Votos de um Bom Ano Novo
Para si e para todos.
Esta polémica só tem interesse para elucidar o cidadão incauto que está a ser intoxicado ideologicamente por gente que pretende deturpar a História (descontrucionismo politicamente correcto).
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“No caso de Dawkins – e intra-muros, no caso de Saramago – assistimos a dois casos típicos de desonestidade intelectual. Ambos são intelectualmente desonestos na sua sanha irracional anti-religiosa.”
(texto com 1690 palavras)
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Als die Nazis die Kommunisten holten,
habe ich geschwiegen;
ich war ja kein Kommunist.
Als sie die Sozialdemokraten einsperrten,
habe ich geschwiegen;
ich war ja kein Sozialdemokrat.
Als sie die Gewerkschafter holten,
habe ich nicht protestiert;
ich war ja kein Gewerkschafter.
Als sie die Juden holten,
habe ich geschwiegen;
ich war ja kein Jude.
Als sie mich holten,
gab es keinen mehr, der protestieren konnte.
(Martin Niemöller — pastor luterano, 1892 - 1984)
Nunca abri conta no BCP porque não gostei da ideia de Jardim Gonçalves de discriminar as mulheres na admissão ao funcionalismo do Banco. A discriminação das mulheres no trabalho tem muito de gay, e a Opus Dei de Jardim Gonçalves não escapa ao labéu.
Contudo, não deixo de divulgar esta iniciativa do Portugal Profundo, para quem é cliente e/ou accionista do Banco.
Metade dos restaurantes e cafés em Portugal “estão condenados a fechar” por não cumprirem a legislação comunitária ou por não terem viabilidade económica, disse hoje ao semanário “Sol” António Nunes, o inspector-geral da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica).
Não tarda nada proibem o vinho caseiro, a alheira de Mirandela e os enchidos da Guarda.
“O cristianismo é uma rebelião contra a ordem natural, um protesto contra a natureza. Levando a questão do cristianismo a uma lógica extrema, ele é a cultura sistemática do ser humano falhado.” – Adolf Hitler, num discurso a 10 de Outubro de 1941
Sabemos que Tony Blair se “converteu” ao catolicismo; mas sabemos também que Tony Blair quer o lugar de Durão Barroso na EU. Confundir convicções religiosas com política dá nisto.
É sabido que Hitler utilizou a cultura cristã da Alemanha para chegar ao poder, e que utilizou o paganismo ariano durante o seu consulado. Hitler perseguiu os ateus marxistas e não os ateus por serem ateus, e escamotear esta realidade é de uma grande desonestidade intelectual.
Toda uma série de citações de Hitler contra o cristianismo pode ser lida aqui.
Fechou-se um ciclo histórico. A partir daqui, nada mais é previsível num Paquistão com a bomba atómica.
Há quem publique sondagens sobre as aspirações dos povos islâmicos à democracia representativa e há quem faça dessas sondagens uma esperança. Quanto mais esses intelectualóides de urinol se esperançam, mais estamos a perder. As pessoas não percebem que ou o islamismo é reformado, banindo-se a Sharia, ou não não solução humanamente condigna nos países de maioria islâmica. Mas continuem a sonhar, porque o sonho não paga imposto.


(Nietszche e Deschner)
Parménides foi um filósofo grego conhecido por defender a ilusão da passagem do tempo, e a “falácia de Parménides” consiste em analisar o passado à luz dos conhecimentos que temos hoje. A “falácia de Parménides” é exactamente o que um bom historiador evita quando faz uma análise histórica.
Sabemos que D. Afonso VI, quando vinha das caçadas nos arredores da capital, se divertia a alvejar os marinheiros empoleirados nos mastros dos navios ancorados na doca de Lisboa. Sabemos que D. João II matou com as suas próprias mãos o seu cunhado, já não falando em D. Pedro que mandou tirar pelas costas o coração do assassino da sua Inês.
Não podemos olhar para o passado e analisar este tipo de actos à luz da nossa moral actual e do nosso Direito, porque entretanto a filosofia evoluiu e com o advento da revolução francesa, surgiram personalidades como Voltaire e Rousseau (entre muitos outros) que contribuíram decisivamente para moldar e instituir o Estado de Direito que temos hoje, em que a lei é aplicável a todos (ou assim se diz). No tempo de D. Pedro, a lei não era a mesma para a nobreza e para o povo, e portanto, os deveres também não eram os mesmos. Quando analisamos um período da História, temos que perceber primeiro o ambiente cultural e ético-moral em que se desenrolam os factos históricos.
Karlheinz Deschner deu-se ao trabalho de escrever oito volumes com o título “História Criminal do Cristianismo”. Se olharmos a História da Humanidade sob o prisma de Deschner, em vez de “História Universal”, deveríamos passar a chamá-la de “História Criminal”; só assim Deschner poderia ter alguma coerência. Richard Dawkins utiliza também frequentemente a falácia de Parménides na análise histórica, quando é necessário atacar a Igreja Católica moderna à luz dos conceitos medievais da ICAR – que confunde com “cristianismo”.
Karlheinz Deschner foi um soldado ferido várias vezes e a quem foi oferecida uma cruz de guerra nazi por bravura no campo de batalha. Talvez ele se devesse preocupar mais com a falácia de Parménides aplicada ao povo alemão como sendo “o povo que alterna entre a dança e a guerra”.
Sobre Nietzsche ler: “O profeta do anticristo”
Naturalmente que la comparación con una arbole es metafórica, ya que se utiliza aquí solamente para afirmar que “toda la vida tiene consecuencia”. Lo que interesa saber es si existe vida — ó no — en el embrión; lo que interesa saber es cuando empieza la vida, y esta ocurre con la singamia — la ciencia nos comprueba.
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Durante a minha vida profissional trabalhei com muita gente de muitos países, e posso-vos garantir que a inveja e a estupidez não são “características portuguesas”, como se diz por aí. O que existe em outros países é um sistema que protege (não muito, mas o suficiente) a sociedade dos estúpidos, dos invejosos e dos incompetentes – sistema que nós não temos aperfeiçoado – e esse “sistema” é construído na base do mérito. Os portugueses não valorizam o mérito; a política sobrepõe-se ao valor do indivíduo de tal forma que o anula; os incompetentes sabem disso e os estúpidos usufruem de um sistema de demérito em vigor. O oportunismo político grassa e submete o valor e o mérito.
Este caso é eloquente: alguém que foi avalizado como sendo um profissional de mérito, e que por uma questão de estupidez congénita de alguém, “passou as passas do Algarve”.
Não é possível fazer desenvolver o país sem se gostar de Portugal. “Gostar de Portugal” significa que os interesses do País devem ter primazia – e Portugal não é só Lisboa e os que vivem à mesa do orçamento de Estado. “Gostar de Portugal” é valorizar a cultura do povo, potenciando o positivo e atenuando o negativo – como todos os políticos fazem lá fora em relação aos seus países. Não vemos o primeiro-ministro grego dizer sistematicamente na televisão que “estamos atrasados”; vemos antes a Grécia a “passar a perna” a Portugal. Eu trabalhei durante décadas com os espanhóis, e posso-vos garantir que um português médio não é mais “atrasado” que um espanhol médio. O problema reside na dimensão do mercado e nos proteccionismos velados que a política portuguesa ignora.
Depois, escamoteia-se o clientelismo político que alimenta este país. Alguém me explica como é que a Irlanda, que tem uma taxa de IRC de 12%, tem uma economia com melhor saúde que a economia portuguesa com 25% de IRC? Só pode estar muita gente a mamar à mesa do orçamento (e não me refiro aos funcionários públicos que o são com mérito). Para defender os interesses de quem “mama” à nossa custa, fecham-se maternidades no interior, perseguem-se os professores, os médicos e os juízes.
Depois, Sócrates fala no desemprego como “grave problema estrutural” – e aqui volto ao discurso miserabilista que “somos menos instruídos que todos os outros”. Sócrates engana o povo: o problema não está na formação – note-se que é muito positivo que os portugueses procurem a formação contínua, mas a formação contínua é uma consequência da exigência do mercado, e não uma condição “a priori”. A ideia de Sócrates de “formação profissional” leva a que licenciados trabalhem hoje em caixas dos supermercados. Se o mercado português de trabalho não exige nada ou quase nada, isto é, a oferta de trabalho é diminuta, não faz sentido que as pessoas se formem em alguma coisa para ficar no desemprego, porque a formação deve ser orientada num contexto de carreira profissional. Primeiro oferta de trabalho, e depois formação consequente.
Seria positivo que os políticos tivessem a coragem de dizer ao povo português porque não existe investimento reprodutivo em Portugal – mas que digam a verdadeira razão, e não se escondam por detrás das leis laborais e da flexisegurança, que se transforma em “flexi-exploração”. A flexisegurança pode transformar-se rapidamente numa estratégia de crescimento social desprovida de ética que só levará a uma maior pobreza e exclusão social para aquelas pessoas com empregos mais humildes e para os que estão mais longe do mercado de trabalho. Seria bom que dessem espaço na Comunicação Social a economistas divergentes e politicamente incorrectos.
De Sócrates, nada de novo. E temo que de Menezes não venha coisa diferente, ainda que, por entre uma algaraviada de protestos contra o governo, eu não o tenha ainda percebido.
O “método Monnet” é conhecido como o “método de graduação nas medidas políticas”, tendo como objectivo final o leviatão europeu. Devagar e de mansinho, o povo vai sendo enganado. Os socialistas assimilaram muito bem o conceito, e já o aplicam em outras áreas: de um acto despenalizado por lei, o aborto passou a ser um direito.
Conheci Armando Vara quando era um Presidente da Câmara de Mirandela, no dia em que o PM Cavaco Silva inaugurou o IP4 que liga Amarante a Bragança. De funcionário de balcão da Caixa Geral de Depósitos, Armando Vara chega a administrador da Caixa e, pelo que se sabe, é agora nomeado para gerir o BCP — e tudo isto através da política.
O principal mérito de Armando Vara foi o de fazer muito bem a gestão política da sua carreira. Só. Não existirá gente mais qualificada em Portugal para integrar a administração de um Banco?
Estou a ler “Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios”, de João Lobo Antunes (Edit. Gradiva). Para além de uma escrita “limpa” — o que não significa “escrita simples” — JLA surpeende como uma descrição romanceada da sua estada em terras do Tio Sam. Cá voltarei ao tema quando acabar a leitura.
29/12/2007
O livro é um testemunho pessoal de um médico – com o valor que todos lhe reconhecemos – com preocupações éticas. Referindo-se a Vitorino Nemésio:
Nemésio chamava à atenção, com o recurso ao seu prodigioso encantamento verbal, “como o ascetismo industrial do nosso tempo, que consiste na febre do lucro e conduz muitas vezes a uma sobreprodução relacionada com o infraconsumo de impotência de compra gerada pelo baixo salário e a estreita religião do mercado, é sobretudo alimentado pela proliferação exigente, irrefreável da máquina”.
(…)
“Uma sociedade que só instituísse informações teóricas aplicáveis ao êxito rentável teria a civilização moribunda. É o grande risco da nossa.”Na sofreguidão com que devorou a informação, da física quântica à biologia molecular, apercebeu-se (Nemésio) de que o conflito entre duas culturas se poderia resolver construindo a tal ponte, como George Sarton já preconizara na sua The History of Science and The New Humanity, publicada em 1930, que unisse velhos humanistas e novos cientistas, ponte que era a necessidade cultural mais urgente do nosso tempo e assentava, simplesmente, na história da ciência.
Ao ler isto, lembrei-me de que grande parte das descobertas científicas se deu “por acaso”, isto é, não era bem o que se procurava em determinado momento quando se encontrou uma solução, muitas vezes, para aquilo que não se premeditava. Se as informações teóricas só fossem validadas em função do seu êxito rentável e imediato, descurando o factor “acaso” da equação investigadora, ainda estaríamos à espera da penicilina. A verdade é que a sociedade actual do sucesso imediato e rentável tende a retirar o factor “acaso” da investigação, ou pelo menos exige que o acaso se retire, não tolerando a sua presença. A visão de Nemésio, partilhada por JLA, atribui à ciência um cariz estético que lhe pertence por natureza, como pertence às artes, e como acontece com estas, a imaginação criativa que foge aos paradigmas rígidos do empirismo metodológico sempre foi determinante no avanço da ciência. A ciência é a arte da probabilidade, e como toda a arte, tem os seus executores – os artistas da ciência que transpiram e que se inspiram numa mesma fonte da vida, e como todos os artistas, descobrem novos caminhos também a partir de visões e constatações que o acaso lhes coloca no caminho.