Há coisas tão evidentes que nos surpreendem: o novo “quadro comunitário de apoio” (o pilim, o vil metal, a massa, o carcanhol) foi distribuído e publicamente conhecido na véspera do acordo sobre o Tratado Constitucional. Não custava nada disfarçarem a coisa um poucochinho, não é verdade?
As potências europeias, os mais ricos (Alemanha e França) compraram a adesão dos países pobres a um Tratado em que os ricos são os que dispõem e mandam. Do que se trata aqui é da compra da dignidade dos países mais pequenos.
Se mudássemos o nome do nosso Primeiro-ministro para “Presidente-do-Conselho” e mantivéssemos as suas atribuições e competências executivas, estaríamos numa situação de pura semântica política. Mudar o nome de “Ministro dos Negócios Estrangeiros” da União Europeia para “Alto-comissário dos Negócios Estrangeiros”, mantendo as mesmas atribuições e competências previstas no projecto de Constituição de Giscard d’Estaing, é a maior vigarice política a que assistimos desde que Portugal entrou para a CEE. O que se pretende agora é enganar os povos da Europa que já votaram contra a Constituição, dizendo-lhe que isto é um simples Tratado Constitucional, e não uma Constituição (outro exercício de retórica).
Os políticos que estejam contra o referendo são pouco inteligentes, porque estão a dar espaço de manobra para um populismo anti-europeu num futuro que não será longínquo (a partir de 2013).
Sinceramente, duvido da clarividência de gente como João de Deus Pinheiro: na Suiça, somente 7% da população é licenciada em universidades, sendo o grosso da população Suiça composta por técnicos intermédios, especializados e trabalhadores indiferenciados, e realizam-se referendos na Suiça por “dá cá aquela palha”; em Portugal, com uma percentagem de licenciados muitíssimo superior à da Suiça (mas sem técnicos intermédios), vem um Pinheiro qualquer dizer que não deve haver referendo porque o povo é burro. Gente como o João de Deus Pinheiro deveria ser definitivamente erradicada da política portuguesa, porque pertencem ao passado.
Este blogue irá analisar “tim-tim por tim-tim” as consequências políticas e jurídicas para o povo português implícitas na adesão ao Tratado Constitucional, e irá colocar aqui questões práticas que todos possam entender.
Impõe-se um referendo em Portugal, e não me venham dizer que o povo é burro e “não entende as questões técnicas” (João de Deus Pinheiro), ou que “o referendo não é mais democrático que a ratificação parlamentar” (Vitorino). Quem manda em Portugal é o Povo, deixem-se de tretas, e referendo já!



O povo não é burro não! Querem fazer dele burro e como tal já se conhecem as diversas retóricas e as diversas estratégias. E não é apenas em Portugal que tal acontece. Estupidificam-se as massas, para que se controlem melhor. Dá-se-lhes ilusões nas Tv’s e na restante media para que fiquem bem entretidos. E se não bastar, também existem muitas crenças, terror… futebol e outras drogas legais e ilegais. Tudo serve para domesticar o pensamento crítico. No entretanto, vão-se pondo em prática as ideias e os meios, para um governo mundial, de umas quantas famílias.
A ver: http://www.zeitgeistmovie.com/
Bom fds!
Comentário por matrix — Domingo, 21 Outubro 2007 @ 1:12 am
O Filme ignora milhares de anos de pensamento filosófico. Não sei se vale a pena um post. Está historicamente provado que Jesus não nasceu a 25 de Dezembro, e que este dia foi escolhido simbolicamente, o que não tira nenhum mérito à mensagem de Jesus Cristo.
http://www.thenazareneway.com/date_of_birth_and_death_of_jesus.htm
http://petragrail.tripod.com/page5.html
De resto, o filme é sofrível; por exemplo, a cruz não é um símbolo pagão, mas um simples utensílio romano de pena de morte. O filme é inqualificável.
Comentário por Orlando — Terça-feira, 23 Outubro 2007 @ 5:16 pm