perspectivas

Quarta-feira, 14 Maio 2008

A Casa da Areia

Arquivar em: poesia — O. Braga @ 6:40 pm
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    Face ao mar, orgulhosa no topo do areal,
    só de madeira e zinco sobre pilares de cimento
    ao sabor dos quatro ventos. O quintal
    das traseiras sempre uma festa, frango
    no churrasco, alegria nos copos. Depois

    a Isilda casaria com o Freitas,
    a Ermelinda ia ficar para tia
    e o Horácio dava em droga.
    O Neca, o Tino e o Mando foram
    à vida, cada qual para seu lado.

    Na velha casa virada à baía,
    além do ranger da madeira
    batida pelo vento e pela areia
    apenas ficaram a avó Carminda
    e a velha cadela «Deixa-falar».

    in “O Monhé das Cobras”, Rui Knopfli

P.S.: Autobiografia

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