiu os apoios logísticos para fazer desaparecer um cadáver? No caso
“Esmeralda”“Joana”, os criminosos eram portugueses, conheciam muito bem o meio onde se moviam, e tinham os meios (como aconteceu) para fazerem desaparecer um cadáver. Como é que esse casal de escoceses — que nem português falam! — conseguiriam tal proeza? Ou eu sou estúpido, ou a PJ está a fazer de mim estúpido.Comentário por Orlando — Sexta-feira, 30 Maio 2008 @ 4:44 pm
No caso que refere como de “Esmeralda”, deveria querer dizer, certamente “Joana”.
É que a “Esmeralda” é a filha “afectiva” do Sargento, o conhecido caso de subtracção duma menor que a primeira instância condenou por “sequestro” e que o STJ convolou para o primeiro referido crime.
No caso “Joana”, basta apreciá-lo pelos “olhos negros” de Leonor Cipriano – que espera julgamento dos “artistas” da PJ – para se concluir que é todo nulo, face à Constituição e C. P. Penal.
Não se pode estar sempre em desacordo com a PJ, designadamente na reconstituição do dia do desaparecimento da Maddie, como defendo no meu artigo deixado em link.
Comentário por Victor Rosa de Freitas — Sexta-feira, 30 Maio 2008 @ 5:48 pm
Peço perdão, queria dizer “Joana”.
Comentário por Orlando — Sexta-feira, 30 Maio 2008 @ 5:50 pm