Um “cadinho” de humor
Pergunta: Quantos darwinistas são necessários para mudar uma lâmpada?
Resposta: Nenhum. Dê-se tempo à lâmpada e ela muda-se sozinha.
Pergunta: Quantos darwinistas são necessários para mudar uma lâmpada?
Resposta: Nenhum. Dê-se tempo à lâmpada e ela muda-se sozinha.
«Aos defensores do Acordo não interessam questões culturais, como a da ligação à matriz românica, nem questões de homogeneidade gráfica entre palavras afins. Colocam-se numa perspectiva diferente. E entendem que, não sendo o c ou o p pronunciados, eles se tornaram sempre dispensáveis.»
Vasco Graça Moura, no DN

O “Fiat Lux” aborda os acontecimentos ocorridos recentemente na Áustria, em que um pai manteve uma relação incestuosa com uma filha de maior idade, e da qual teve filhos. O “Fiat Lux” invoca o Direito Natural defendido pela Igreja Católica para reprovar – sob o ponto de vista ético-moral – o incesto, em oposição à herança ideológica do utilitarismo de Stuart Mill, progressivamente imposto na nossa sociedade através da lei jurídica.
Antes de mais, por uma questão de melhor compreensão das ideias que vêm a seguir, passo a citar um parágrafo de um escrito de Kai Nielsen, um ateu inveterado e auto-proclamado racionalista, texto que foi dirigido aos seus correlegionários ideológicos:
“Nós não conseguimos demonstrar que a Razão requer um ponto de vista moral, ou que pessoas realmente racionais, desligadas de qualquer mito ou ideologia, têm necessidade de não serem egoístas ou amorais. A Razão não decide nada nesta área da vida humana. O cenário que vos descrevo aqui não é, de todo, agradável.”
Portanto, é bem visível que os ateus vêem-se aflitos quando se trata de discutir a ética e a moral.
O problema que se coloca é como podemos fundamentar racionalmente a Moral, encontrando assim os argumentos necessários que Kai Nielsen não encontrou para fundamentar a Moral sem a Religião. Se Kai Nielsen não o conseguiu fazer (ou não o quis fazer?), não será tarefa fácil.
Com o advento do aborto legalizado e a vasectomia, e numa relação sexual entre adultos “responsáveis e idóneos”, o argumento jurídico clássico contra o incesto – o do perigo de cruzamentos de sangue e descendência geneticamente degenerada – parece esfumar-se e fazer convencer a sociedade sobre a bondade de algumas reivindicações de libertários no sentido de se permitir o casamento incestuoso. O argumento é o mesmo que o utilizado pelos activistas políticos gays: o Amor. O argumento do “amor” combate, sob o ponto de vista retórico, a ideia de “animalidade” subjacente ao código do Direito Natural da ICAR referido pelo “Fiat Lux” – isto é, se existe “amor” não pode existir “animalidade”.
É absolutamente inegável que a defesa do incesto, do “casamento” gay, a legalização do aborto, etc., se inserem numa visão utilitarista da vida em sociedade, embora com o apelo do “amor” (e da ideia extraordinária de “abortar por amor”) à mistura para convencer os recalcitrantes.
A estultícia do Utilitarismo
O utilitarismo de Stuart Mill – assim como a doutrina de Nietzsche que aplica o utilitarismo exclusivamente a uma minoria aristocrática – defende que “o prazer é a única coisa desejada, e portanto, a única coisa desejável” (in “Utilitarianism”). Este argumento é falacioso: de algo “ser desejado” não se infere que “é desejável”, porque o termo “desejável” pressupõe uma teoria ética.
Se, como diz Stuart Mill, o homem, inevitavelmente, não procura mais do que o seu próprio prazer, de nada serviria dizer que ele deveria fazer outra coisa, isto é, não precisávamos de uma Ética. Kant afirmou, na sua ética, que se “tu deves”, então “tu podes”, e naturalmente que se não podes, é inútil dizer que deves. Se cada homem procurar exclusiva e “legitimamente” o prazer próprio, a Ética reduzir-se-ia a um “código de prudência”.
(mais…)

Para quem tem (ainda) dúvidas do que é Saramago como pessoa, aconselho a leitura desta posta.
No dia em que o preço do petróleo baixou nos mercados internacionais, aumenta brutalmente o preço dos combustíveis em Portugal.
Todos sabemos que este aumento é pura especulação e ganância sem classificação. Chegou o momento de voltarmos aos preços tabelados pelo Estado; quem não quiser vender combustíveis em Portugal, tem as portas abertas.
Sobre a “Religião dos laicos”
“…a vergonha de ser um livre pensador acarreta a palavra ateu, laico, humanista secular, ou outras tonalidades de libertação muitas vezes contaminadas pelos construtivismos sociais cristãos, pelos valores e ideologias judaico-cristãs.”
Não entendo porque é que um “livre pensador” não pode ser cristão, budista ou animista. De facto, quem atribui o ónus de “ateísta” aos “livres pensadores” que pululam por aí, são eles próprios, quando colocam em causa a essência, não só de uma, mas de todas as religiões, com excepção da religião que eles professam: aquela que proclama que “Não existe Deus, e Darwin é o seu profeta”.
(mais…)
Gosto pouco que me tratem de “camarada”; e mesmo quando se me dirigem através de um afável “companheiro”, não me sinto à vontade. Prefiro que digam, simplesmente, “senhoras e senhores”.

“Jovem Travesti”, de Klossowski
Quando falei aqui sobre o artista sul-americano que expôs um cão a morrer à fome e sede como sendo um objecto de arte, e do alemão que colocou um moribundo nas mesmas condições, não me lembrei, neste post, de dar os nomes aos bois que precederam as duas bestas supracitadas: um deles, é Pierre Klossowski, e outro é Michel Foulcault — este último, amigo do primeiro e um pedófilo inveterado, orgulhoso desse facto e publicamente assumido. É desta merda de que se orgulha a cultura contemporânea.
Klossowski era um obcecado por imagens sadistas, tanto em desenhos que fazia, como nos livros que escreveu (por exemplo, “Sade, o meu próximo”). Como não poderia deixar de ser, Klossowski adorava Nietzsche.
Um dos desenhos de Pierre Klossowski (não confundi com Balthus, o seu irmão) ilustrava um monge a sodomizar um menino, o que encantou e entusiasmou Michel Foulcault. Noutro desenho, uma mulher nua estava amarrada numa cama enquanto um anão a fornicava; e dos livros que mais gostou de publicar, o “Baphomet” conta a estória do triunfo do anticristo sobre a ordem divina.
Estão a ver como a merda se transmite por via cultural? E pior: a cada geração que passa, o ar torna-se mais pestilento.
1. A utopia radical e o islamismo

A aliança Marx-Maomé
1.1 Existem três realidades ligadas de tal forma entre si que são inseparáveis: o darwinismo (o evolucionismo como filosofia), o ateísmo – que se radica numa visão estritamente evolucionista e materialista do universo, – e o movimento revolucionário mundial, cuja base filosófica se escora na conjugação dos dois primeiros pressupostos.
1.2 Para que possamos compreender o que se passa hoje na política e na sociedade em geral, temos que “rebobinar” a História – pelo menos – até à revolução francesa, embora algumas das ideias do século 19 sejam essenciais para a compreensão do nosso tempo. Quando um político actual adopta um tipo de acção, essa acção tem por base um repositório ideológico que constitui a súmula idiossincrática de (pelo menos) 200 anos de história das ideias. Contudo, essa acção pode ser fruto do inconsciente – quando o discurso é assimilado mecânica e culturalmente e reproduzido nessa condição – como parece ser o discurso de José Sócrates ou de alguns sacerdotes católicos “intelectuais” – ou consciente, quando o discurso é fielmente estereotipado e consentâneo com a linha ideológica que se mantém ao longo de décadas, ou mesmo de séculos (por exemplo, o discurso da “cassete” do partido comunista).
1.3 Por “movimento revolucionário mundial” entende-se o prolixo conjunto de organizações políticas e sociais – incluindo a maçonaria, e mesmo alguns sectores da Igreja Católica em haraquiri – que têm actuado de forma concatenada e muitas vezes aparentemente desconexa, ao longo dos últimos 150 anos – por via da herança cultural e pela transmissão oral geracional – e que têm por objectivo a erradicação dos valores da cultura civilizacional de raiz europeia, e entre os seus valores essenciais, o cristianismo, seguindo assim a velha prescrição defendida por António Gramsci.
1.4 O papel do islamismo nessa acção de devastação cultural na Europa é tolerada pelos movimentos revolucionários – ou pelo menos, pelas elites mais conscientes desses movimentos. Isto pode parecer um pouco contraditório com o ateísmo primordial dos utopistas radicais, mas tudo se processa como se um indivíduo que não gosta de pessoas de etnia cigana, contratasse um cigano para dar uma sova a um vizinho que o incomoda. O islamismo e a islamização da Europa assumem uma função desagregadora da cultura europeia e do cristianismo (é preciso “baralhar as cartas para as tornar a dar”), e essa acção de destruição da predominância dos valores cristãos é vista com bons olhos pelo conjunto dos movimentos revolucionários – que não pertencem só já à tradicional Esquerda, mas também aos movimentos de libertários de Direita Neoliberal – não só por uma questão de oposição em determinados valores que o islamismo propõe em relação ao cristianismo (por exemplo, a posição ideológica do islamismo no que respeita ao exercício da violência), mas porque sendo o islamismo intolerante e defensor da violência em determinadas situações, serve como um bom exemplo para a denúncia generalizante do papel das religiões na sociedade.
1.5 A convicção revolucionária é a de que se deve lidar com um “mal” de cada vez, numa escala de prioridades, e a prioridade actual é a eliminação cultural do cristianismo, tendo em consideração que este é muito mais “perigoso” que o islamismo porque se desenvolveu em paralelo com o pensamento filosófico ocidental e assimilando valores da filosofia clássica até ao pensamento contemporâneo (teologia), sendo que o tratamento a dar ao islamismo medievo na Europa do futuro – depois de aniquilados os valores cristãos na sociedade – seguirá uma receita mais radical, totalitária, violenta e brutal. Resolver um “problema” de cada vez, começando pelo mais difícil e delicado, é a estratégia dos utopistas.
Estamos aqui, de facto, no campo da utopia, e o nosso destino colectivo parece estar entregue a uma plêiade de loucos que se pautam por uma visão utópica, e por isso, intangível e inatingível, da realidade.
(continua)

Se lermos o texto, podemos verificar onde Schopenhauer foi buscar a essência da sua filosofia: ao budismo. Há alguma coisa de verdade — na minha perspectiva — nas 4 verdades, mas noutros conceitos, a Razão que a Parapsicologia introduziu levanta algumas objecções. Sobre isso, escreverei aqui.

Com Sócrates e o seu Ministro-traidor “iberista confesso” que segundo a nossa lei penal, deveria estar atrás das grades, não admira que imagens destas aconteçam: na cerimónia de consagração da vitória de Álvaro Parente no circuito da Catalunha do GP2, colocaram um pano cosido vermelho e verde para simbolizar a bandeira portuguesa; devem ter juntado dois pedaços do pano da mesa de bilhar e da toalha do “bridge” lá do sítio, para fazerem deles a bandeira portuguesa.
Em coisas destas, não falam os nossos me(r)dia — não vá chatearem o iberista-mor e sofrerem pressões do lobby instalado.
(Via)

Agora que já passaram as festas do 25 de Abril, queria dedicar este post às centenas de milhares de seres humanos anónimos, que sofreram morte violenta e decrepitude em Angola e Moçambique para que uma elite em Portugal pudesse proclamar “a liberdade sem mácula e sem derramamento de sangue”. Às vítimas mortais das guerras fratricidas e da fome em Angola e em Moçambique, às centenas de milhares de deslocados que fugiam da guerra civil nas duas ex-colónias, que sofreram na pele a irresponsabilidade política de um punhado de iluminados que hoje aparece nas pantalhas proclamando a sua heroicidade – é dessa gente anónima que me lembro sempre que passa um 25 de Abril.
Não me venham dizer que a descolonização não poderia ter sido realizada de outra maneira, porque existem sempre várias maneiras de se fazerem as coisas. E não nos podemos esquecer de que morreu muito mais gente assassinada em Angola e Moçambique nas duas décadas que se seguiram às independências irresponsavelmente garantidas pela elite “revolucionária” de Lisboa, do que durante os 500 anos de colonização portuguesa. Que a consciência lhes pese — e a terra que os cobrir também.

Europeu, me dizem.
Eivam-me de literatura e doutrina
europeias
e europeu me chamam.
Não sei se o que escrevo tem raiz em algum
pensamento europeu.
É provável … Não. É certo,
mas africano sou.
Pulsa-me o coração ao ritmo dolente
desta luz e deste quebranto.
Trago no sangue uma amplidão
de coordenadas geográficas e mar Índico.
Rosas não me dizem nada,
caso-me mais à agrura das micaias
e ao silêncio longo e roxo das tardes
com gritos de aves estranhas.
Chamais-me europeu? Pronto, calo-me.
Mas dentro de mim há savanas de aridez
e planuras sem fim
com longos rios langues e sinuosos,
uma fita de fumo vertical,
um negro e uma viola estalando.
Rui Knopfli (”Naturalidade”)
Tem acontecido recentemente fenómenos que se pretendem assumir como “culturais” e representativos da “Arte” moderna, como a de um “artista” sul-americano que deixou morrer um cão à fome e sede numa bienal de arte, e mais recentemente a de um alemão que considera como sendo arte moderna colocar um idoso moribundo numa sala de exposições juntamente com as outras de peças de arte. Este tipo de tendência “artística” pode ter duas leituras:
§ A segunda hipótese será a de um hiper-realismo artístico de apelo a determinadas ideologias de um heretismo histriónico hodierno, que se manifestam no sentido da decisão da vida e da morte humana ao nível da ideia do “Homem que quer ser Deus”, citando Sartre. Sendo assim, o caso assume contornos mais graves, sob o ponto de vista ético.
«Una ONG que enseña sexo seguro, y recibe una subvención de 359.000 euros del Ministerio de Sanidad, dedica una de sus guías –titulada “Esta guía va de culo”– al uso del “culo” como objeto de placer en el sexo entre gays. Lo cuenta este viernes ABC, que describe, entre otras prácticas recomendadas por el folleto, la de meterse drogas por el ano para dilatarlo y relajarlo, o la del “scat”, consistente en “embadurnar de mierda a alguien o jugar con ella”.»

Toxic Waste
(Libertad Digital) El folleto se titula “Esta guía va de culo” y promete, en su portada: “Domina los culos, descubre sus secretos y aprende a mantenerlo a tono”. Va dirigida, preferentemente, a gays y ha sido editada por la ONG Stop Sida. Coordinadora Gay-Lesbiana, con sede en Barcelona, que, según el diario ABC, ha recibido este año 359.000 euros del Ministerio de Sanidad y Consumo para programas de “prevención y control del VIH-Sida”.
La guía es un compendio de prácticas supuestamente seguras en el uso del culo en el sexo. Al tratar sobre la relación de las drogas con el sexo, la guía “Domina los culos” presume efectos beneficiosos en ciertas formas de consumo de drogas como el popper, el éxtasis o la cocaína.