perspectivas

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

A ler

Arquivado como: Blogosfera, Política, Portugal — O. Braga @ 7:08 pm
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Zapatero: “o aborto voluntário é um acto médico”

Arquivado como: aborto, josé sócrates — O. Braga @ 12:00 pm
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Os socialistas espanhóis, chefiados pelo sinistro Zapatero, preparam-se para regular a consciência dos médicos que pedem objecção de consciência em práticas abortivas, introduzindo na legislação a ideia de que o aborto voluntário é um acto médico como outro qualquer, fazendo assim com que os médicos que se recusem à prática do aborto sejam penalizados.

Este é o exemplo que Sócrates quer seguir: um sistema de regulação da consciência dos cidadãos; uma ditadura politicamente correcta.

Penso eu de que…

Arquivado como: Política — O. Braga @ 11:51 am
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…ou é da minha vista, ou o actual PSD é uma confusão que tende para um saco de gatos.

E o DN paga!

Arquivado como: ética — O. Braga @ 10:42 am
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Nascimento de Vénus — Botticelli (1485)

Sei que não devia falar nisto, “que será dar demasiada importância a quem não a merece”, mas não resisto. Leiam este artigo da Fernanda Câncio no DN e digam-me se faz algum sentido. Senão vejamos (vamos ao fisking):

1. Critica a FC o facto do Metro de Londres ter retirado uma reprodução de uma pintura de Lucas Cranach de um dos murais de uma estação. Eu concordo, neste particular, com a FC, nomeadamente porque a reprodução do nu faz parte da pintura europeia renascentista, e não podemos esquecer que a cultura da Renascença — nomeadamente, a do renascimento italiano — foi apadrinhada por altos dignitários da Igreja Católica. A partir de finais da Idade Média, a tradição cristã conviveu razoavelmente com a estética do nu, e o cristianismo tem o condão de ser a religião que mais coaduna a ética com a estética — ao contrário do judaísmo, que sacrificou a estética em nome da moral, ou do islamismo, que sacrificou ambas as coisas.

2. Em seguida, a FC confunde a educação sexual do nu implícito no sexo explícito que defende para as crianças de 6 ou 7 anos (que não tem nada a ver com a estética expressa numa pintura renascentista de um nu) com a estética do nu renascentista, quando a educação sexual para essa faixa etária deve ser mais simbolista do que explícita, por razões óbvias.

3. Depois, a FC coloca no mesmo nível de juízo este caso de censura social de manifestação pública de sado-masoquismo com a censura da exposição do quadro de Lucas Cranach, como se fossem ambos os casos passíveis de serem ajuizados à luz dos mesmos critérios.

Ou a FC não se sabe expressar, ou foi isto que entendi. E o DN paga.

Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Study Case

Um dos argumentos — senão O Argumento — utilizado pelos activistas políticos pró-gay (homófilos) quando reivindicam o “casamento” gay (com a consequente e inexorável adopção de crianças), é o de que existe um relacionamento entre duas pessoas adultas e idóneas que pagam impostos. Naturalmente que o estatuto de “casados” permitiria, por exemplo, um beijo em público entre dois gays num restaurante. Certo? Ou até actos de intimidade mais relevantes em público. Got the picture?


Posto isto, gostaria de colocar à vossa consideração este caso:

masoch.jpg

Um jovem casal protestou contra o facto de não ter sido autorizado a entrar num autocarro porque o motorista achou escabroso o facto de ela se apresentar com uma coleira ao pescoço e com o seu namorado a segurar a trela.

Conforme se pode ler aqui, há quem defenda que cada um deve ter a liberdade de fazer o que quiser com o seu corpo, e portanto, o casal deveria ser autorizado a entrar no autocarro com coleira e trela.

Imaginemos que este casal sado-masoquista estava em amena cavaqueira num restaurante, ela atrelada a ele naquela cumplicidade característica dos amantes, e que num momento de carinho extremoso, o namorado desatava à estalada e ao pontapé à sua amada. Será que alguém teria a legitimidade moral e ética para intervir impedindo assim o direito à liberdade que existe entre dois adultos idóneos que pagam os seus impostos, e o direito reclamado de cada um fazer do seu corpo o que quiser? Se calhar, o melhor seria deixar que ela se comprazesse com as chibatadas em público, porque poderia dar-se o caso de que, para além de masoquista, ela fosse exibicionista, e naturalmente que não temos o direito de impedir a felicidade dos outros.

O que está aqui em causa é a liberdade de cada um de nós, independentemente do que os outros pensam. Não é verdade? Eu acho muito bem: ou há moralidade, ou comem todos. O que é que Vc pensa desta minha opinião?

Exercício sobre a opinião da ministra, à luz de Hume e de Kant

Enunciado

No último programa dos Prós + Contras na TV, a ministra da educação respondeu a uma crítica de uma professora que sustentava a ideia de que a gestão da educação tem sido sistematicamente entregue a ministros que não têm conhecimento directo da área educativa. A ministra ripostou com o argumento que não é necessário que uma pessoa tenha conhecimentos específicos sobre uma determinada área para ser ministeriável. Será verdadeira esta afirmação da ministra?

Observação

Na minha opinião, trata-se de uma inverdade transformada em verdade cultural sagrada pelo tipo de sociedade que temos. Vou recorrer à “Crítica da Razão Pura” de Kant para provar que a ministra não tinha razão na sua afirmação.
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Bem-vindos à nova Idade do Gelo

Arquivado como: ecofascismo — O. Braga @ 3:48 pm
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Forget global warming: Welcome to the new Ice Age. Snow cover over North America and much of Siberia, Mongolia and China is greater than at any time since 1966.

José Sócrates deve andar triste

Arquivado como: aborto — O. Braga @ 3:32 pm
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A coisa parece feia

Arquivado como: Portugal, Sociedade — O. Braga @ 3:06 pm
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Ontem foi um dia negro para mim: fiquei a saber que 1 em cada 5 crianças portuguesas passa fome, e uma reportagem da TVI revelou a vida miserável dos reformados portugueses — exactamente no mesmo dia em que os Bancos apresentaram as suas contas com lucros inauditos. Finalmente, vi a ministra da educação mentir desalmadamente em directo na TV com a maior naturalidade deste mundo. Eu, que nunca fui da esquerda partidária, ando alarmado; Portugal está a transformar-se paulatinamente num país do quarto-mundo.

Há quem critique e desvalorize o relatório da SEDES recentemente publicado, mas os políticos que se cuidem; existem de facto sinais preocupantes na vida nacional. Esperemos até metade do segundo semestre de 2008 (depois das férias) para vermos então se a SEDES tinha ou não razão.

A escola política e ideologicamente manipulada

Arquivado como: Política, Portugal — O. Braga @ 2:19 pm
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Não há legitimidade possível – eleitoral, política, ética, ou outra – que possa sustentar a política da ministra da educação do governo de José Sócrates. O que se está a querer impor como “reforma” é um projecto político de um poder “controleiro” sobre as escolas, que pretende a curto/médio prazo criar condições de aplicação de projectos de engenharia social e manipulação ideológica de todo o sistema educativo. Semelhante a isto, só o sistema educativo do Estado Novo ou a escola cubana.

A monstruosidade política revela-se nos passos meticulosos que a ministra da educação (ou alguém por ela) traçou para esta “reforma” da educação: descredibilização dos professores perante a opinião pública, criação de um “numerus clausus” na progressão da carreira que dá origem a uma elite de professores decorrente de um nepotismo político institucionalizado, gestão escolar ideologicamente telecomandada a partir da Cinco de Outubro tendo como meta uma série de engenharias sociais abjectas que terão como alvo as nossas crianças. Todas estas medidas estão concatenadas e fazem parte de um projecto de manipulação ideológica do sistema de ensino.

Não se engane quem pense que a “reforma” da ministra é meramente economicista ou que se pretende candidamente a avaliação dos professores, que são, de resto, os que mais interesse têm numa avaliação séria e racional. Existe antes uma agenda política controleira de um totalitarismo soft por parte dos interesses e lobbies políticos que estão por detrás (literalmente) de José Sócrates.
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

A não-matéria, segundo Kant (2)

Arquivado como: Religare — O. Braga @ 10:19 am
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Eis como Kant nos revelou o conceito de Big Bang, 300 anos antes Stephen Hawking:


1. “A matéria enche um espaço, não pela sua simples existência, mas em virtude de uma força motriz particular.”
2. “A matéria enche os seus espaços graças às forças repulsivas de todas as suas partes, isto é, graças a uma força de expansão que lhe é peculiar, a qual tem um grau determinado, e para além do qual se podem pensar, até ao infinito, graus mais pequenos ou maiores.”

Já vimos o conceito kantiano de que “a matéria é o que é móvel no espaço”. No teorema expresso no ponto 1., Kant percebeu que existe uma força motriz que é causa do movimento da matéria. E que força motriz é essa?

Se o movimento é a penetração (1) de uma matéria no espaço e numa determinada direcção, a resistência a esse movimento é causada pelo movimento de outras matérias (incluindo o espaço relativo) na direcção oposta.

Segundo o teorema do ponto 2., “a força de atracção é a força motriz pela qual uma matéria pode ser a causa de que outras se aproximem dela”, e “a força de repulsão é aquela pela qual uma matéria pode ser a causa de que outras se afastem dela”.
Portanto, uma matéria enche um espaço devido a uma força motriz repulsiva – que ocorre em todas as partes dessa matéria – que se opõe à invasão de outras matérias (em que se inclui o próprio espaço relativo, que tendo movimento próprio, é também matéria), isto é, essa força motriz é uma força de expansão. Temos pois que a matéria enche o seu espaço graças a uma “força de expansão que lhe é peculiar”.

Kant concluiu assim, em pleno século 18, que o universo se expande a uma velocidade constante:
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Blogosfera, hoje

Arquivado como: Blogosfera — O. Braga @ 10:07 am

FC Porto pode encomendar as faixas de campeão

Arquivado como: FCP — O. Braga @ 9:45 am
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Tenho andado muito calado em relação ao campeonato de futebol, para não ferir susceptibilidades de pessoas que por aqui passem, mas já não aguento mais: 15 pontos em avanço em relação ao SLB e 17 pontos a mais do que o Sporting, dão que pensar!

A conclusão que tiro é que este FCP não é equipa para o campeonato português; terá chegado a hora de Pinto da Costa — apesar do Apito Dourado e da Maria José Morgado — inscrever o seu clube na Liga Espanhola … :smile: Bater em mortos não dá pica!

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Boriska

Arquivado como: Religare — O. Braga @ 4:52 pm
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Façam uma pesquisa na Internet com a palavra Boriska. Não é surpresa que existam crianças que se lembrem de vidas passadas; a surpresa é que — finalmente — estes casos venham a público.

Naturalmente que a especulação obscurantista e a ciência do “empirismo-determinista-que-já-não-existe” inventam as mais fantasiosas histórias sobre Boriska, quando a história do menino é simples: acontece que ele tem reminiscências de vidas passadas, e essas reminiscências só coexistem em situações de personalidades espirituais com um alto grau de evolução cósmica.

A ler:
http://english.pravda.ru/science/19/94/377/12257_Martian.html
http://english.pravda.ru/science/19/94/378/16387_Boriska.html
http://www.projectcamelot.org/boriska.html

Bom fim-de-semana.

A não-matéria segundo Kant

Arquivado como: Religare — O. Braga @ 3:54 pm
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“A matéria é o que é móvel no espaço”
- Immanuel Kant (Princípios Metafísicos da Ciência da Natureza)

Não sei como foi possível que o século 18 produzisse um espírito como o de Kant. Newton estudou Kant antes de publicar as suas leis; Kant foi o primeiro professor de antropologia que uma universidade alguma vez conheceu; Einstein não poderia ter elaborado a sua teoria da relatividade sem ter em consideração a visão de Kant sobre a matéria, o espaço, o tempo e o universo.


Se a matéria é móvel no espaço, sendo o espaço, ele próprio, móvel, o espaço móvel faz parte da matéria, o que significa que não existe um só espaço (porque sendo o espaço, móvel, pressupõe um segundo espaço mais alargado, no qual o primeiro espaço se pode tornar móvel), mas espaços sucessivos que se englobam — ou abarcam — uns aos outros, presumivelmente até ao infinito. Kant chama a estes espaços materiais, de espaços relativos.

Metaforizando:assim como o vinho em fermentação dentro de uma pipa — que se desloca sobre um camião — está em movimento, o movimento do vinho e da pipa são diferentes, porque o vinho tem um movimento interno relativo à sua fermentação, que a pipa não tem. O vinho e a pipa são espaços diferentes com tipos de mobilidade diferentes.

Contudo, existe o espaço no qual o movimento é pensado, o espaço exterior a todos os espaços móveis e materiais, sem o qual estes últimos não poderiam existir com movimento e como parte da matéria. A este espaço último, Kant chama de espaço puro, ou espaço absoluto, imóvel, e portanto, não-material.

(voltarei ao tema)

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