Ninguém estaria à espera que Sócrates baixasse nas sondagens em Janeiro de 2008, e talvez por isso os barões do PSD foram condescendentes com as directas que levaram Luís Filipe Meneses à liderança do partido. Perante a inusitada baixa do Sr. Pinto de Sousa, saltaram logo algumas eminências pardas do PSD que se acocoravam à espera da presa fácil. Um deles é António Borges.
Não posso dizer o futuro, mas o PSD com António Borges seria o partido político do Blasfémias: elitista, neoliberal na essência e na alma, e desligado das bases do PSD e das classes sociais mais desfavorecidas. Um PSD com António Borges seria o alvará de credibilidade do Bloco de Esquerda. Um PSD com António Borges seria um Partido Liberal, e não já Social Democrata.


