
O Bloco de Esquerda e a Juventude Socialista têm protagonizado uma série de lutas progressistas que a maioria da população, estupidificada e embrutecida por 79 anos e oito décimas de “faxismo”, não consegue entender.
Naturalmente que as divergências culturais causam atritos sociais que provocam desarmonia ideológica e mal-estar social, como aconteceu recentemente com a manif pró-cannabis, ou como acontece com as “paradas gay” (“I’m queer, and I’m here, stuck your huge boat in my peer!”). Por isso, acho que seria interessante a criação de uma espécie de “Loja do Cidadão” especial para a “juve-sol” (juventude socialista) e para os bloquistas, e em função da liberdade de escrita que o novo acordo ortográfico nos traz, em vez de “Loja do Cidadão” – que é um nome conservador e cóta – deverão ser criadas as “Lojas do Sidadão”.
Os serviços das Lojas do Sidadão teriam um funcionamento simples e totalmente gratuito, isto é, pago pelo Estado. Desde logo, só teriam acesso às lojas do Sidadão as pessoas com cartão do Bloco de Esquerda e/ou do Partido Socialista. Portanto, acesso restrito.

O “Salão Cannabis” seria uma das funcionalidades da Loja do Sidadão: provido do maior conforto estético e ergonómico, não só o consumo de Cannabis seria livre, como seria gratuito, independentemente das quantidades que cada utilizador do recinto quisesse consumir. Estariam disponíveis charros pré-fabricados, cachimbos, “Turkish pipes”, tubos-de-escape de camiões, etc., para que cada consumidor se sentisse livre de fumar a dose que lhe aprouvesse, e sem quaisquer custos.
Adstrito ao Salão Cannabis, e para os consumidores que atingissem uma fase de insatisfação em relação à “Maria”, deveriam existir as “Salas de Chuto” – não uma, mas várias.
As Salas de Chuto, como todos os serviços da Loja do Sidadão, deveriam ser acompanhadas por médicos socialistas e bloquistas que não fossem objectores de consciência e que se tivessem previamente revoltado contra a Ordem dos Médicos, e incorporado um sindicato progressista.
Nas Salas de Chuto, como acontece com o Salão Cannabis, o consumo, as transfusões de sangue, o material didáctico e de apoio seria gratuito e sem limite de quantidade: seringas, cocaína, crack, heroína, e toda uma série de opiáceos misturados com “speeds”, LSD, Artane e coisas do género. Tudo grátis e à discrição.
Pegadas às Salas de Chuto, cria-se na Loja do Sidadão um espaço paradisíaco, com uma música calma ambiente, luzes psicadélicas suaves, grandes preocupações com o conforto e ergonomia do mobiliário, espaço esse que terá o nome de “Espaço Eutanásia”. Todo e qualquer socialista e bloquista que quisesse ser eutanasiado, teria aqui o seu dia de glória, e o seu nome ficaria inscrito nas paredes dos corredores da Loja do Sidadão, à laia dos passeios de Hollywood que lembram as suas estrelas. Criar-se-ia um prémio pecuniário de relevo para o “Eutanasiado do Mês”, que seria atribuído ao “junkie” mais degradado que recebesse o seu golpe de misericórdia, prémio esse que lhe seria entregue imediatamente antes de ser eutanasiado.

Naturalmente que nas Lojas do Sidadão, não poderiam faltar as Saunas Gay que funcionariam totalmente às escuras para não se saber quem é o parceiro do lado, de trás ou da frente, e junto destas, um Mini Jardim Zoológico com algumas espécie de animais bem abonados de quinta-pata (bodes, cavalos, burros, rinocerontes, elefantes, etc.), para satisfação dos mais excêntricos e imaginativos. Adjacente ao Mini Jardim Zoológico, funcionaria um ginásio e uma conservatória de registo civil, disponível para todo o tipo de casamentos e divórcios na hora ou simultâneos.

Os Passos Perdidos da Loja do Sidadão dariam directamente para o Templo Maçónico, e junto deste, encontraríamos o Jardim-de-infância, onde estariam à disposição dos utentes maçãos e pedófilos socialistas, uma série bonecos insufláveis, réplicas de crianças dos 2 meses aos 10 anos idade, utilizáveis nos rituais de iniciação, com a particularidade de os bonecos falarem – os bonecos mais pequenos teriam um dispositivo electrónico que lhes permitiriam balbuciar as palavras “papá” e “mamã”, de forma a que a satisfação emocional dos utilizadores socialistas fosse mais completa.
Finalmente, a Loja do Sidadão teria uma Clínica Maiêutica. A Clínica Maiêutica teria a particularidade de estar inserida numa lógica de estrutura vertical de funcionamento da Loja do Sidadão. Uma mulher grávida, bloquista ou socialista, passaria primeiro pelo Salão Cannabis, onde se descontrairia; passaria depois à Sala-de-Chuto, onde uma boa dose de heroína lhe facilitaria o esforço maiêutico posterior. Finalmente, entraria na Clínica Maiêutica, onde o aborto lhe era realizado totalmente grátis, e com direito a duas medidas de discriminação positiva: o prémio pecuniário avultado “O Corpo é Meu”, que era atribuído à socialista ou bloquista que mais abortos fizessem em 365 dias, e o Subsídio Mínimo Abortivo – equivalente a 3 ordenados mínimos nacionais – atribuído a cada socialista ou bloquista por cada aborto realizado.
As vantagens da Loja do Sidadão são óbvias: a satisfação das necessidades e a felicidade de um sector especial da população, por um lado, a paz e sossego para quem não é socialista e/ou bloquista, por outro, e finalmente, a garantia evidente de uma sociedade mais harmoniosa e culturalmente homogénea no futuro.
Eu não me importaria de pagar impostos extras para a futura Loja do Sidadão.
A ler:Email me (espectivas@gmail.com)




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Trata-se, sem dúvida, de uma crítica mordaz contada de modo excelente!
Ainda há quem saiba escrever…
Parabéns!
Comentário por Victor Rosa de Freitas — Sexta-feira, 23 Maio 2008 @ 7:49 pm