Confesso que me surpreendeu o anúncio da exibição do filme “Bareback mounting” na RTP, não só por ser numa noite de um domingo, mas porque uma película tão recente cobra sempre mais direitos de exibição do que uma outra com meia dúzia de anos. Estranhei, sobretudo, porque passamos todos a pagar as escolhas da RTP na nossa conta da electricidade e através dos nossos impostos em geral, enquanto que as televisões privadas optaram por não pagar o balúrdio de royalties necessário para exibirem um filme com dois anos e com vários Óscares. A RTP decidiu, com o nosso dinheiro, atenuar o fracasso de bilheteira em todo o mundo que constituiu a exibição do “Bareback mounting”.
A exibição na televisão pública de um filme com dois anos, antecipando-se às televisões privadas, filme esse escandalosamente levado ao colo aos Óscares da Academia de Hollywood, e que apresentou prejuízo no Deve e Haver da sua produção e comercialização, prova que quem diz que não existe lobby gay em Portugal, ou é ingénuo ou panasca militante.
Quando vemos um actor relativamente jovem, como Diogo Infante, nomeado pelo governo de Sócrates para dirigir o Teatro Nacional Maria Matos, teatro esse que foi sempre presidido, no passado, por personalidades já consensualmente consagradas da cultura portuguesa, percebemos como funciona o lobby gay em Portugal. Assistimos ao caricato do novo director do prestigiante Teatro Nacional Maria Matos, o nepote socrático, fazer publicidade de rua de um produto antitabágico de uma multinacional farmacêutica; mas ninguém se pergunta porque é que alguém que reúne em si, através do comportamento padrão comprovadamente promíscuo atribuído aos gays, uma maior probabilidade de morrer de SIDA, pretende convencer o povo da salubridade do seu estilo de vida.
Um exemplo concreto e provado da promiscuidade e exibicionismo dos gays, teve como testemunha o meu filho mais novo, de 19 anos. Resolveu fazer o Inter-rail este Verão. Como todos os estudantes, pernoitou em albergues de juventude por essa Europa fora. Os preços dos albergues são reduzidos, mas os quartos são uma espécie de camaratas, com mais ou menos camas, embora com extrema limpeza e muita qualidade no serviço. Em muito dos albergues onde dormiu, partilhou o mesmo espaço de pernoita com jovens estudantes dos dois sexos, e as raparigas souberam sempre guardar o recato necessário quando partilhavam um mesmo espaço com rapazes que não conheciam.
Quando um casal normal de jovens, em viagem de inter-rail, quer estar na sua privacidade, ou aluga um quarto individual (mais caro), ou recorre ao “duche a dois” com a porta do WC fechada à chave. Será que as duplas (ou triplas; ou quádruplas; ou quíntuplas) de gays não poderiam fazer-nos o favor de seguir o exemplo dos casais normais?
Em Innsbruck, na Áustria, o meu filho (e outros que lá estavam) abandonou o quarto onde dormia e foi para o hall de entrada do albergue, porque dois gays, em total desprezo por todos os que dormiam no quarto colectivo, optaram por uma exibição do “Bareback mounting live late night porno show”. Cerca das 4 da manhã, quando os panascas se cansaram do exibicionismo, os pobres “noctívagos” voltaram para o quarto para dormir umas horas. E o problema é que não há Poder que ponha um limite no comportamento exibicionista dos gays ou que os repreenda na sua promiscuidade. Eles fazem o que querem e onde querem, porque se os contrariarmos de alguma maneira, somos considerados como sendo “homófobos”, e como tal, condenados pela política correcta.
Hoje, o Poder é Gay. O problema do lobby gay é que pensa que o Poder é eterno. Ou muito me engano, ou aparecem já sinais de tempestade no horizonte político internacional. Podemos até dar-nos ao luxo de optar por deixar que o lobby gay “se estique” à vontade, para que a borrasca anti-gay se torne politicamente inevitável a curto prazo. Depois, como sempre, os gays fazem-se de vítimas; a História já demonstrou bastamente, com o “Pink Nazism” e os gays que fundaram e dirigiram o Partido Nazi alemão, que a auto-vitimização gay faz parte de uma estratégia que visa a supremacia cultural, social e política de uma cultura e de uma filosofia comportamental minoritárias.




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Cada um tem o direito à sua opinião. No entanto, o filme chama-se “Brokeback Mountain” e não “Bareback Mountain”. Visto que está entre aspas no texto e não se encontra em itálico achei por bem fazer aqui uma singela reparação.
Além disso as suas contas não estão correctas:
O filme custou $14,000,000
e facturou, até Abril de 2006, só nos Estados Unidos, $83,025,853.
Esta informação, bem como a que concerne os lucros adicionais em Inlaterra, Suécia e Itália, pode ser consultada em http://www.imdb.com
Comentário por assistentew — Terça-feira, 18 Setembro 2007 @ 2:08 am
Também estranhei a pressa em exibir o filme. Talvez tenha a ver – o que, a verificar-se, ainda seria mais grave – com o festival de cinema Não-Sei-Das-Quantas que está a decorrer ou decorreu recentemente em Lisboa.
Como dizia não sei que político, “ainda sou do tempo em que” um casal de namorados podia ser chamado “à atenção” por estar a trocar umas beijocas em público. Sucedeu comigo, num café em pleno centro de Lisboa, e a destinatária das beijocas era a (então) minha mulher. Tínhamos ambos vinte e poucos anos.
Hoje em dia, provavelmente, a objecção não seria pelas beijocas mas pelo facto de se tratar de um par heterossexual.
Comentário por JPG — Terça-feira, 18 Setembro 2007 @ 12:46 pm
Espantoso. Não fazia a mais pequena ideia.
http://dn.sapo.pt/2005/09/26/artes/diogo_infante_ainda_aceitou_dirigir_.html
Comentário por JPG — Terça-feira, 18 Setembro 2007 @ 3:39 pm
Em relação ao comentário do Assistente: por favor ler o que escrevi em “arquivado em”, lá em cima. Os números não são correctos, mas mesmo que fossem, temos que convir que um filme que ganhou tantos óscares teve um lucrozinho, não é verdade?
Em relação ao JPG: a notícia do Diogo Infante é de 2005. O nepote socrático foi empossado como responsavel pelo Teatro Nacional Maria Matos.
Comentário por Orlando — Quarta-feira, 19 Setembro 2007 @ 11:40 am