perspectivas

Quinta-feira, 17 Maio 2007

É preciso gostar de cavalos

Arquivado em: nortadas — O. Braga @ 12:59 pm

Quando era mais moço, conheci, na minha actividade profissional, um grande empresário britânico, talvez o mais bem sucedido na sua área de actividade em todo o Reino Unido. Tratava-se de um self-made man, alguém que teve uma infância difícil num bairro pobre de Edimburgo, estudou os rudimentos da gramática para cedo se dedicar ao trabalho árduo, desde a adolescência incipiente; no tarde, adulto maduro, adquiriu alguns dos conhecimentos que a sua atribulada infância não lhe tinha permitido.

Em conversa informal, narrando-me estas coisas, comentei que ele deveria ser uma pessoa que se dedicava totalmente às suas empresas, um empresário apaixonado pela sua actividade, que tudo fez para ultrapassar as limitações impostas pela sua vida passada, por amor à sua actividade profissional e aos negócios.
.
Eu gosto é de cavalos”, respondeu-me. “Trabalho porque gosto de cavalos, ganho dinheiro para os poder ter, para os ver e estar com eles todos os dias. A minha paixão é sempre o último potro nascido, e não um qualquer negócio”.

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O empresário português típico é aquele que faz uma visita à sua empresa ao domingo, depois da missa.

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