perspectivas

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

A nova “arte” niilista

Arquivado como: cultura — O. Braga @ 5:55 pm
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arte_niilista.jpg

A nova esquerda niilista, que evoluiu a partir da Utopia Negativa marxista-cultural, manifesta-se também por meio de Guillermo Vargas Habacuc, um “artista” da Costa Rica que amarrou um cão abandonado no interior da Bienal Centro-americana de Arte, deixando-o morrer à fome e sede, e chamando a isto a “arte do futuro”.

Habuc pretende repetir a “obra-de-arte” na Bienal de 2008, e por isso, criou-se um movimento de opinião pública contra esta selvajaria.

Ver outras imagens da “obra-de-arte” moribunda:


http://img505.imageshack.us/img505/1990/dscn8139vk6.jpg

http://img339.imageshack.us/img339/5848/dscn8146pu4.jpg
http://img259.imageshack.us/img259/5720/dscn8153yv8.jpg
http://img218.imageshack.us/img218/7240/navitividad1cq9.jpg
http://img218.imageshack.us/img218/7937/navitividad4so6.jpg
http://img218.imageshack.us/img218/5895/perritoho5.jpg

Adenda ( 3/6/2008 )

Depois de ler este postal, ocorreu-me o seguinte:

    1.O postal começa com a seguinte frase:

    “Hello everyone. My name is Guillermo Habacuc Vargas. I am 50 years old and an artist.” — Habacuc fala na 1ª pessoa, naturalmente: “O meu nome é Habacuc”. Certo?

    Mais adiante, Habacuc decide, por alta recreação e insultando a nossa inteligência, falar na terceira pessoa (ele) do pretérito perfeito:

    Habacuc said his work was a homage to Natividad Canda, a Nicaraguan who died after being attacked by two rottweiler dogs in a workshop in Cartago.

    Em resumo: Habacuc começou com um “eu”, e depois deu-lhe na carambola e passou a tratar-se pessoalmente por “ele”…

    2.O simples facto — a ser verdade a desculpa esfarrapada revelada por este postal — de o cão estar moribundo, não justifica a sua exposição sem comida nem bebida, e o facto reconhecido pelo Habacuc — que se trata a si próprio simultaneamente como “eu” e “ele” — é o de que o cão não foi alimentado e passou sede, e por acaso ou não, morreu no dia seguinte.

    3.Por muitos cães que andem abandonados, pegar num deles e colocar numa exposição — um dia que seja — à sede e à fome não é acção que possamos classificar de dignificante.

E pronto: face ao “coitadismo”, que tal o “inteligentismo”?

Domingo, 30 de Março de 2008

Ainda sobre o “divórcio simplex”

Arquivado como: Sociedade, cultura — O. Braga @ 10:34 pm
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Vale a pena ler este post.

Um dos muitos absurdos do Acordo Ortográfico

Arquivado como: Portugal, cultura — O. Braga @ 10:13 pm
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Português corrente:

Eu pélo (verbo pelar) o pêlo da cara pelo prazer de uma face limpa.

A mesma frase depois do Acordo Ortográfico:


Eu pelo o pelo da cara pelo prazer de uma face limpa.

Que me perdoem os brasileiros, mas destí lado dji cá, não si escrevi assim.

Sábado, 29 de Março de 2008

O Islão e o Ocidente

Arquivado como: Islamismo — O. Braga @ 11:49 pm

“No Corão, a obra e as palavras de Maomé são incompatíveis com os valores do Ocidente”Magdi Cristiano Allam, apóstata islâmico recentemente convertido ao catolicismo.

Contudo, pela primeira vez na História, os islamitas suplantaram, em número, os católicos.

Será que os “valores ocidentais” sempre foram os mesmos, ou será que os valores ocidentais são os que Sam Harris adopta?

Uma coisa é certíssima: o Islão é a “causa” preferida pelo Novo Ateísmo para atacar as religiões em geral; atacam a forma, porque não podem atacar a essência. Existir uma religião que “se põe a jeito” desta maneira, incomoda-me.

Bom fim-de-semana

Arquivado como: Geral — O. Braga @ 11:09 pm

«Os homens entregam a alma, como as prostitutas o corpo, por zonas sucessivas e bem defendidas»André Maurois

Por vezes, convenço-me que a luta contra o estatuto de “besta humana” é tempo perdido.

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Acordo ortográfico da língua portuguesa

Arquivado como: Portugal, cultura — O. Braga @ 6:59 pm
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Estou contra. Não há acordo ortográfico que altere a forma como uma comunidade se expressa. Sou sim a favor de várias normas ortográficas: de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, da Galiza, todas elas respeitando uma espinha dorsal da língua. Este Acordo Ortográfico afastará a Galiza da comunidade lusófona, e sob o ponto de vista político, não serve a ninguém — nem ao Brasil.

Naturalmente que sou contra.

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Quinta-Feira, 27 de Março de 2008

Fitna

Arquivado como: Islamismo, cultura — O. Braga @ 10:30 pm
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O filme “Fitna”, (ver Wikipedia) já está online.

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Divórcio “com pressa”

Andei a matutar sobre por que razão o Bloco de Esquerda sugere legislação para o “casamento” gay ao mesmo tempo que propõe uma lei que possibilitaria o divórcio a pedido e à la minute. Parece uma contradição, mas de facto, não é: o inimigo fidagal do BE é a instituição do casamento, e tudo o que sirva para a destruir é bem-vindo.

A legalização do “casamento” gay — e a consequente adopção de crianças por duplas de gays — transforma o casamento em tudo e mais alguma coisa; por isso, o BE apoia. O “divórcio expresso” desmembra famílias sem o tempo necessário de reflexão: por isso, o BE apoia.

O problema do Bloco de Esquerda é que o casamento “serve os interesses da propriedade privada”, e segundo a cartilha marxista, é “a propriedade privada que cria a dependência dos filhos em relação aos pais” e “a dependência da mulher em relação ao homem” — o que me parece é que existem mais homens dependentes das mulheres do que o contrário.

Já agora: quando é que o Bloco de Esquerda “sai do armário” e propõe a legalização da pedofilia?

Ler: a Utopia Negativa

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Sócrates sobe as expectativas

Arquivado como: josé sócrates — O. Braga @ 9:18 pm
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O governo de José Sócrates baixou o IVA em 1%, quando o tinha subido em 2% em 2005, por causa do famigerado défice. Ao contrário de Scolari, Sócrates sobe as expectativas: antes das eleições em 2009, baixará o IVA em 1% que faltava baixar agora.

Scolari baixa as expectativas

Arquivado como: Futebol — O. Braga @ 8:57 pm

Se há coisa que detesto em Scolari é aquela sua capacidade de gestão política da sua imagem. Um treinador deve preocupar-se com o futebol, e não com o seu marketing pessoal.

A equipa que Scolari escolheu para o jogo com a Grécia é uma autêntico baixar de expectativas e de diminuição da pressão sobre a equipa portuguesa para o Euro 2008. Não consigo perceber porque Meira jogou no lugar de Raúl Meireles que ficou no banco, não consigo perceber o que o Nuno Gomes andou a fazer dentro de campo, não consigo perceber porque o João Moutinho não entrou de início, etc.

Scolari conseguiu o que queria: baixar as expectativas dos portugueses, transformando a selecção nacional numa manta de retalhos.

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Terça-feira, 25 de Março de 2008

Dia Internacional da Criança Não-nascida

Arquivado como: aborto — O. Braga @ 6:21 pm
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footprint.jpg Hoje (25 de Março) é o dia internacional da criança não-nascida. Neste dia, vale a pena pensar em estender os direitos humanos e os direitos de cidadania às crianças não-nascidas, o que significa que o destino de uma criança não pode estar sujeito aos eventuais caprichos de uma mulher que não valoriza a maternidade. Deverá a criança não-nascida sofrer em nome da supremacia da mulher?

O facto de uma criança não-nascida ser muito vulnerável, não significa por isso que não faça já parte da espécie humana. A criança não-nascida é uma cidadã de pleno direito, e como tal, deveria ser tratada pela sociedade.

A ideia da mulher como pertencendo a uma classe oprimida deu azo a que lhe fossem reconhecidos direitos que se sobrepõem aos direitos de outros membros da sociedade, incluindo as crianças não-nascidas. A ideia de que o homem pode ser irresponsável em relação à gravidez da mulher, reforçou a ideia de reivindicação de igualdade da mulher nas mesmas circunstâncias, isto é, juntaram-se dois pontos negativos para que daí pudesse surgir algo positivo — o que é um contra-senso. Quando se tem o poder de matar uma criança em gestação, não podemos falar de “igualdade”, mas de tirania.

A verdadeira igualdade será, se Deus quiser, aquela que considera os seres humanos iguais, incluindo as crianças não-nascidas, e que respeitará o individuo na sua singularidade, especialmente no que diz respeito à sua própria existência.

Se o aborto é um direito da mulher, é um direito para matar inocentes. Por isso, é mais um direito feminista que um direito da mulher. A ideologia abortista feminista é uma construção ideológica que não se baseia na realidade, e portanto, não é racional. É antes baseada na ideia de que a criança não-nascida faz parte do corpo da mulher, o que traduz uma noção antiquada, não-científica e obscurantista da realidade.

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Parménides

Arquivado como: Religare — O. Braga @ 5:26 pm
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parmenides.jpg Não foi por acaso que Nietzsche gostava dos filósofos pré-socráticos e detestava os que surgiram com Sócrates: foi a partir de Sócrates que se formatou a filosofia ética que contribuiu para a consolidação do cristianismo como religião de massas. Presume-se mesmo que Platão terá viajado pelo oriente médio e terá tido contacto com filosofias orientais, como a budista, para além de ser seguro que ele terá vivido no Egipto que embora já decadente, mantinha ainda alguma da substância da sua civilização e da sua religião do culto da morte.
Uma das razões por que Nietzsche gostava dos pré-socráticos é que estes terão constituído, de certa maneira, o “despertar dos mágicos” no sentido da iniciação filosófica tal qual era entendida pelos europeus, e eram por isso facilmente passíveis de serem criticados à luz dos conhecimentos que Nietzsche já dispunha na sua época. Existia em Nietzsche uma necessidade de se assumir em superioridade em relação ao que o rodeava – um sentimento de superioridade que revelava um profundo complexo de inferioridade. Esse mesmo sentimento de superioridade impedia-o de admirar os pós-socráticos porque foram estes que introduziram a sistematização da ética e da moral como um elemento decisivo da filosofia europeia, e para Nietzsche, qualquer submissão a uma ética ou moral que não fosse regida por uma dinâmica da lei do mais forte, constituía um sinal de fraqueza humana inaceitável.
Eu considero que Nietzsche (mera opinião pessoal) terá sido não só o pai do ateísmo filosófico moderno, como o verdadeiro precursor do materialismo filosófico antropocêntrico que irradiou mais tarde para o marxismo, existencialismo e neoliberalismo. Antes dele, Voltaire ou Rousseau eram anti-clericais mas não eram anti-religiosos, e o pai do racionalismo moderno, Descartes, era mesmo um devoto cristão.
(mais…)

Segunda-feira, 24 de Março de 2008

O “Status”

Arquivado como: Blogosfera — O. Braga @ 5:45 pm

blogosfera.jpg

Concordo com esta análise, por muito que me custe (por vezes, concordar, custa muito). Mas existe uma razão que é transversal à sociedade portuguesa: o “status”. Só consegues “status” se andares a meter a cabeça no cu dos outros.

Não interessam as ideias; as ideias não dão “status”; as ideias são próprias dos idiotas. “Status” é diferente, é independente das ideias; não interessa o que se escreve e como se escreve, mas quem escreve. Por isso, os blogues anónimos são amaldiçoados pelo “status lovers”.

Via

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

O ensino português a nu

Arquivado como: educação — O. Braga @ 5:18 pm

Esta professora deveria receber uma menção honrosa, pela paciência que teve. Se fosse eu o professor, a aluna levaria uma boa estalada — coisa que os pais dela não souberam dar — mesmo sabendo que levaria um processo disciplinar a seguir.

Quem ameaça o ser humano?


«O partido comunista não pode ser neutral em relação à religião, porque a religião é algo que se opõe à ciência.»
– José Estaline, ditador sanguinário

Um dos argumentos ateístas contra o cristianismo foi o caso da pretensa proibição do papa Urbano VIII na publicação dos escritos de Galileu sobre o heliocentrismo. Oito anos antes de Galileu, Copérnico – que era um clérigo católico – publicava a mesma teoria sem nenhuma oposição da Igreja de Roma. A razão porque Galileu caiu nas más graças do Papa prendeu-se com uma publicação anterior, na qual deliberadamente caricaturou a figura do Papa. O pretenso “problema” da Igreja Católica com Galileu não tinha nada a ver com a teoria heliocêntrica , mas constituiu um problema pessoal entre o Papa Urbano VIII e Galileu.

Adenda: nem de propósito, ver este post.
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