Divórcio “com pressa”
Andei a matutar sobre por que razão o Bloco de Esquerda sugere legislação para o “casamento” gay ao mesmo tempo que propõe uma lei que possibilitaria o divórcio a pedido e à la minute. Parece uma contradição, mas de facto, não é: o inimigo fidagal do BE é a instituição do casamento, e tudo o que sirva para a destruir é bem-vindo.
A legalização do “casamento” gay — e a consequente adopção de crianças por duplas de gays — transforma o casamento em tudo e mais alguma coisa; por isso, o BE apoia. O “divórcio expresso” desmembra famílias sem o tempo necessário de reflexão: por isso, o BE apoia.
O problema do Bloco de Esquerda é que o casamento “serve os interesses da propriedade privada”, e segundo a cartilha marxista, é “a propriedade privada que cria a dependência dos filhos em relação aos pais” e “a dependência da mulher em relação ao homem” — o que me parece é que existem mais homens dependentes das mulheres do que o contrário.
Já agora: quando é que o Bloco de Esquerda “sai do armário” e propõe a legalização da pedofilia?
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