perspectivas

Sábado, 9 Fevereiro 2008

Zeitgeist 3 (e último)

As teorias da conspiração são legítimas desde que existam indícios minimamente credíveis que coloquem a teoria da conspiração num patamar racional.
Dou um exemplo: quando dizemos que a maçonaria esteve por detrás dos grandes conflitos mundiais desde há 200 anos a esta parte, trata-se de uma teoria da conspiração, porque não podemos fazer prova desta alegação; mas a verdade é que podemos provar que a esmagadora maioria dos presidentes americanos pertenceram à maçonaria, inluindo o Harry Truman que mandou lançar as bombas nucleares sobre o Japão. Portanto, não existindo provas de que a maçonaria esteve por detrás das grandes guerras mundiais, podemos contudo afirmar que os grandes vultos da política mundial desde há 200 anos eram maçons, e concluir daqui que seria legítima a ilacção de que a maçonaria pudesse estar por detrás desses conflitos. Compreendido?

O que não podemos dizer é que o próprio governo americano mandou as torres gémeas abaixo e que os aviões que embateram nas torres gémeas não existiram; ou se existiram, não podemos dizer que os islamitas que pilotaram os aviões não existiram. Quando a teoria da conspiração ignora factos básicos, passa a ser uma idiotice. Compreendido?

Em segundo lugar, e sobre a referência do Zeitgeist ao cristianismo, já estou cansado de dizer que o cristianismo adoptou muitos rituais do paganismo pré-cristão, e seria prolixo enumerar aqui os rituais adoptados. Porém, o facto de o cristianismo ter adoptado muitos rituais pagãos não retira nada ao valor da mensagem de Jesus Cristo, e quem não vê isto não está a usar a sua inteligência. Quando matamos o mensageiro porque não gostamos da mensagem, não significa que a mensagem não tenha existido. Compreendido?

Quanto à economia mundial e à visão marxista do Zeitgeist, estamos conversados; ainda estou à espera que apareça um país marxista que tenha mais respeito pela cidadania do que os países capitalistas. Quando isso acontecer, darei mais atenção ao Zeitgeist.

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8 Comentários »

  1. Olá

    Desculpe a invasão, vim aqui para desfazer qualquer mal-entendido. O fato de haver discordado de suas opiniões não implica, necessariamente que eu esteja certa e você errado ou o inverso.

    Limitei-me a rebater os argumentos e Só.
    E só deixei um link com sua página pq, citando seu texto, deixar de fazê-lo seria desonestidade, posto que impossibilitaria vc de refutar o que eu escrevi.

    Não desejo antagonismos de nenhuma direção.

    Abraços!
    :)

    Comentário por fatima — Sábado, 9 Fevereiro 2008 @ 4:10 pm

  2. A manipulação da opinião usando a boa-fé e os bons princípios das pessoas provoca asco. Descobri este site onde se diz alguma verdade. Mas estará, de alguma forma comprometido com a corrente Zeitgeist?

    http://www.signoraggio.com

    Comentário por Henrique — Domingo, 10 Fevereiro 2008 @ 11:16 am

  3. Confesso que tenho extrema dificuldade em ler italiano. Não percebi metade do que está no site.

    Comentário por Orlando — Segunda-feira, 11 Fevereiro 2008 @ 9:47 am

  4. Zeitgeist Refuted,
    http://video.google.com/videoplay?docid=7572663630528394775

    Como o filme que diz ser jesus uma conspiração e nao tem autor de quem tenha feito o filme.

    No refutado ja podemos mostrar a cara de quem nao precisa ter medo de mostrar as ideias.

    É o mais interessante de tudo isso é que depois de mais de 2000 anos, um favelado que nao tinha obras pintadas nem era rei para seu proprio povo, nunca desapareceu como os antigos deuses e reinados.

    Isso que devemos pensar, porque esta perseguição sobre jesus a mais de 2000 anos.

    Comentário por Rafael Nakel — Quinta-feira, 17 Abril 2008 @ 7:31 pm

  5. A “perseguição” a Jesus Cristo sempre foi uma das formas da igreja manter o poder,assim como nos fazer acreditar num “pecado original” para não termos escapatoria,por mais inocente sempre há o pecado…
    A velha politica de culpa e medo…
    O valor da mensagem pode ser talvez não invalidada mas fica complicado crer numa mensagem que pregada como unica e original sendo que não é…
    Então basta crer nos ensinamentos e filosofias
    originais sem necessariamente seguir uma que usa doutrinas de outras exsitentes como se fossem suas…
    Quanto ao “mensageiro” a mensagem pode até ter existido,mas não quer dizer que a mensagem fosse realmente sua ou que chegou até até nós na sua forma original,sem as famosas manipulações…
    E quem ” não está a usar a inteligencia” é quem prefere mitos para resolver seus proprios problemas…
    Quem acredita sem questionar ou questiona para se esconder

    Comentário por eu — Segunda-feira, 4 Maio 2009 @ 2:44 pm

  6. Caro “eu” :

    “A “perseguição” a Jesus Cristo sempre foi uma das formas da igreja manter o poder,assim como nos fazer acreditar num “pecado original” para não termos escapatoria, por mais inocente sempre há o pecado…”

    A geração a que Vc pertence é a “geração canguru” que nunca tem pecado nem culpa, porque a culpa é sempre e invariavelmente dos outros. Quem tem uma obsessão com a “culpa” e com o pecado é Vc, e depois acusa os outros dessa obsessão.


    “A velha politica de culpa e medo…”

    A política da culpa e medo é a que Vcs (a esquerda) defendem hoje, quando pretendem aterrorizar o povo com o “aquecimento global” que afinal já não existe e se transformou em “mudanças climáticas”, com a manipulação dos me®dia que de uma forma sensacionalista e de forma a aterrorizar o povo quando transforma a gripe suína na gripe espanhola de 1918, etc. A política da culpa e do medo é a vossa. Vcs precisam do medo geral para ganhar o poder, tal como Hitler e Bush fizeram.


    “O valor da mensagem pode ser talvez não invalidada mas fica complicado crer numa mensagem que pregada como unica e original sendo que não é…
    Então basta crer nos ensinamentos e filosofias”

    Quando Vc não crê em “ensinamentos e filosofias”, Vc está exactamente a crer em “ensinamentos e filosofias”. A diferença é o grau de credibilidade que os diferentes “ensinamentos e filosofias” podem ter.


    “Quanto ao “mensageiro” a mensagem pode até ter existido,mas não quer dizer que a mensagem fosse realmente sua ou que chegou até até nós na sua forma original,sem as famosas manipulações…”

    Existem Evangelhos apócrifos que foram descobertos há bem pouco tempo ― como o evangelho de Judas, descoberto no Egipto há 4 ou 5 anos atrás ― que corroboram no essencial os quatro Evangelhos oficiais do Cristianismo. O problema das pessoas é que dão opinião sem ter a preocupação de se fundamentar convenientemente.


    “E quem ” não está a usar a inteligencia” é quem prefere mitos para resolver seus proprios problemas…”

    Quem defende que a crença dos outros é um mito, baseia a sua própria crença na ideia que está isento de mitos. O pior mito de todos é aquele que actua de forma inconsciente e que se superioriza ao mito dos outros.

    Comentário por O. Braga — Terça-feira, 5 Maio 2009 @ 5:23 am

  7. Cristo, se existiu, não era cristão. Marx não era marxista. Há teorias e há conspirações. As teorias podem ser comprovadas ou desacreditadas. Fato: conspiradores não assinam documentos a fim de que suas vilezas sejam comprovadas. Teoria de conspiração é uma palavra de falsa inteligência, amplamente difundida para ridicularizar pensamentos e pessoas, matando-as moralmente.

    Lamento que o Muro de Berlim não lhes tenha ensinado nada. O maior muro ainda habita em suas consciências. Em séculos ainda não nos libertamos do bárbaro, do mentiroso, do pior que existe em nossas atitudes, sempre dispostos a reproduzir modelos de dominação e de segregação.

    Comentário por Luis — Sábado, 12 Dezembro 2009 @ 5:27 pm

  8. @ Luís :

    Depois dos muitos documentos comprovativos― incluindo os documentos dos Evangelhos segundo Judas descobertos muito recentemente no Egipto ― da existência histórica de Cristo, não é possível negar a existência de um Jesus histórico, a não ser da parte de uma pessoa de má-fé ou de um mentecapto.

    http://espectivas.wordpress.com/2008/07/31/jesus-existiu/

    Cristo foi o primeiro cristão, e a afirmação de que Cristo não era cristão é um estereótipo politicamente correcto, marxista cultural. Segundo o princípio de identidade (A=A), Cristo não poderia ser outra coisa senão igual a si mesmo, e nesse sentido seria o único cristão que alguma vez existiu, porque todas as outras pessoas se limitaram a utilizar a Sua identidade como um paradigma. Seria mais correcto dizer que “eu sou um seguidor do cristianismo, e portanto, de Cristo”, em vez de dizer que “eu sou cristão” . Assim, o único verdadeiro cristão que sempre existiu foi Cristo, assim como o único e verdadeiro marxista que existiu foi Karl Marx. Porém, quando eu digo que “sou cristão”, ou digo que alguém é “marxista”, faço-o (como toda a gente faz) por uma questão de facilitação da linguagem e expressão de conceitos.

    Não é possível que você considere implicitamente que pode existir uma teoria da conspiração em torno da existência do Jesus histórico (quando você coloca a hipótese de Ele nunca ter existido), e depois venha dizer que a teoria da conspiração é uma “palavra de falsa inteligência”. Você tem que ter cuidado com as suas próprias contradições.

    O muro de Berlim não ensinou nada à esquerda marxista cultural, porque o gnosticismo é uma corruptela da religião que prevalece na mente revolucionária.

    http://espectivas.wordpress.com/a-mente-revolucionaria/

    A ideia de que é possível construir um paraíso na terra e eliminar todas as formas de dominação e de segregação, ou é a manifestação de uma doença mental, ou é ela mesma parte de uma estratégia ideológica e cultural de dominação antidemocrática e neomarxista. As desigualdades sempre existirão neste mundo; quem diz o contrário ou precisa de ir imediatamente ao psiquiatra, ou utiliza a mentira e a falácia para a concentração de poder antidemocrático.

    Comentário por O. Braga — Sábado, 12 Dezembro 2009 @ 6:33 pm


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