«Esta notícia passou quase despercebida, mas é uma das mais importantes dos últimos tempos: segundo o Daily Mail de 2 de Abril, as autoridades britânicas, pressionadas pela comunidade muçulmana, retiraram os livros homossexuais do currículo de duas escolas da cidade de Bristol.
Até hoje, nenhum protesto cristão obteve resultado tão espectacular, seja em escolas da Europa ou dos EUA. Ao contrário, o ensino do homossexualismo expande-se formidavelmente até mesmo para crianças pequenas que não têm ainda sequer uma ideia clara do que são relações heterossexuais . Na mesma medida, aumenta a pressão do establishment contra as pregações religiosas, multiplicando-se por toda parte as ameaças. boicotes e punições voltados exclusivamente contra as organizações cristãs (v. http://www.silencingchristians.com/ ), jamais contra as muçulmanas. À atenção especial que estas últimas recebem do governo britânico correspondem, nos EUA, inúmeros e crescentes sinais de uma política mediática e empresarial calculada para dar à comunidade islâmica um estatuto privilegiado. O Walmart, a maior rede de supermercados da América, que em nome da “não-discriminação” chegou a trocar os votos de “Feliz Natal” por “Boas Festas” e a proibir a presença dos músicos do Exército da Salvação até mesmo no pátio dos seus estabelecimentos, acaba de abrir uma loja especial para muçulmanos, com funcionários obrigados a falar árabe e a receber seus clientes com cumprimentos religiosos islâmicos. O significado da medida torna-se mais que nítido quando se sabe que muitos lojistas têm sido punidos pela justiça por insistir em usar somente o inglês nos seus estabelecimentos. Quando a classe empresarial, o governo e a justiça boicotam o uso do idioma nacional e impõem o de uma língua estrangeira, a guerra cultural já alcançou aquele ponto em que a defesa da cultura local se torna crime, e a promoção da cultura estrangeira uma obrigação legal.Nos EUA, o desprezo da média aos sentimentos religiosos dos cristãos contrasta com suas manifestações de deferência quase psicótica ante as susceptibilidades islâmicas, ao ponto de que a simples menção ao sobrenome do meio do pré-candidato democrata Barack Hussein Obama é condenada como sinal de discriminação e “hate crime”.
No episódio de Bristol, a protecção governamental ao movimento gay , que jamais aceitaria recuar ante a indignação das comunidades cristãs, admitiu tranquilamente fazê-lo por exigência de uma minoria numericamente insignificante, mas acobertada, como já destaquei aqui, pelas simpatias cúmplices de membros da própria Casa Real (v. a nota “Absurdo sensato” em Para compreender a revolução mundial).
No caso, o reconhecimento oficial da autoridade religiosa como princípio demarcador dos limites últimos entre a decência e a indecência foi ostensivamente transferido das entidades cristãs e judaicas para as islâmicas, que se revelaram mais poderosas até do que as organizações gayzistas mais ruidosas e arrogantes. Após expulsar do espaço público a autoridade religiosa tradicional, a cultura do “humanismo secularista” se mostra impotente e servil ante as pretensões de uma nova autoridade, mais prepotente, vinda de fora. O secularismo não entrou na História para fundar uma nova civilização, mas para servir de tampão provisório entre duas civilizações religiosas.»
Texto de Olavo de Carvalho. O sublinhado é meu.
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Olavo de Carvalho



Será que vamos ter que imitar o Nicha Cabral?
Comentário por Luís Bonifácio — Domingo, 13 Abril 2008 @ 10:53 am
O Nicha Cabral não é do meu tempo — ainda não tinha nascido quando ele pilotava um F1. Ainda assim, não vejo ligação entre o Nicha e Olavo de Carvalho.
Comentário por Orlando — Domingo, 13 Abril 2008 @ 3:19 pm
Estamos tão fudi***!!!!
De cada vez que saio à rua e contacto com outras pessoas do meu circulo, amigos e familia ou mesmo só conhecidos e não encontro ninguém minimamente consciençalizado para este tipo de perigo… Esvai-se-me a esperança…
O meu sobrinho agora com 7 meses vai ter de lutar num mundo muito mais violento, devido à apatia e desleixo dos meu pares, e qualquer tentativa minha de passar este tipo de informação apenas me torna em inimigo daqueles que me ouvem.
Comentário por fenéco — Domingo, 13 Abril 2008 @ 3:35 pm