A Natureza racional
E=mc² A Natureza não é alheia à Razão, e tudo o que é anatural é normalmente ilógico. Existe uma coincidência muito grande entre a Razão que permeia a Natureza e a nossa Lógica, e por isso, esta deve ser considerada como válida.
A matéria obedece às mesmas leis que a nossa Lógica obedece. Quando a Lógica nos diz que algo deve ser de determinada maneira, normalmente a Natureza está de acordo, e seria ilógico que alguém pensasse que tudo isso acontece por mero acaso.
Algumas pessoas pensam que a inteligência da mente humana é produto da Natureza, assumindo simultaneamente que a Natureza é, ela própria, desprovida de uma genética inteligente – o que é ilógico. Como é possível que a Natureza produza algo que ela própria não tenha já inscrito no seu ADN? Se a Lógica que funciona nas nossas mentes fosse o resultado de uma Natureza sem inteligência primordial, a Lógica seria o resultado de algo improvável, porque as leis que condicionam a Lógica que nós utilizamos e que nos obrigam a pensar, são as leis de acordo com as quais todos os eventos ocorrem no espaço-tempo.
O ser humano que pensa que o Universo é o resultado de uma cadeia aleatória de acontecimentos resultante de um qualquer mecanismo caótico e ilógico na sua génese, não consegue (ou não quer) assimilar a Lógica na sua mente, recusa-a, o que significa que não compreende porque cria a necessidade artificial de mais evidências do que aquelas que a própria Lógica já nos dá e que seriam logicamente suficientes. Seria como se esse ser humano só aceitasse a inteligência subjacente à criação do Universo se as hortaliças do seu quintal, para além de serem produto das leis da Botânica, também dessem aulas de Botânica; ou se, ao acabar de fumar um cigarro, o fumo que expelisse escrevesse as seguintes letras no ar, devidamente conjugadas e sincronizadas: “Este é o fumo do último cigarro que acabei de fumar às 12:45 horas de hoje, aqui em Vila Nova de Gaia”. Para esse ser humano, não há Lógica que valha.
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