perspectivas

Segunda-feira, 26 Novembro 2007

A guerra cultural: a agenda gay, o Evolucionismo e as religiões

“Quanto for escrita a História da nossa Era, será a batalha cultural que contará.”

Stanley Kurtz – professor de Antropologia Social na Universidade de Stanford (EUA)

É normalmente aceite que a visão religiosa e a visão evolucionista sobre a homossexualidade é de oposição entre as duas visões do mundo. Esta ideia é uma meia-verdade.

As religiões consideram que o corpo físico e a mente humana foram desenhados para a actividade heterossexual, tendo em vista a família e a reprodução, considerando o comportamento homossexual como sendo anti-natura.
O Evolucionismo darwinista adopta a primazia da fertilidade, e consequentemente, a heterossexualidade, diferindo apenas das religiões quando assume uma posição de neutralidade relativamente à homossexualidade que não interfere no factor reprodutivo da espécie humana.

A visão religiosa

No que se refere ao cristianismo, não existe nenhuma frase atribuída a Jesus Cristo que condene a homossexualidade; Jesus optou por uma doutrina positiva: em vez de condenar a homossexualidade, valorizou a heterossexualidade e o casamento entre um homem e uma mulher. Todas as religiões, com excepção do islamismo, têm sido tolerantes em relação à homossexualidade. Na Idade Média queimaram-se bruxas, mas não há registo de vítimas homossexuais dos tribunais do Santo Ofício. Já conhecemos a visão religiosa sobre a homossexualidade através das muitas passagens do Antigo Testamento até às epístolas de S. Paulo (Romanos, 1 – 18; Coríntios 1 -6). Contudo, repito: nada existe em Jesus que explicitamente condene o homossexual.

A tolerância das religiões tem-se circunscrito à crítica moral sem discriminação social expressa – até ao momento da reivindicação da legalização da adopção de crianças progénitas e não-progénitas por duplas de gays; começou aqui o conflito entre as religiões e o activismo gay.

Neste momento, assistimos a uma situação em que o comportamento homossexual é protegido por lei e os que o criticam são legalmente perseguidos por delito de opinião. Qual a causa deste fenómeno?

Trata-se de uma má interpretação do Evolucionismo que marca a nossa ciência. A justificação “científica” do comportamento homossexual através da observação dos animais irracionais (sociobiologia) faz parte desta má interpretação.
Na teologia judaico-cristã, ao contrário do que se passa no Evolucionismo, não existe diferença natural entre “causa próxima” e “causa última”, que estão intimamente ligadas à vontade de Deus. Quando os cientistas quiseram abolir Deus, não conseguiram despojar-se das suas heranças culturais, e continuou implícita nesses cientistas a ideia de que a Natureza constitui, em si, uma ordem moral – justificando o comportamento homossexual como sendo uma “característica natural”.

Alguns cientistas mais distanciados emocionalmente da questão são de opinião que 1) os animais irracionais “montam” outros não por motivação sexual exclusiva, tratando-se muitas vezes de um processo de ritualização da agressividade e de afirmação hierárquica no grupo, 2) que esses comportamentos “homossexuais” são mais frequentes em animais em cativeiro do que em animais no seu meio-ambiente natural, e 3) que a “homossexualidade exclusiva” (ler mais adiante o significado) é raríssima em grupos humanos onde predomine a iliteracia – o que implicitamente significa que o comportamento homossexual não é natural – mas com uma componente cultural importante – e portanto, moralmente criticável.

As religiões defendem o princípio da heterossexualidade na educação das crianças. De facto, apesar dos indícios biológicos detectados em fase adulta, nenhuma teoria científica demonstra claramente que uma criança nasce heterossexual ou homossexual, e estudos científicos demonstraram que – na maioria dos seres humanos – a motivação sexual não existe em muito tenra idade, solidificando-se mais tarde; o desenvolvimento sexual ocorre a partir do segundo ano de vida até ao fim da puberdade. Durante os primeiros anos de vida, a sexualidade é bastante indefinida, e por saberem disto, as religiões entendem que a heterossexualidade deve ser estimulada – ou no mínimo, influenciada – através de uma multiplicidade de objectos, comportamentos de exemplo e sinais culturais.

O movimento cultural gay entende exactamente o contrário: que a educação das crianças deve ser exercida no sentido em que a heterossexualidade não seja expressamente estimulada desde tenra idade; radica aqui – exclusivamente – a reivindicação política da adopção de crianças não-progénitas por duplas de gays.

O desenvolvimento sexual nas crianças processa-se por influência das experiências tidas desde tenra idade, num processo de “fixação cultural”, semelhante ao processo que capacita um ser humano a tornar-se mais atraído sexualmente por alguém da sua própria raça, ou por se identificar com um grupo nacional ou com uma cultura. Sendo a motivação sexual difusa em tenra idade, pode ser condicionada pela educação.
As famílias naturais, com um pai e uma mãe, são a escola natural da heterossexualidade – salvo as excepções que confirmam a regra. O movimento gay sabe disto, as religiões também, e por saberem disto, estão em guerra cultural na defesa dos seus pontos-de-vista, e nunca se poderão conciliar. A guerra pelas crianças entre as religiões e o movimento gay é uma luta de morte, e paradoxalmente, apesar das ilusões de vitórias políticas de circunstância, ganhará quem estiver em consentaneidade com as teorias evolucionistas da selecção das espécies.

A visão evolucionista

O Evolucionismo explica a motivação sexual como produto da luta pela sobrevivência do mais apto. Isto significa que os organismos com maior motivação heterossexual produzem mais prole e são mais bem sucedidos. O Evolucionismo diz-nos que o sexo é um fenómeno biológico determinado pela selecção natural. Na medida em que a natureza selecciona consistentemente os organismos com maior motivação heterossexual, a heterossexualidade tornou-se cada vez mais preponderante no processo evolutivo – mais importante que a alimentação e outras formas de preservação da vida. A evolução dá primazia ao número da prole, em detrimento dos anos de vida do organismo em questão.

As taxas de reprodução são de extrema importância para a evolução das espécies, porque elas fornecem a quantidade necessária de especímenes que permitem que a evolução ocorra: uma maior quantidade na amostra permite uma maior hipótese de ocorrência do “apuramento” da espécie. A homossexualidade, obviamente, não permite taxas de reprodução superiores à heterossexualidade, e por isso, a selecção das espécies privilegiou naturalmente o comportamento heterossexual. Quaisquer factores biológicos que influenciassem positivamente os sentimentos homossexuais seriam descartados pela selecção natural. A heterossexualidade é de tal importância para o Evolucionismo, que o próprio Darwin criou uma segunda teoria: a Selecção Sexual.

Estudos científicos revelam que múltiplas secreções genitais da mulher produzem altos níveis de germicidas que minimizam o risco de propagação de doenças das relações heterossexuais, o que não acontece nas relações entre gays – o que prova que a selecção natural privilegia as relações heterossexuais e não a sodomia. O comportamento homossexual é responsável por uma taxa de doenças venéreas 22 vezes superior à taxa normal (estudo americano).
Contudo, a teoria da evolução não vê necessariamente a homossexualidade como sendo “anti-natura”, como as religiões a vêem. Para o evolucionismo, nada é “normal” no sentido moral, ou “apropriado” em função de uma ética universal. O valor último do Evolucionismo é o grau em que se produzem as vantagens da selecção e as suas desvantagens.

A partir desta visão moralmente neutral do Evolucionismo em relação à homossexualidade, o movimento gay e algumas organizações poderosas a nível internacional defendem a valoração cultural e social da homossexualidade na educação das crianças como uma forma de reduzir a população do mundo, isto é, utiliza-se a neutralidade moral do Evolucionismo para defender soluções para a sobre-população que vão contra a própria teoria da evolução.

Existem “homossexuais exclusivos”?

Investigações científicas revelam que a maioria dos homossexuais são também atraídos pelo sexo oposto, e que os gays gostam das mulheres como “amigas”. Estudos que envolveram gays e lésbicas revelam que ambos os grupos consideram os encontros heterossexuais altamente eróticos. Conclui-se que o que existe é o bissexualismo em graduações diferentes para cada caso dos chamados “homossexuais”, e que a homossexualidade exclusiva é raríssima.
O que marca actualmente o homossexual é a etiqueta (Gay, lésbica) que dá uma auto-identidade ao “homossexual” e que está na origem da cultura gay. A homossexualidade deixou de ser “uma qualidade do que as pessoas fazem”, isto é, uma característica de um determinado comportamento, para passar a ser “o que as pessoas são” (identidade). Como escreveu o homossexual e pedófilo assumido Michel Foucault na sua “História da Sexualidade”:

“O sodomita foi, em tempos, uma aberração temporária que se redimia; hoje, o sodomita é uma espécie”.

A bissexualidade, mais ou menos consciente, está presente no processo de maturação sexual através da adolescência, e a maioria dos cientistas consideram que um homossexual adulto é “um adolescente que não cresceu”. Trata-se, de facto, de uma anomalia na evolução biológica, cultural e educacional.
Estudos sobre pessoas que dizem que são “homossexuais exclusivos” revelam números que vão dos 0,9% da população masculina na Noruega, a 2,8% dos Estados Unidos, e que os factores culturais são de extrema importância em todo o fenómeno.

As diferenças sexuais biológicas

Quando o embrião se forma, define-se o sexo, sendo que a constituição dos cromossomas se define como sendo XY no homem, e XX na mulher. Durante o primeiro mês de gestação, o embrião é sexualmente ambíguo, e a sua evolução depende de um gene normalmente presente no cromossoma Y. Este gene é responsável pelo desenvolvimento da masculinidade e pelo bloqueio da feminilidade, através do controlo do testosterona e da didroxitestosterona (DHT). O desenvolvimento de um embrião feminino requer a ausência de alguns níveis destas duas hormonas. Este gene, que dá pelo nome de TDS, encontra-se normalmente associado ao cromossoma Y. Contudo, se o TDS aparecer associado ao cromossoma X, resulta deste facto um embrião do sexo masculino com uma formação XX de cromossomas; e se o TDS faltar no cromossoma Y, resulta uma mulher com formação XY nos cromossomas, isto é, com sensibilidade andrógina.
Em resultado destas anormalidades que culminam no hermafroditismo total, existem indivíduos que são educados como raparigas e que se parecem como raparigas normais, apesar da sua composição de cromossomas ser masculina. Por exemplo, o Comité Olímpico Internacional instituiu em 1968 um teste para determinar o sexo dos atletas a partir da composição dos cromossomas. O resultado das análises em mais de 6.000 atletas femininos revelou que 1 em cada 500 mulheres teve que ser excluída das competições devido ao teste do sexo. O teste foi abolido pouco tempo depois, por ser considerado politicamente incorrecto.

Para além do hermafroditismo, existem outros factores patológicos que determinam a diferenciação sexual, como o pseudo-hermafroditismo, a aneuploidia cromossómica, o sindroma de Klinefelter (XXY) e a meta-feminilidade (três cromossomas X).
Muitas pessoas rotuladas de “homossexuais” provêm deste tipo de anomalias, que segundo o Evolucionismo, apoiam a tese evolucionária da “criação” versus “erro”.

Embora a ciência (aparentemente) não tenha identificado um “gene gay”, também não existe uma teoria consistente sobre as diferenças biológicas entre um homossexual e um heterossexual – com as excepções do desenvolvimento sub-normal do hipotálamo e do desequilíbrio hormonal nos homossexuais. O neurocientista americano Simon LeVay descobriu que a área do hipotálamo (núcleo interstício do hipotálamo inferior) que rege a sexualidade é duas vezes maior num heterossexual do que num homossexual – e portanto, não há dúvidas científicas absolutamente nenhumas que existem diferenças físicas e biológicas entre um adulto gay e um heterossexual adulto. Mais: LeVay verificou que o núcleo interstício do hipotálamo inferior dos homens gay é equiparado, em volume e características, ao das mulheres.

Sendo que o estudo das patologias biológicas ajudam a explicar o comportamento homossexual, existem muitas dúvidas por parte da ciência quanto à exclusividade da “causa biológica” da homossexualidade. Se as deficiências no hipotálamo influenciam o comportamento homossexual, o comportamento homossexual – adquirido por via cultural durante a meninice e a adolescência (daí a importância das crianças e adolescentes para o movimento político gay) – molda o hipotálamo, modificando-o principalmente nas fases de crescimento do ser humano. O “caminho” da homossexualidade é biunívoco: biológico e cultural.

Outra teoria é a de que a exposição do feto de baixos níveis de testosterona no útero pode explicar as diferenças no hipotálamos dos homossexuais; por exemplo, a probabilidade de uma mulher grávida, sujeita a um intenso stress continuado, gerar um filho homossexual é 20 vezes superior à possibilidade de gerar um filho heterossexual.

Outra teoria é a de que existe uma região do cromossoma X conhecida como “Xq28” a que se atribui a influência genética da homossexualidade. Embora o gene não tenha sido ainda isolado, representa menos de 0,2% do genoma humano. Contudo, a comunidade científica acredita que qualquer influência genética não é exclusiva na determinação da homossexualidade, sendo que a componente cultural, factores sociais, de meio-ambiente, psicológicos, morais e todas as experiências na fase de maturação do ser humano, são absolutamente determinantes na formatação do homossexual. A “guerra cultural” entre as religiões e o movimento gay internacional deve ser compreendida neste contexto.

Uma coisa é certa: a ciência defende a ideia de que a homossexualidade tem causas anormais, isto é, se a causa da homossexualidade é patológica, a homossexualidade não pode ser “coisa normal”. Contudo, basta que por via da aculturação e educação se alterem as condições biológicas (até aqui) normais no homem adulto, para que a homossexualidade passe a ser considerada como uma condição “variante” do ser humano – e esta é a guerra do movimento gay quando pretende a instituição de leis que reprimam o fenómeno cultural da homofobia e o acesso à possibilidade de lobotomia cultural nas crianças, através da educação.

A ciência sabe que alguns desvios sexuais, como a necrofilia e a pedofilia, têm também uma componente importante de anormalidade biológica, e nem por isso se deve argumentar a favor do reconhecimento legal de uma “orientação sexual” pedófila ou necrófila. Pelo menos para já, porque a guerra cultural continua, e o movimento pedófilo assume já publicamente as suas reivindicações pelo “direito” às crianças.

2 Comentários »

  1. http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html

    Comentário por ecosdablogosfera — Terça-feira, 27 Novembro 2007 @ 3:29 pm

  2. Desvio-me do tema do post, mas gostaria informar sobre a

    PETIÇÃO EM PROL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE CRIMES SEXUAIS

    Para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.

    ASSINE e DIVULGE

    COPIE O TEXTO DA PETIÇÃO E PUBLIQUE NO SEU BLOGUE E/OU ENVIE AOS SEUS CONTACTOS – ao divulgar já está a ajudar.

    http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html

    Bem-hajam.

    Comentário por Curiosa — Terça-feira, 27 Novembro 2007 @ 5:34 pm


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