Esta polémica só tem interesse para elucidar o cidadão incauto que está a ser intoxicado ideologicamente por gente que pretende deturpar a História (descontrucionismo politicamente correcto).
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1) O paganismo ariano não só existiu historicamente e foi utilizado por Hitler, como não pode nem deve ser confundido com o Arianismo do teólogo Arius, que viveu já depois de Cristo. O que me parece é que se faz essa confusão. O próprio símbolo do nazismo tem origem no paganismo ariano. Façam-me o favor de não negar a História e os factos, porque de outro modo não adianta “conversar”.
2) Meu caro, os “pensadores livres” não se dão com o autoritarismo quando não defendem o autoritarismo. Quando os “pensadores livres” defendem o autoritarismo, passam a ser “pensadores livres” que defendem a sua própria liberdade, em detrimento da liberdade dos outros. Esta coisa de ser “pensador livre” ao mesmo tempo que se proíbe os outros de pensar, tem muito que se lhe diga.
3) Hitler perseguiu gente que incomodava o seu regime, incluindo padres católicos, como Maximilian Kolbe ou pastores luteranos como Dietrich Bonhoeffer. Perseguiu os homossexuais efeminados, porque os homossexuais “machos” de tipo espartano, já foram acarinhados pelo nazismo (ver “pink swastika”).
4) Não há marxista que não seja ateu. É uma condição prévia para se ser marxista, o que não significa que todos os ateus sejam marxistas. A “Liga dos Livres-pensadores Alemães” estava controlada pelos marxistas, e por isso, ateus. A perseguição de Hitler não se direccionava aos ateus por serem ateus, mas aos marxistas que eram — por coincidência ideológica — ateus; o facto de esses ateus da Liga serem perseguidos, foi uma coincidência derivada do facto de serem marxistas, ou melhor, pelo facto de entre os seus membros existirem muitos activistas políticos marxistas. Os ateus não-marxistas membros da Liga “apanharam” por tabela.
Vamos falar verdade: eu não digo que Hitler era ateu, nem que Hitler era areligioso; o que digo é que Hitler não suportava o cristianismo, assim como Nietzsche nunca o suportou.
“The Social Democratic “League of Geman Freethinkers” alone had a membership of 600,000. Almost without exception, the intellectual leaders of Marxist atheism in Germany were Jews, among them being Erich Weinert, Felix Abraham, Dr. Levy-Lenz and others.” – Memórias de Goebbels
O bolchevismo era o verdadeiro pesadelo do nazismo. O ateísmo era um detalhe, uma desculpa politicamente correcta para justificar as perseguições aos marxistas.
5) Perante factos, chama-se de “livro obscuro” à opinião de Hitler sobre o cristianismo. Vamos ser honestos, meu caro. Essa de Hitler acreditar que um judeu como Jesus Cristo era um “combatente ariano”, brada aos céus – não lembra ao diabo. Quando Hitler se aliou ao Islamismo internacional, não foi por acaso: cristãos e judeus estavam no mesmo saco.
6) Sobre as citações do Mein Kampf – que Hitler escreveu na prisão, nos anos vinte: como disse, Hitler serviu-se do cristianismo alemão para subir ao poder, tal qual Tony Blair se tornou católico para assumir as funções de Durão Barroso. Esta é uma comparação que toda a gente entende, e por isso, esta comparação incomoda quem não quer que as pessoas entendam.




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1)Sobre o ‘paganismo ariano’, se usasse os termos correctos eu perceberia que se referia ao paganismo germânico, que para além de alguma simbologia não teve grande influência no regime. A suástica não veio propriamente do paganismo germânico, até era mais comum entre eslavos e nórdicos. Hitler importou-a da Índia, donde importou também o termo ‘ariano’ (a raça que originou europeus e indianos – que na sua boçalidade hitler acreditava serem loiros de olhos azuis). É esta a História, são estes os factos.
2) O movimento dos pensadores livres evoluiu para o que hoje conhecemos como o humanismo secular. É a ideologia mais democrática que existe, muito difícil de conciliar com autoritarismos.
3)Não me diga que dá alguma credibilidade ao “the pink swastika”, esse livro que tenta provar que os homossexuais são a origem de todo o mal no mundo (desde o nazismo a serial killers)… Se sim, envie um exemplar à ILGA e continuem a discussão entre vocês. (E olhe que a homofobia é tipicamente um sinal de homossexualidade reprimida…)
4) Esse excerto revela bem aquilo que disse no meu post. Acredita mesmo que todos os ateus eram marxistas judeus? Hitler e companhia enfiavam tudo no mesmo saco…
5)«Essa de Hitler acreditar que um judeu como Jesus Cristo era um “combatente ariano”, brada aos céus – não lembra ao diabo»
Não lembra ao diabo mas lembrou a Hitler (que não há de andar muito longe):
«My feelings as a Christian points me to my Lord and Savior as a fighter. It points me to the man who once in loneliness, surrounded by a few followers, recognized these Jews for what they were and summoned men to fight against them and who, God’s truth! was greatest not as a sufferer but as a fighter. In boundless love as a Christian and as a man I read through the passage which tells us how the Lord at last rose in His might and seized the scourge to drive out of the Temple the brood of vipers and adders. …Today, after two thousand years, with deepest emotion I recognize more profoundly than ever before the fact that it was for this that He had to shed his blood upon the Cross. …»
- Adolf Hitler, discurso de 12 de Abril de 1922
6) Mas agora é preciso ser católico para ter cargos importantes na Europa? Não estamos na idade média… Será que o facto de a mulher dele ser católica não teve mais influência na decisão?
Comentário por TGF — Segunda-feira, 31 Dezembro 2007 @ 3:06 am
Ainda me irão convencer que Tony Blair, perto dos 60 anos, teve uma “iluminação” e converteu-se ao catolicismo. Trata-se de política, e só política, vinda de uma raposa velha. Eu não acredito em conversões tardias por parte de um político que quer assumir um protagonismo numa Europa com milhões de católicos.
O Paganismo Germânico é diferente do Paganismo Ariano. Não falamos aqui no deus Thor e noutros deuses comuns aos deuses nórdicos. Falamos do paganismo Ariano, conforme explicado no link.
O Humanismo Secular de Sócrates reprime ideias, não só actos. Eu não pertenço à extrema esquerda ou à extrema direita, mas penso que num caso e noutro, a censura ideológica não é digna de um livre pensador.
A ideia de que a homofobia é sinal de homossexualidade reprimida é uma teoria que faz parte da ideologia política da agenda gay. Trata-se de uma manifestação de defesa falaciosa. Segundo essa teoria, a alternativa correcta à homofobia é a homofilia.
Como livres pensadores, não podemos truncar os factos históricos. A verdade é que a maioria dos fundadores do partido nazi eram homossexuais. Esta é a verdade insofismável.
Claro que não acredito que todos os free thinkers eram marxistas. Mas as ditaduras são assim mesmo: na dúvida, atacam toda a gente.
Comentário por Orlando — Segunda-feira, 31 Dezembro 2007 @ 12:07 pm
Peço desculpa por não ter percebido a que se referia com o paganismo ariano (não tinha reparado no link).
Essas religiões orientais tiveram grande influência em muitas religiões, e há quem defenda que foi delas que surgiram as cisões de João Baptista e de Cristo em relação ao judaísmo (claro que não pelas razões que hitler apontava).
Hitler, possivelmente influenciado pela interpretação de Nietzche das religiões primordiais, e apostado em repudiar o judaísmo, entendeu-as como a base remota do ‘cristianismo positivo’ que defendia. Jesus seria para ele um ariano que se insurgiu contra a religião ‘decadente’ dos judeus. Havia para Hitler uma continuidade entre as velhas crenças arianas e essa nova insurgência ariana.
Quanto ao caso de Tony Blair a conversão dele não terá ocorrido agora mas sim nos anos de juventude. Não acredito que ele se tenha convertido ao catolicismo para aceder a cargos importantes na Europa, creio que aconteceu o contrário: não se converteu antes por isso lhe dificultar a ascensão a primeiro ministro no Reino Unido.
A história da homossexualidade reprimida é só uma provocaçãozita que gosto de lançar a quem demonstra homofobia, não é para ser levada muito a sério. Relembro que não temos de optar entre homofobia e homofilia: podemos ser neutros nesta questão (o que me parece bastante saudável).
A história do nazismo homossexual não é uma “verdade insofismável” nem “factos históricos” comprovados, é apenas uma teoria (rebuscada). Também já ouvi dizerem que Hitler era homossexual mas nunca vi provas disso, antes pelo contrário. Que existissem homossexuais entre os altos cargos nazis, é possível. Mas já não faz sentido dizer que a homossexualidade era a norma no regime, especialmente tendo em conta a doutrina professada e as perseguições que foram feitas.
Comentário por TGF — Quarta-feira, 2 Janeiro 2008 @ 7:35 pm
“Hitler, possivelmente influenciado pela interpretação de Nietzche das religiões primordiais, e apostado em repudiar o judaísmo, entendeu-as como a base remota do ‘cristianismo positivo’ que defendia.”
Totalmente de acordo.
“podemos ser neutros nesta questão (o que me parece bastante saudável).”
«Os lugares mais quentes do inferno estão reservados para aqueles que em tempo de grande crise moral mantêm a neutralidade.» — Dante Alighieri
Em relação à homossexualidade espartana dos dirigentes nazis — inlcuindo Ernst Röhm, não vale a pena insistir quando as pessoas não querem constatar os factos históricos.
Comentário por Orlando — Quarta-feira, 2 Janeiro 2008 @ 10:32 pm
Eu não considero que a homossexualidade seja um caso de crise moral. A minha moral diz simplesmente que cada um é livre de fazer o que entender até essa liberdade infringir a dos outros. Os homossexuais não limitam a minha liberdade, não tenho qualquer justificação moral para lhes impor um estilo de vida que não queiram seguir.
Eu já disse que não nego que existissem homossexuais entre altos cargos nazis. Mas o combate à homossexualidade foi um ponto claro na agenda do regime, isso sim é um facto histórico inegável. Tanto quanto se sabe Hitler não apreciava nada a homossexualidade do líder da SA. Ernst Röhm e os outros possíveis homossexuais da SA como Edmund Heines e Karl Ernst acabaram por ser assassinados durante a noite das facas longas, em 1934. Os “homossexuais espartanos” foram ferramentas descartáveis do regime.
Comentário por TGF — Quinta-feira, 3 Janeiro 2008 @ 4:00 pm
A liberdade de uns não dá o direito de exigirem a adopção de crianças quando a sua orientação não é reprodutiva;a imoralidade de uns está sempre no relacionamento com os outros, e nomeadamente quando se refere às crianças que não se podem proteger. É esta a imoralidade.
Existe uma lei portuguesa de União de Facto que engloba os homossexuais, mas estes continuam a dizer que querem o “casamento”. Porquê? Por causa das crianças.
Ernst Röhm e os outros foram eliminados não por serem homossexuais, mas por se terem desviado da linha ideológica do partido nazi. Noutros casos — que não o de Röhm — tratou-se de política pura e dura, que Hitler utilizou através de uma lei anti-homossexual já existente desde o princípio do século 20 e a que ninguém dava atenção, para eliminar os homossexuais que defendiam a república de Weimar e que ameaçavam o nazismo. Mais tarde, esta mesma lei foi alterada para atingir outro tipo de “inimigos do regime” nazi.
Em 1933, Hitler proibiu os bares gay e grupos activistas gay, mas por detrás da pretensa homofobia estava o interesse em controlar os grupos sociais politicamente dissidentes; Hitler utilizou a acusação de “homossexual” a torto e a direito para eliminar a oposiçao interna e exterior ao partido nazi. Entretanto, os homossexuais alinhados com o partido nazi continuaram a ser tratados normalmente pelo partido. Os homossexuais “machos” de tipo espartano que governavam o partido nazi alimentaram esta política de perseguição ideológica contra os adversários políticos homossexuais, mas não contra todos os homossexuais. Esta é a verdade nua e crua.
Comentário por Orlando — Quinta-feira, 3 Janeiro 2008 @ 4:32 pm